O Brasil vai criar uma plataforma virtual para ajudar pesquisadores na luta contra a Covid-19

Uma das principais ferramentas que podem contribuir com a pesquisa cientifica é o compartilhamento de informação. A oportunidade de trabalhar de forma colaborativa é fundamental para correr contra o relógio e enfrentar desafios, como os que surgem com uma pandemia.

Neste sentido, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) do Brasil anunciou que trabalha na criação de uma plataforma virtual que permite compartilhar informações entre diferentes instituições científicas. Assim, os pesquisadores poderão realizar reuniões por videoconferência e organizar grupos de interesse em diferentes áreas.

A plataforma está sendo criada para reunir especialistas e integrar as distintas iniciativas que existem para combater a pandemia do Covid-19 no Brasil. Por meio das RedeVirus, o MCTIC desenvolverá um espaço virtual para fortalecer a cooperação entre seus membros. Para isto, realizou um acordo com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) que administra mais de 3,5 milhões de usuários conectados por meio de universidades, agências de pesquisa e instituições relacionadas com a saúde.

A ideia é usar o ambiente virtual tanto para reuniões de grupos de especialistas, como para a criação de grupos de interesse setoriais em áreas de pesquisa que incluam a Covid-19, como áreas de diagnóstico, vacinas ou recuperação de pacientes. Para isto, o Ministério iniciou as primeiras abordagens para definir o alcance da plataforma.

A RedeVírus MCTIC foi elaborada pela resolução MCTIC nº 1010/2020, e funciona como um comitê de assessoramento estratégico que atua na articulação dos laboratórios de pesquisa, com foco na eficiência econômica e na otimização e complementaridade de infraestrutura e atividades de pesquisa que estão voltadas para o estudo da Covid-19 e da influenza.

O comitê de especialistas da Rede conta com pesquisadores de várias instituições de renome dentro do Brasil como Fiocruz, Butantã, USP, Unicamp, UFMG, UFC, CNPEM/MCTIC, UFRJ. Por meio da resolução 1.205 nomeou 12 membros que formam a rede junto com representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Financiadora de Estudos e projetos e a coordenação do secretário de Políticas para a Formação e Ações Estratégicas do MCTIC.

Este trabalho pode ser de grande ajuda para o Brasil, atualmente este mercado da América do Sul possui o maior número de infectados e mortos por Covid-19. Contudo, é necessário que os diferentes centros de pesquisa possam contar com uma conectividade eficiente. Neste sentido, as tecnologias de acesso à banda larga móvel possibilitam não apenas conectar diferentes centro de pesquisa, incluindo os mais distantes dos grandes centros urbanos, mas também contar com diferentes dados em tempo real que permitam monitorar de diferentes maneiras o comportamento social do país.

Tecnologias como a LTE, e em um futuro imediato, a 5G abrem a oportunidade de que uma grande quantidade de informação possa ser acessada e compartilhada por um grupo grande de pesquisadores.

Para isto, é necessário que as autoridades ofereçam para o setor de serviços móveis uma maior disponibilidade de espectro radioelétrico, as bandas baixas, médias e altas serão fundamentais para o desenvolvimento da nova geração móvel. Assim como a criação de uma agenda que permita que as operadoras possam contar com a certeza dos caminhos a serem percorridos pelas autoridades, podendo assim planejar de forma mais eficiente suas redes.

A geração de uma estratégia que possibilite o compartilhamento de informações entre diferentes instituições de pesquisa científica é um grande passo dado pelo Brasil, que pode ser potencializado por políticas que busquem aumentar a conectividade no mercado.