Serviços móveis favoritos dos usuários do Brasil para acessar a Internet

Dos trabalhos realizados para aproveitar o uso das tecnologias da informação e da comunicação em melhorias econômicas e sociais de cada um dos países, é necessária a avaliação estatística. Ou seja, que além das diversas iniciativas realizadas pelas autoridades, é importante que se realizem tarefas destinadas a medir o nível de conectividade.

Com essa meta, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Brasil realiza a pesquisa anual TIC Domicílios. Em sua edição de 2017, destacava que esse país contava com 120,7 milhões de usuários de internet, considerando a população maior de 10 anos. Ou seja, um aumento de 11,86% em relação à 2016.

A pesquisa reforça que existem cerca de 42,1 milhões de residências conectadas (aproximadamente 61% do total). Tanto que nas áreas rurais urbanas, essa porcentagem chega a 65%, totalizando 38,8 milhões. Além disso, 19% das residências conectadas não possuem um computador em casa, o que representa 13,4 milhões.

No que diz respeito ao tipo de conexão, a pesquisa de espaços TIC registrou estabilidade em relação ao ano anterior, tanto nas conexões de banda larga fixa (64%) quanto na móvel, por via 3G ou 4G (25%). No entanto, o acesso móvel segue sendo mais utilizado que o fixo em residências das classes D e E (48%).

A pesquisa destaca que a metade da população conectada à Internet a acessa, exclusivamente, por telefone móvel, o que representa um total de 58,7 milhões de brasileiros. Além disso, pela primeira vez desde que foi realizado, o estudo mostra que a proporção de usuários que acessam a rede usando apenas o móvel (49%) superou aqueles que o fazem de maneira combinada entre celular e computador (47%).

O perfil de uso exclusivo dos móveis é mais comum entre os usuários das classes D e E (80%) e em áreas rurais (72%). Esta situação reflete uma realidade em dois lugares de baixa entrada, onde não existe acesso por múltiplos dispositivos, e em maior quantidade entre as mulheres (53%) que entre os homens (45%). No Brasil, cerca de 33 milhões de usuário com entradas mensais equivalentes a dois salários mínimos utilizam a internet de maneira exclusiva pelo celular.

Desse modo, o fator socioeconômico é preponderante. O estudo destaca que o preço da conexão permanece como o principal motivo mencionado para a ausência de Internet em 27% das residências entrevistadas. Dali cobram importância os trabalhos que podem ser realizados pelas autoridades para melhorar o acesso aos serviços de banda larga, em particular como observou-se ao longo da pesquisa de serviços móveis, que possuem vantagem para poder potencializar a entrada ao mundo digital dos setores mais preteridos.

Neste contexto, é necessário que se desenvolvam estratégias que busquem aumentar a quantidade de espectro radioelétrico disponível para serviços de banda larga móvel. Assim como também a realização de agendas com as futuras licitações de espectro, o que oferece a indústria a possibilidade de planejar a construção de novas tecnologias. Também é importante que o espectro que for entregue às operadoras esteja disponível de maneira imediata para prestar serviços, evitandos atrasos na implementação das redes.

Por sua vez, é importante que como no Brasil, os mercados contem com uma regulação que aglutine as demandas que existem para as operadoras no momento de desenvolver uma nova rede de telecomunicações. A possibilidade de contar com regras claras a nível nacional facilita o desenvolvimento da cobertura, reduzindo as travas burocráticas.

A redução dos impostos sobre os componentes de redes e dispositivos de acesso são também necessárias. No primeiro dos casos permite às operadoras planejar o desenvolvimento de suas tecnologias e reduzir os custos de implementação. Enquanto que o que se refere aos terminais de acesso, esta medida os torna mais acessíveis, o que permite alcançar uma maior adoção da porção da população.

A 13º edição da pesquisa TIC domicílios foi realizada por meio de entrevistas com mais de 23 mil residências em todo o território brasileiro, entre novembro de 2017 e maio de 2018. O objetivo foi medir o uso das TIC nas residências, o acesso individual aos computadores e à Internet, as atividades desenvolvidas na rede e outros indicadores.

A medição da conectividade nos mercados é fundamental para planejar as futuras decisões das autoridades no momento de aumentar a inclusão digital. Seus resultados devem ser considerados por quem deve decidir as políticas que são tomadas no futuro para aumentar a quantidade de pessoas que acessam o novo mundo digital.

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