Regulação eficaz e oportuna são os tópicos do segundo dia do WTS 2024

O segundo dia do WTS 2024 foi marcado por debates sobre a importância das políticas públicas que regulam as novas tecnologias como: Inteligência Artificial (IA), Realidade Virtual, entre outras. Houve acordo em agir de forma eficaz e oportuna devido ao crescimento acelerado destas tecnologias. Estes novos desenvolvimentos conseguem emular os nossos próprios processos, tanto no âmbito profissional como pessoal. Ao mesmo tempo, foram analisados ​​o ambiente e os dados, determinando ações mais rapidamente para atingir objetivos específicos no menor tempo possível. Resultando na otimização dos recursos que interagem no processamento das tarefas. (Acesse o evento aqui)

Abaixo está um resumo das apresentações do dia 2:

  • Javier Juárez – Comissário, Instituto Federal de Telecomunicaciones, IFT, México

A Inteligência Artificial e a infraestrutura digital é bastante relevante nesta época da humanidade. Primeiramente, devemos lembrar que é provavelmente com esta tecnologia que a humanidade poderá experimentar um impacto equivalente ou superior ao que para a humanidade representou o fogo ou a electricidade. Esta tecnologia pode ser utilizada em qualquer setor para melhorar certos desenvolvimentos ou projetos que apoiam a atividades diárias dos seres humanos. É preciso começar a fomentar o desenvolvimento de IoT e para isto é necessário falar de redes 5G como habilitadoras essenciais destas tecnologias. É preciso realizar uma análise minuciosa de como estamos em termos de infraestrutura digital em cada uma das regiões, a capacidade computacional que temos, quantos dispositivos conectados existem, tudo isto em prol de contar com um ambiente robusto que permita o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA). É preciso aproveitar a conjuntura histórica ante uma tecnologia como a IA para gear condiciones de infraestrutura digital de redes de 5G de fibra óptica, centros de dados, para ser competitivos e gerar desenvolvimento e crescimento do país. (Vídeo completo)

  • Claudia Bustamante – Comissária da CRC, Colômbia

As brechas digitais devem estar atendidas pelo governo e por atores que interagem com o ambiente digital. A conectividade em zonas distantes, não apenas podem estar acompanhadas do desenvolvimento de redes como também de uma interação total do ecossistema de Internet, facilitando ferramentas necessárias para que se alcance o objetivo de chegar a pontos distantes dos centros urbanos. Desde 2023, a Internet é classificada como um serviço essencial para o governo colombiano, no qual todos os cidadãos devem ter acesso. A governança digital tem múltiplas partes interessadas, tanto indústria, governo como cidadãos. A data tem sido uma aliança colaborativa que busca melhores opções para alcançar um diferencial das atividades diárias, sendo uma sinergia articulada e livre. Estas condiciones vem sendo desenvolvidas de uma maneira estável e segura, contudo a nível regional existem oportunidades de melhoria. Primeiramente, é preciso assegurar o acesso e facilitar para os pequenos provedores de internet, um caminho direto para alcançar a estabilidade, baixando o preço da conectividade e dos altos custos de acesso às tecnologias. Temos um gap de 17.6% de acessos para cada 100 habitantes, no estudo que realizamos na CRC, descobrimos que os IXPs ou pontos de presença da Internet podem ser uma solução para melhorar as condições dos ISPs na região. Se existe financiamento público para redes varejistas em programas de conectividade, estas devem sempre ter uma abordagem aberta sob princípios de não discriminação, com um ambiente regulatório claro e flexível. (Vídeo completo)

  • Nathalia Lobo – Diretora de política setorial, Ministério das Comunicações do Brasil

No Brasil temos desenvolvido um novo plano de aceleração de crescimento. Os principais objetivos do programa são gerar emprego e ingressos, reduzir as desigualdades sociais e regionais e acelerar o crescimento econômico. Segundo o governo, as ações do programa apostam em uma transição ecológica, na neoindustrialização, no crescimento com inclusão social e na sustentabilidade  do meio ambiente. Contamos com um eixo de Inclusão Digital e conectividade, em que dedicamos cerca de R$ 30 bilhões para serem investidos até 2030. Já é possível ver o impacto econômico positivo em várias verticais da nossa alavancagem em infraestrutura de telecomunicações e de transformação digital, como a Inteligência Artificial, realidade virtual entre outras. (Vídeo completo)

  • Mario Araúz – Coordenador geral de inovação, governo Jalisco – México

O governo do estado através da “Red Jalisco” realiza um projeto dentro de uma agenda de políticas públicas, que tem 3 pilares fundamentais: Reduzir a exclusão digital por meio da conectividade, transformação digital, e inclusão digital universal, que busca atingir áreas remotas, gerando gestão no ambiente conectivo. Para atingir estes objetivos, a alfabetização também é fornecida a todas as pessoas que não possuem competências tecnológicas. Em 2019, foi assumido um compromisso inédito, desenvolvendo um projeto que gerou a construção de uma rede própria do departamento, feita com fibra ótica de alta velocidade e modelo de infraestrutura compartilhada. Por isso foi possível conectar municípios distantes dos grandes centros urbanos, promovendo a interação. Atualmente, são considerados os pequenos operadores que fornecem as capacidades necessárias para o desenvolvimento deste projeto. Possuem 5.682 km de fibra óptica construídos, 130 bases operacionais de rádio e 125 municípios conectados. (Vídeo completo)

  • Marcelo Erlich – Chief Strategy Officer, Antel – Uruguai

Em 2023, a Antel lançou o 5G NSA, realizando uma implantação rápida, que alcançou cobertura em todo o país. Hoje eles têm mais de 500.000 usuários. A implantação significativa de fibra tornou mais fácil para a Antel implantar a tecnologia 5G, e é por isso que o que vem com essa tecnologia deve vir acompanhado de uma implantação de fibra e de uma rede para poder aumentar a capacidade e densidade do tráfego. Estão por vir grandes mudanças para o Uruguai na evolução das telecomunicações como: automação, grandes desafios que envolvem a mudança da cultura de trabalho, da infraestrutura que é a base de tudo. Foi criado um projeto denominado “Verticais de Negócios” que serve para desenvolver negócios específicos com tecnologias transversais com 5G e também promover algumas soluções de redes privadas. (Vídeo completo)

  • Painel 2 Elementos-chave para a conectividade do século XXI. Moderador Mauricio Jaramillo, Impacto TIC, Colômbia. Painelistas, Tina Lu, Counterpoint Research, Argentina; José Ignacio Díaz, IDC, Chile; e Ricardo Zermeño, SELECT, México.

A mudança está acelerada no setor das telecomunicações, não só devido à velocidade dos movimentos empresariais, mas também devido à velocidade com que a tecnologia 5G é desenvolvida, todas estas mudanças podem ser ainda mais perturbadoras. Na América Latina há uma taxa de substituição mais lenta, em média quase 4 anos, dificultando o preço dos aparelhos e baixa acessibilidade, resultando na falta de interesse na mudança da tecnologia para 5G por parte dos consumidores. Apesar da chegada dos cabos submarinos, capilaridade em determinadas regiões, mais de 50% da população sem conexão de banda larga fixa ainda está desprotegida. A questão não é apenas a conectividade, o uso da tecnologia deve ser buscado e valorizado, visto que surge uma lacuna fenomenal, que pode contribuir para o uso da digitalização no nível das microempresas em todos os países da América Latina e do Caribe.

Espera-se que até 2028 a maioria das empresas utilize serviços de satélite de baixo custo e que até 2035 a Inteligência Artificial (IA) seja encontrada na maioria dos processos de negócios e também naqueles que hoje auxiliam as pessoas. Assim, até 2030, quase 80% dos dispositivos terão algum tipo de tecnologia (IA). É por isso que a segurança e a regulamentação devem tornar-se uma questão fundamental e importante, algo que os governos e os utilizadores ainda não estão tendo em conta. Para concluir, o espectro deve ser utilizado para o desenvolvimento da conectividade, mas não para gerar rendimentos, a conectividade é uma condição necessária mas não suficiente, o que é feito com a conectividade e como ela é utilizada é o que importa. (Vídeo completo)

  • Ignacio Perrone – Research director ICT Frost & Sullivan- Argentina

O caminho das Telcos às TechCos é o futuro para as novas operadoras, deve-se buscar uma implementação nos serviços oferecidos com a ajuda da Inteligência Artificial (IA), criando uma experiência personalizada para os clientes com baixo custo. Estas empresas lidam com enormes quantidades de dados de clientes, que podem servir como informações valiosas para o conhecimento especializado de cada indivíduo, alimentando o algoritmo de IA e conseguindo assim cobrir um maior número de expectativas não atendidas. Mudar o foco de ser uma empresa dedicada a fornecer serviços de conectividade e passar a ser uma experiência mais tecnológica. Esta implementação tem uma grande responsabilidade que deve ter um enquadramento para a propriedade e monetização dos dados, incluindo questões de segurança cibernética e privacidade. A adoção das TIC implica uma transição que acarreta custos em termos de infraestruturas e formação. (Vídeo completo)

  • Paola Andrea Bonilla – Consultora em telecomunicações, políticas públicas e regulação, Colômbia

Os governos devem ter uma política de melhoria regulatória, que trate da concepção e implementação da regulação, bem como garanta o cumprimento dos padrões de qualidade para promover a inovação, a entrada de novos agentes no mercado, a adoção de padrões internacionais e a capacidade de melhorar a concorrência. O ciclo de Governança Regulatória possui 6 etapas: eficácia, eficiência, necessidade, segurança jurídica, transparência e consulta pública. A regulamentação inovadora é necessária para lembrar a experiência gratificante da Comissão de Regulação das Comunicações (CRC) na Colômbia com o uso de mecanismos alternativos de experimentação, como o Sandbox Regulatório, para promover a inovação e o acesso e uso das TIC, a medição da qualidade dos serviços, o uso de dados, a implementação de tecnologias emergentes como a IA, a colaboração entre setores, a participação intersetorial e a regulação simples e ágil. É importante destacar a participação dos regulamentados no processo construtivo, pois é mais ativo e transcende a questão das TIC, fazendo um trabalho colaborativo que se torna mais importante no setor. (Vídeo completo)

  • Jorge Atton – Ex-subsecretario de telecomunicações do Chile

O futuro das telecomunicações está ligado ao desenvolvimento e adoção de novas tecnologias, como a realidade virtual, a Inteligência Artificial (IA) e outras aplicações emergentes que surpreendem o mundo a cada 3 anos. É por isso que é necessária robustez nas redes para continuar com o crescimento exponencial do ecossistema. Essas tecnologias têm se mostrado eficientes no setor industrial e como suporte ao trabalho do ser humano. É por esta razão que o papel da atribuição e gestão do espectro é crucial para a implantação de redes 5G e 6G.

Os reguladores devem garantir a atribuição justa e eficiente do espectro, mas os regulamentos devem ser atualizados à medida que se tornam obsoletos. À medida que as redes se tornam mais complexas e críticas, as regulamentações de segurança cibernética e privacidade tornam-se mais relevantes. Devem ser estabelecidos padrões de segurança robustos e exigentes, onde os governos possam oferecer incentivos fiscais ou outros estímulos para encorajar o investimento em infraestruturas de telecomunicações, como um subsídio à procura para melhorar a rentabilidade das operadoras. (Vídeo completo)

  • Juan Jung – Professor da Universidade Pontificia Comillas, Espanha

O impacto da digitalização está ligado ao uso de invenções tecnológicas, principalmente as mais avançadas, como: Inteligência Artificial (IA), Realidade Virtual, entre outras. Este conjunto de técnicas consegue ocupar um lugar importante no âmbito empresarial, alcançando a redução de custos de comunicação, proporcionando análise de dados, transformação operacional e redução de barreiras à entrada em mercados, simplificação de tarefas e processos, otimização de tempos, bem como a redução das despesas operacionais. O impacto da Inteligência (IA) é positivo, mas não tem resultado imediato; é necessário desenvolver competências para maximizar a sua utilização. O governo deve apoiar com políticas públicas, onde sejam priorizadas as PME ou empresas com menor produtividade, gerando as capacidades indicadas para promovê-las e poder ingressar no ecossistema digital. (Vídeo completo)

  • Héctor Huici – Sócio fundador do Pinedo, Huici & Asociados, Argentina

As redes estão atualmente integradas entre terrestre, fixa e móvel, a perspectiva dos consumidores é receber sempre mais e melhores serviços ao menor custo possível, conseguindo maior cobertura de ligação para se manterem sempre online. É importante entender a dinâmica de que nem todos os usuários necessitam dos mesmos atributos de rede, por este e outros motivos é necessário segmentar as propostas comerciais e soluções tecnológicas oferecidas. Um problema que deve ser levado em conta é a superação das graves limitações associadas às redes legadas no futuro, daí as redes do futuro procurarem ser virtuais, dinâmicas e baseadas em software. O futuro das novas tecnologias de ligação depende da inteligência com que as mudanças são feitas, não depende de regulamentação ou tecnologia, mas de encontrar os casos de negócio que atraiam capital para que estes desenvolvimentos sejam possíveis do ponto de vista econômico. (Vídeo completo)