República Dominicana busca conectar comunidades remotas

O desenvolvimento da digitalização da economia e da sociedade é uma meta perseguida pela maioria dos Estados da América Latina e do Caribe. Por esta razão, há um grande número de projetos que trabalham para ampliar o alcance dos serviços de banda larga destinados à população, de forma a incluir uma maior parte dos cidadãos no desenvolvimento deste novo paradigma de produção.

No caso da República Dominicana, a iniciativa é liderada pelo Instituto Dominicano de Telecomunicações (Indotel), que anunciou o desenvolvimento de um plano que visa implantar infraestrutura de fibra óptica em locais distantes dos centros urbanos. Esses municípios foram previamente identificados para atender às necessidades de conectividade.

O projeto prevê a realização de um processo de avaliação para que uma ou mais empresas sejam escolhidas para serem responsáveis ​​pela implantação, operação e manutenção de redes e serviços de telecomunicações nos locais selecionados. Entidades titulares de concessionárias de serviços de Internet ou que atendam aos requisitos estabelecidos na Lei Geral de Telecomunicações nº. 153-98 e regulamentos aplicáveis.

A iniciativa faz parte do projeto “Expansão da Conectividade para a Transformação Digital na República Dominicana”, que está sendo levado a cabo pela Indotel. Nos termos da Lei 153-98, visando garantir o direito de acesso universal aos serviços de telecomunicações.

O desenvolvimento de redes de banda larga através de fibra óptica é uma primeira etapa para aumentar o acesso a esses serviços em áreas remotas do país. A fibra óptica é necessária para a implantação de serviços de banda larga móvel, que por suas condições pode abranger com mais eficiência uma parcela maior da população.

Nesse sentido, tecnologias como LTE e 5G são uma alternativa positiva para a República Dominicana entregar serviços de banda larga a uma parcela maior da população. Para o desenvolvimento da fibra óptica é fundamental o backhaul, ou seja, a interface terrestre necessária para suportar grandes volumes de dados em alta velocidade.

Mas para que essas tecnologias tenham uma evolução positiva no mercado, é importante que outras políticas sejam geradas para promovê-las. Em particular por meio de uma disponibilização maior de espectro radioelétrico destinado a serviços de banda larga móvel. É importante observar que tecnologias como a 5G exigirão porções do espectro baixo, médio e alto para um desenvolvimento eficiente.

Também é necessário criar uma agenda para futuros leilões de espectro. Esse tipo de política gera previsibilidade na indústria, permitindo que a implantação de novas redes de telecomunicações seja planejada com mais eficiência.

Na mesma lógica, é necessário desenvolver políticas que simplifiquem os procedimentos burocráticos existentes no momento da instalação das redes de telecomunicações. A geração de um padrão que inclua as demandas dos diferentes órgãos do Estado é necessária para atingir esses objetivos, é também importante a criação do conceito de balcão único de procedimentos, que permita às operadoras a contarem com apenas um interlocutor do Estado, agilizando assim os prazos de processamento.

Como se vê, a iniciativa desenvolvida pela Indotel é positiva, pois fornece uma ferramenta essencial para promover não só a conectividade fixa, mas também a conectividade móvel. Mas tem de ser complementada por outros projetos que visem melhorar os serviços de banda larga móvel, o que permite aumentar o número de pessoas com acesso a esse tipo de serviço.