OEA aposta no empoderamento econômico das mulheres na América Central e no Caribe

Os esforços regionais para aumentar o empoderamento das mulheres através de recursos tecnológicos são importantes para preparar os países da América Latina e do Caribe para o  desenvolvimento de uma economia digital.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua Secretaria Executiva de Desenvolvimento Integral (SEDI), informou que o projeto “Mulheres Economicamente Empoderadas para Sociedades Equitativas e Resilientes” (Empoderamento Econômico das Mulheres – WEE) está sendo desenvolvido nos três países do Triângulo Norte da América Central (El Salvador, Guatemala e Honduras), além dos países caribenhos Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

A Secretária Executiva de Desenvolvimento Integral da OEA afirmou que a contribuição das mulheres para o desenvolvimento socioeconômico dos países do Caribe e da América Central não pode ser subestimada e deve ser reconhecida e acolhida. Também esclareceu que, quando as sociedades são equitativas, as famílias, comunidades, meios de subsistência e economias são mais sustentáveis ​​e as mulheres podem se beneficiar ainda mais da economia digital.

Por sua vez, a Gerente de Projetos do Caribe destacou que, ao promover esses compromissos com as mulheres da região, avança-se na iniciativa de Empoderamento Econômico das Mulheres (WEE), utilizando para esse fim equipes regionais e nacionais que  apoiam o projeto e que trabalham especificamente para o desenvolvimento sustentável de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MIPYMES).

Além disso, está sendo estabelecida uma câmara de compensação on-line para fornecer às mulheres informações sobre ferramentas de educação financeira e links para acessar produtos e serviços financeiros, bem como materiais de treinamento on-line, melhores práticas e outros recursos on-line destinados a acabar com a brecha na economia digital que existe no momento e que afeta mais as mulheres da região.

As duas funcionárias ​​concordam que o empoderamento econômico das mulheres beneficia a economia em geral, uma vez que reduz a desigualdade de renda e promove a diversidade e a resiliência econômica, e consideram que as mulheres economicamente empoderadas podem ser poderosos agentes de mudança, impulsionando um crescimento econômico mais forte e sustentável, encorajando uma maior paz e segurança e fomentando a cooperação.

Como ponto importante de seus discursos, elas afirmaram que não podemos subestimar o potencial das mulheres para ajudar a construir democracias mais fortes e verdadeiramente representativas, removendo as barreiras que enfrentam.

O Projeto da Secretaria Executiva de Desenvolvimento Integral (SEDI) tem como objetivo construir fontes de renda sustentáveis para as mulheres empresárias, assim como aumentar a capacidade delas para se digitalizar, construir uma presença online e acessar serviços financeiros e mercados internacionais através do comércio eletrônico.

Esta iniciativa é um avanço no apoio da OEA aos Estados da região do Caribe e da América Central, melhorando a qualidade de vida das mulheres ao acabar com as brechas digitais geradas pela desigualdade. No entanto, é necessário trabalhar na melhoria das condições de acesso à banda larga para que possam utilizar a plataforma na web. Os serviços de banda larga móvel são uma opção para que uma parcela maior da população possa usufruir desses projetos voltados para as Pequenas e Médias Empresas da região.

Tecnologias como a LTE e a 5G são ideais para ampliar o acesso a esses tipos de serviços em áreas rurais e distantes dos grandes centros urbanos. Para isso, devem ser implementadas políticas que acelerem a adoção dessas tecnologias, como maior disponibilidade de espectro radioelétrico. Também é necessário que as autoridades reduzam os entraves burocráticos existentes na instalação de redes de telecomunicações. Por fim, a geração de uma lei que congregue as demandas do Estado, assim como a oferta de ferramentas de capacitação em temas financeiros e empresariais, estão entre as principais medidas relacionadas às melhores práticas internacionais, pois facilitam o trabalho de quem integra os ecossistemas digitais.