A retroalimentação é uma das arestas importantes que formam a tele-educação. No desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no setor da educação existem diferentes estágios, um deles é a possibilidade de que os próprios estudantes gerem os conteúdos das diferentes plataformas para dessa maneira estimular o conhecimento digital.

Este trabalho é realizado no Plano Ceibal do Uruguai, onde foi implantado o plano de geração do App 2018. Trata-se de um concurso de ideias para alunos e professores do ensino médio para criar suas próprias aplicações. Os participantes podem apresentar seus projetos até 31 de maio de 2019, estes devem ser destinados aos alunos do Ciclo Básico do Liceu, UTU e Formação Profissional Básica (jovens entre 11 e 15 anos), e professores pertencentes ao CES e / ou CETP.

Cada equipe participante do concurso deve ser composta por grupos de estudantes entre 3 e 5 participantes, acompanhados de um docente de referência. Todos os alunos devem ter menos de 15 anos de idade e, nenhum deles poderá estar em mais de uma equipe ou projeto. Os alunos deverão apresentam ideias próprias que estejam orientadas ao trabalho educativo, estas podem ter diferentes temáticas relacionadas com o currículo escolar.

No total, serão selecionados 60 projetos que serão acompanhados utilizando a metodologia de Aprendizagem por projetos. Os projetos apresentados terão uma etapa prévia de pré-avaliação, da qual serão selecionados 60 projetos por: nível de inovação da ideia, conteúdo educativo da proposta, originalidade da proposta e viabilidade da proposta.

As 20 primeiras equipes irão participar da categoria “Desenvolvimento de Aplicativos Móveis” da 5ª. Edição da “Olimpíada de Robótica, Programação e Videogames do Plano Ceibal”. Tanto que o aplicativo ganhador será desenvolvido e melhorado para operar de forma profissional e será distribuído em tablets de Educação Média do Plano Ceibal. Os critérios para a avaliação final, que é a que determina os 20 melhores projetos são os mesmos da pré-seleção e consideram: capacidade desenvolvida pela equipe de trabalho para realizar a proposta adiante e desemprenho da equipe de trabalho.

O concurso busca fomentar e premiar a criatividade e colaboração entre os alunos e professores. Também pretende que se trabalhem as ideias dos participantes no âmbito da programação de software educativo e especificamente na geração de aplicativos para Android.

A possibilidade de incluir os alunos nos futuros desenvolvimentos de aplicativos educativos é uma estratégia positiva, já que permite atualizar os temas com interesses dos mais jovens e, portanto, mais próximos das novas gerações. Este tipo de iniciativa busca também melhorar as possibilidades de sucesso da inclusão das TIC no setor.

Assim, gera maior interesse entre os estudantes no desenvolvimento de aplicativos e os prepara para um novo ambiente de trabalho. Este é um dos pontos mais importantes que se deve buscar na inclusão das TIC no setor da educação, já que seus objetivos devem estar encaminhados para o preparo dos estudantes para um novo sistema produtivo.

No entanto, para que iniciativas deste tipo funcionem de maneira eficiente, não apenas é necessário o esforço do setor de educação, como bem o realiza o Plano Ceibal no Uruguai. As autoridades também devem acompanhar esta estratégia e outras que buscam aumentar a conectividade no mercado, em particular o acesso à banda larga móvel para que as aplicações desenvolvidas pelos alunos possam ter um mercado que as consuma.

Assim, o desenvolvimento da LTE confirma uma oportunidade para que estas aplicações possam ter um ambiente de crescimento mais apto. Tanto que, em um futuro próximo, a 5G permitirá melhores experiencias aos usuários, podendo desenvolver aplicativos mais complexos.

Neste cenário, outorgar maior quantidade de espectro radioelétrico de forma equitativa a todos os players do mercado é uma estratégia necessária. Assim como também a geração de uma agenda onde se contemplem as futuras licitações de espectro radioelétrico, para que dessa forma os operadores possam planejar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Também é necessário que se flexibilizem as questões burocráticas que existem na construção de redes de telecomunicações. A possibilidade de oferecer regras claras e unificadas ao longo do país confirma uma ajuda considerável para os operadores no momento de desenvolver a cobertura de novas tecnologias.

Por sua vez, é também necessário que se reduzam as travas burocráticas impostas que pesam sobre os componentes de redes e terminais de acesso. Entre os primeiros, é uma medida necessária para que as operadoras reduzam seus custos e possam alcançar grandes coberturas de forma rápida. Enquanto que os terminais contam com menores impostos, tornam-se mais acessíveis para a população, permitindo alcançar maior quantidade de habitantes.

Como se observa, a inciativa realizada pelo Plano Ceibal é importante para preparar os alunos para novos desafios de trabalho. Ainda que esta deva estar acompanhada por outras que buscam aumentar a conectividade no mercado.