Saint Martin trabalha para aumentar as habilidades tecnológicas dos educadores

O desenvolvimento de uma economia digital requer um esforço que começa na base de qualquer Estado, sendo assim o foco na educação é uma das metas que a maioria dos países da América Latina e do Caribe devem seguir. Dessa forma, muitos optaram pela implementação de planos de abrangência nacional que contemplam a entrega de dispositivos aos alunos ou o desenvolvimento de conteúdos educacionais.

Dentro dessa lógica, a ilha de Saint Martin implantou um trabalho que busca capacitar cem professores em diferentes competências relacionadas à digitalização.

Os educadores tiveram duas oficinas nas quais tiveram acesso a conhecimentos sobre a aplicação em classe de diversos programas. Esses cursos foram focados em aplicativos como: Jamboard, avaliações no Google Classroom, funções avançadas do sistema de acompanhamento de alunos SOM Today, Hyperdoc/Whiteboard, Wiser Me, Yo!Teach, Canva, Quizziz, Excel avançado, Plickers e outros apps cotidianos para a sala de aula.

Desde 2016, escolas selecionadas que pertencem à Fundação para o Avanço da Educação Secundária apostam fortemente na capacitação de professores para o ensino do século XXI, otimizando as suas competências digitais. Isso resultou na formação de um grupo interno de educadores conhecedores de tecnologia.

O programa prevê que um grupo de professores que possui conhecimentos avançados de tecnologia será responsável por orientar os demais educadores em técnicas de ensino híbrido e educação on-line. Este tipo de iniciativa será novamente colocado em prática durante o ano letivo de 2022-2023, com o objetivo de familiarizar um maior número de professores com as ferramentas do ensino remoto.

A medida faz parte de um processo fundamental da formação digital, uma vez que prepara os indivíduos responsáveis ​​por transferir o conhecimento aos alunos. A possibilidade de treinamento do corpo docente é essencial para que as implementações de educação digital possam evoluir para um resultado bem-sucedido. Ter educadores familiarizados com a tecnologia ajuda a quebrar uma das barreiras mais fortes que a tele-educação possui.

Além disso, é fundamental que as autoridades façam um esforço para aumentar o acesso à banda larga no mercado. Uma das formas mais rápidas e simples de desenvolver processos educacionais baseados na digitalização é gerando a oportunidade de acesso à tecnologia para a população. Tecnologias como a banda larga móvel são ferramentas fundamentais para que as pessoas aprimorem seus conhecimentos fora das escolas ou ambientes de aprendizagem.

Nesse sentido, é importante que sejam instituídas políticas que busquem aumentar o acesso à banda larga móvel. Primeiramente, através da disponibilização de maiores porções de espectro radioelétrico para a indústria de telecomunicações, e, em segundo lugar, da criação de uma agenda com as futuras licitações de espectro que permita às operadoras terem previsibilidade em seus investimentos.

Seguindo a mesma lógica, é crucial diminuir os entraves burocráticos que pesam na implantação das redes móveis, por isso recomenda-se que outras políticas sejam criadas, como a geração de uma única norma nacional que contemple as demandas dos diferentes órgãos governamentais, bem como o desenvolvimento do conceito de janela única de trâmites, que permite ao setor um único interlocutor para processar as licenças pertinentes.

Como pode-se constatar, a iniciativa de formar professores em competências digitais é muito importante para o desenvolvimento de um mercado, porém também entende-se que deve ser acompanhada de outras estratégias que visem melhorar o acesso à banda larga.