Panamá amplia acesso gratuito à Internet para 80% da população

Os desenvolvimentos do acesso à Internet, em especial sem fio, junto à população funcionam como uma alternativa de potencializar a conectividade e os benefícios que estão associados. Os diferentes mercados da América Latina contam com projetos que possuem objetivos de melhorar as opções de conectividade para a população em diferentes espaços públicos.

Entre os exemplos, está a “Red Nacional de Internet 2.0 (Internet para Todos)” do Panamá. O governo do país anunciou que instalou 1.320 novos pontos de acesso para aumentar a cobertura de conexão gratuita à Internet Wi-Fi. Assim, 80% da população do país está abaixo da cobertura deste tipo de acesso.

O desenvolvimento faz parte de uma iniciativa púbico-privada que incluiu não apenas o Governo panamenho, mas também diferentes operadoras presentes neste mercado. Este tipo de cooperação é fundamental para que os projetos busquem incluir socialmente uma maior quantidade de cidadãos com um desenvolvimento positivo.

Do ponto de vista do governo do Panamá, o objetivo do desenvolvimento da Internet gratuita é igualar as oportunidades para os cidadãos com limitações geográficas ou econômicas. Assim, se busca gerar uma maior penetração da Banda Larga para incentivar a adoção dos serviços digitais públicos e privados, dentro dos quais incluem-se também tramites em conformidade com as entidades governamentais.

Assim, o próprio governo do Panamá considera que a ampla cobertura da Internet, tanto fixa como móvel, é necessária para o desenvolvimento social e para a competividade do país. Contempla-se assim particularmente porque na concepção desta estratégia a infraestrutura é uma ferramenta básica para o cidadão da Sociedade da Informação e do Conhecimento, e para o Governo Digital. A nova Red Nacional de Internet 2.0 é um projeto da junta “Asesora de Servicio” e com recurso proveniente dos Fundos para o Desenvolvimento de Projetos de Serviço e Acesso Universal.

Entre suas metas, destaca-se a de criar as condições para elevar a acessibilidade ao serviço de Internet para os cidadãos, garantindo a igualdade de oportunidades e aumentando a competitividade global do Panamá. Ele também procura introduzir o serviço em áreas remotas de interesse social e para acelerar a adoção da tecnologia por pessoas com limitações geográficas ou econômicas.

Da mesma forma, o programa busca aumentar a quantidade para que possam acessar os processos eletrônicos do Estado, a informação governamental, aumentando a participação cidadã por meio desta via. Também busca prover uma plataforma digital para impulsionar a competitividade das PYMES e sua inclusão da econômica formal, assim como para dotar os produtores agropecuários de ferramentas TIC para a comercialização eficiente e direta de seus produtos.

Sendo assim, o objetivo do plano é potencializar o acesso à Internet entre a população de menores recursos para dessa maneira melhorar os diferentes setores produtivos do país. Logo, o acesso à banda larga apresenta-se como um elemento chave no desenvolvimento do país, melhorando as oportunidades dos diferentes setores.

Iniciativas governamentais como esta que oferecem internet gratuita, são bons primeiros passos na busca pela conectividade de um país. No entanto, devem ser acompanhadas por outras estratégias estatais que tendem a potencializar o acesso à banda larga a partir da contratação de serviços para operadoras estabelecidas neste mercado, transformando dessa forma os acessos gratuitos em uma porta de entrada para serviços mais robustos e de maior velocidade, que oferecem melhores opções de acesso para os usuários.

Desse modo, é fundamental que existam políticas públicas destinadas a facilitar o acesso ao espectro radioelétrico para serviços de banda larga sem fio. Assim como também para proporcionar previsibilidade para a indústria por meio de um cronograma de entrega de espectro. É importante ressaltar que por suas características, a banda larga sem fio se transforma em uma ferramenta indispensável para oferecer acesso em zonas rurais e distantes dos grandes centros urbanos.

Neste sentido, a redução dos trâmites burocráticos para desenvolver redes de telecomunicações é também uma medida produtiva. Assim como trabalhar de maneira conjunta para reduzir o preço dos terminais de acesso, neste último ponto a redução imposta se transforma em uma medida positiva para garantir a acessibilidade dos dispositivos.

Neste contexto, a iniciativa da Red Nacional de Internet 2.0 (Internet para Todos) é uma primeira aproximação à universalização dos serviços de banda larga, que sem dúvida ajudará na geração de melhores condições socioeconômicas para o Panamá. No entanto, deve vir acompanhada pelo estímulo a um aumento nos serviços de banda larga móvel no mercado, com a finalidade de potencializar ainda mais as possibilidades de crescimento desse país.

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