Programa para mulheres empresárias é implantado no Caribe

O desenvolvimento de uma economia digital requer alguns esforços por parte dos setores público e privado dos diferentes países. Dentre essas políticas, destaca-se a inclusão de gênero na tecnologia com iniciativas que facilitam o acesso das mulheres às tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Um total de 150 mulheres caribenhas terão a oportunidade de fazer parte do primeiro programa “Emprendedoras Constructoras de Negocios de Republic Bank”. O programa busca ajudar mulheres empreendedoras a criar negócios lucrativos e sustentáveis ​​e com projetos que incorporem o uso de TIC.

Esta iniciativa incluirá mulheres de Anguilla, Barbados, Ilhas Virgens Britânicas, Dominica, Grenada, Guiana, Saint Martin, Saint Kitts e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago e Suriname. A intenção do projeto é investir no desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs) que tenham mulheres como proprietárias e que contem com projetos que incluam tecnologia e desenvolvimento sustentável.

A iniciativa também busca capacitar mulheres empresárias para que suas práticas de negócios sejam ambientalmente seguras e sustentáveis.

Estas iniciativas constituem um avanço do setor privado na promoção do uso das TIC para aumentar produtividade, com o benefício adicional de reduzir o gap de gênero digital, o que torna este projeto um caso relevante de como integrar a população na economia digital.

Esta iniciativa deve ser acompanhada por outras que busquem ampliar o acesso da população à tecnologia. Em primeiro lugar, para incentivar a fundação de PME e de empreendedores, que possam contar com um mercado interno que estimule o desenvolvimento de seus negócios, para posteriormente alcançar o mercado global através da oferta online.

Neste sentido, tornam-se importantes as políticas levadas a cabo para estimular a adoção da banda larga, em particular a partir de tecnologias móveis como LTE ou 5G, que por suas características permitem levar a cobertura desses serviços com maior celeridade. Além disso, permitem o acesso a altas velocidades de banda larga com uma conexão robusta.

Para estimular o setor de telecomunicações a aumentar a velocidade de investimento em novas redes, é importante que maiores parcelas do espectro radioelétrico sejam disponibilizadas. Tecnologias como 5G exigirão bandas de espectro baixo, médio e alto. É também importante que as autoridades criem uma agenda com futuras licitações de espectro, o que permite às operadoras contarem com maior previsibilidade ao investir no desenvolvimento de novas tecnologias.

O desenvolvimento de uma política que reduza os entraves burocráticos que pesam sobre o setor de telecomunicações também é de extrema importância, assim como promover uma lei única que reúna as demandas dos diferentes setores do estado, bem como a criação de um conceito de trâmite único que permita às operadoras melhorar a agilidade para atender os requisitos necessários ao instalar suas redes.

Com o mesmo norte, é preciso diminuir a carga tributária sobre o setor de telecomunicações. Tanto do ponto de vista dos dispositivos de acesso, quanto dos dispositivos de rede. Em ambos os casos, essas iniciativas tornarão os serviços mais acessíveis, ampliando as oportunidades para alcançar uma parcela maior da população.

Portanto, a iniciativa de ajudar os empresários liderados por mulheres e as PMEs tornou-se muito positiva para o Caribe. Mas requer o apoio do setor público para estimular o desenvolvimento da banda larga móvel.