Secretarias do México trabalham de maneira conjunta na inclusão digital

A maioria dos países da América Latina iniciaram programa voltados para o aumento do alcance das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) junto à população. O objetivo de acabar com a exclusão digital se move por diferentes caminhos, ainda que tenha em comum a colaboração entre setores para alcançar seus objetivos.

No México o Governo da República desenvolveu a Estratégia Digital Nacional (EDC), da qual participaram as Secretarias da Função Pública (SFP), Comunicações e Transportes (SCT) e o PROSPERA Programa de Inclusão Social da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESOL). Para isto, ambas as áreas assinaram as bases de colaboração que permitirão formalizar uma aliança para o desenvolvimento de Projetos de Inclusão Digital dirigidos aos setores mais vulneráveis da sociedade.

Segundo estipula o Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (CONEVAL) no México vivem 55,3 milhões de pessoas em situação de pobreza, das quais 51,5% são mulheres. Considerando essas cifras, decidiu-se que este segmento seja o primeiro dos beneficiados com Projetos de Inclusão Digital. Ou seja, as mulheres que vivem em situação de pobreza serão as primeiras a compor este programa piloto.

Este teste será voltado para a busca do desenvolvimento de habilidades digitais e de manejo de finanças pessoais. Para isto, será realizado um curso no qual as beneficiárias do PROSPERA terão lugar ao longo de um ano no Punto México Conectado (PMC). Durante o desenvolvimento destes cursos as mulheres poderão acessar a internet e conteúdos digitais de alto valor para suas comunidades.

O PMC é parte de uma rede nacional de centros comunitários de capacitação e educação digital. No total, existem 32 pontos, um em cada Estado do México. Neles, qualquer pessoa pode acessar novas tecnologias, aprender como utilizá-las, desenvolver sua criatividade com elas e criar projetos. O objetivo é potencializar a inovação a partir da conectividade com as TIC.

O desenvolvimento deste tipo de projeto confirma um importante avanço na busca da inclusão digital. A segmentação da população feminina de menores ingressos é também uma medida acertada, já que aponta para um grupo populacional que possui maior dificuldade de acesso para este tipo de tecnologia.

Por outro lado, é importante do ponto de vista de melhorar as condições de vida dos cidadãos o desenvolvimento de um projeto que lhes ofereça ferramentas para tirar proveito do uso das TIC. Ou seja, os esforços do governo por capacitar o uso das TIC para setores em condições de vulnerabilidade econômica confirmam uma medida que tende a melhorar suas vidas.

A possibilidade de utilizar as TIC de maneira produtiva melhora a posição das pessoas dentro do sistema de trabalho. Incluindo aqueles usuários autônomos, a capacitação em novas tecnologia poderia melhorar suas condições no mercado. Permitindo aproveitar da melhor maneira as opções oferecidas por outros órgãos do Estado, como aplicativos da agricultura, educação e inclusão de saúde.

Neste sentido, o programa é uma oportunidade para aproveitar de melhor maneira a adoção das TIC em termos produtivos. Ou seja, a orientação da população na utilização das novas tecnologias em questões associadas ao desenvolvimento é uma iniciativa muito positiva do ponto de vista do próprio governo.

Contudo, é importante que este tipo de programa contemple a conectividade dos habitantes. Ou ainda, uma vez finalizado os cursos, é fundamental que estes habitantes tenham a opção de se manterem conectados e assim poder aplicar seu aprendizado em sua vida cotidiana. Neste sentido, são de suma necessidade as políticas voltadas para a conectividade e o aumento de cobertura de serviços de banda larga, em particular sem fio e móvel.

Para isto, é importante que se considere a disponibilidade de espectro radioelétrico destinado à banda larga sem fio. Da mesma forma, se concede a indústria um bem indispensável para desenvolver novas tecnologias de acesso que possibilitem a conectividade da população. Isto é, deve-se considerar a redução de travas burocráticas para reduzir o tempo de desenvolvimento das redes. Assim como uma baixa carga imposta nos terminais de acesso, já que uma maior acessibilidade permitiria aos usuários acesso mesmo em situações econômicas vulneráveis.

Este tipo de política confirma um passo adiante na busca pela conectividade dos habitantes, que se transforma em uma alternativa válida para o desenvolvimento deste tipo de projeto que está destinado para a redução da exclusão digital. Do ponto de vista do próprio governo mexicano, estas iniciativas representam uma grande oportunidade para reduzir a pobreza e incentivar melhores condições de desenvolvimento para as pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente para as mulheres.

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