Peru inicia modalidade de custo zero para serviços de comunicação para hospitais 

A digitalização dos serviços de saúde permite aumentar o alcance de tratamentos para a população, uma das metas que esse setor busca há décadas na América Latina. Sua implantação possibilita atingir um número maior de indivíduos, aumentando a democratização dos serviços de saúde em cada mercado.

Nesse sentido, o hospital San Martín de Porres, no distrito de Macusani, na região de Puno, no Peru, é a primeira entidade de saúde pública a se conectar à Rede Dorsal Nacional de Fibra Óptica (RDNFO). Esta instituição será beneficiada por meio da modalidade “custo zero”, que é promovida pelo Ministério de Transportes e Comunicações (MTC) a fim de prover internet de alta velocidade a mais instituições do Estado.

Através desta iniciativa, esta entidade passará a dispor de uma capacidade de 250Mbps, o que lhe permitirá ter um acesso mais rápido à internet e navegar com maior velocidade para, assim,  fazer uso de ferramentas digitais que favorecem a eficiência dos serviços de atendimento aos pacientes desta localidade.

Pela modalidade “custo zero”, as operadoras de telecomunicações que atestarem o atendimento a instituições públicas, como escolas, postos de saúde e delegacias de polícia, estarão isentas do pagamento do transporte de dados, sob o âmbito da implementação da Rede Nacional do Estado  (Rednace). 

Por sua vez, o Programa Nacional de Telecomunicações (Pronatel) continua promovendo reuniões técnicas com diferentes entidades do Estado como o Indeci, o Reniec, o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde e a Superintendência Nacional de Registros Públicos para lançar junto com eles a implantação do Rednace.

A possibilidade de oferecer conectividade a essas organizações é um avanço significativo para a digitalização da saúde no país, pois permite a inclusão de uma série de serviços como teleconsulta, prontuário eletrônico e outras melhorias relacionadas à incorporação das tecnologias da informação e comunicação no setor.

Em todo o caso, para que estas iniciativas se concretizem também é necessário que os habitantes tenham acesso à banda larga móvel no mercado. Dessa forma, os cidadãos devem ter a oportunidade de acessar esse tipo de serviço, pois, assim, as ofertas do setor saúde chegarão a uma parcela maior da população.

Com a implantação de tecnologias de banda larga móvel como a LTE e a 5G, levando em consideração  suas condições de altas velocidades de dados robustos, um maior número de indivíduos que reside em áreas rurais e distantes dos grandes centros urbanos poderá ter acesso a melhores serviços de saúde, podendo realizar teleconsultas, marcar suas consultas online e outras aplicações semelhantes.

Para isso, é crucial implantar políticas que permitam ao setor de telecomunicações acessar porções maiores do espectro radioelétrico, bem como a geração de uma agenda com as futuras licitações que permita às operadoras planejar com eficiência a implantação de novas redes.

Na mesma linha, é importante reduzir os entraves burocráticos que pesam no desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicações. Nesse sentido, é necessário gerar uma regulamentação única de abrangência nacional, que reduza as demandas das diferentes instâncias do Estado, e desenvolver uma janela única de trâmites, que facilite o trabalho das operadoras.

Por fim, é perceptível que o desenvolvimento da iniciativa “custo zero” pode ser um incentivo à digitalização de determinados órgãos do setor da saúde. Porém, precisa ter aliadas a ela ações focadas no desenvolvimento da banda larga móvel no mercado, para que, dessa maneira, o acesso da população à saúde melhore.