O Brasil planeja retomar o programa Internet para Todos

Um dos mecanismos realizados pelas autoridades da América Latina para reduzir a exclusão digital é a implementação de planos de conectividade. O desenvolvimento de uma estratégia para aumentar as opções da população em prol da conexão, utilizando diferentes políticas que estimulam o desenvolvimento conjunto dos setores público e privado do pais.

Neste sentido, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) do Brasil informou que retomará seu trabalho com o programa “Internet para Todos”. A iniciativa terá a colaboração da Telebrás, e as autoridades esperam retomar os acordos para levar o serviço para mais de 5 mil municípios que já haviam aderido ao programa. Para isto, poderá utilizar-se do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) para a distribuição de conectividade no país.

De acordo com o MCTIC, o desenvolvimento do programa é fundamental para o desenvolvimento regional e para a inclusão social, assim como também para permitir avançar no país. Trata-se de uma iniciativa transversal que permite evoluir em setores como o da educação ou da saúde, ao mesmo tempo que possibilita tornar perfeito outros mais específicos e úteis em áreas remotas como o dos agronegócios.

A Telebrás, empresa de origem estatal, assegurou que estão dispostos a iniciar a instalação de 15 mil pontos de conexão para atender escolas, postos de saúde, pontos de fronteira, comunidades rurais e aldeias indígenas. Ou seja, irá instalar antenas em áreas desprovidas de acesso com o objetivo de oferecer internet com baixo custo, com alta qualidade de conexão.

A iniciativa realizada pelo governo do Brasil é de suma importância para alcançar uma parte da população que ainda não pode acessar a Internet. Trata-se de um trabalho importante e significativo para reduzir a exclusão digital em todo o país, melhorando também em oportunidades para os diferentes setores produtivos a partir da utilização das TIC. No entanto, é importante também que as autoridades busquem incentivar o setor privado na participação da iniciativa.

Ou ainda, é necessário um trabalho das autoridades do Brasil em conjunto com o setor privado para aumentar a conectividade no mercado e alcançar assim a redução da exclusão digital. Para isto, é importante que se desenvolvam estratégias que busquem estimular o investimento do setor privado na conectividade, estimulando a concorrência e tornando mais propicio o marco regulatório.

A geração de programas de conectividade deste tipo busca parte da população onde geralmente o setor privado possui menores incentivos para fazê-lo. Por isso, é importante que seu desenvolvimento vá acompanhado de diferentes medidas que visam estimular sua chegada e concorrência, melhorando as condições de conectividade de cada uma dessas áreas. É também importante que exista uma coordenação entre ambos os setores, com o objetivo de evitar a duplicidade de esforços e tornar mais eficiente o plano.

Neste contexto, são necessárias políticas que buscam aumentar o acesso à banda larga no mercado. Em particular, aquelas sem fio que, por sua condição, permitem alcançar grande coberturas e chegar a uma maior porção da população. Principalmente, tecnologias como a LTE, que possibilitam altas velocidades e uma conexão robusta, melhorando dessa forma as condições de acesso.

Para que estas tecnologias possam alcançar um desenvolvimento saudável são necessárias medidas que coloquem à disposição da indústria maior quantidade de espectro radioelétrico. Assim como também a geração de uma agenda com futuras licitações que possibilite à indústria das telecomunicações móveis a previsibilidade e planejamento de maneira mais eficiente das novas tecnologias de acesso.

No mesmo sentido, é importante que se flexibilizem as medidas burocráticas sobre o desenvolvimento de redes de telecomunicações. Considerando isto, a Lei das Antenas que rege neste mercado é um bom motivo para unificar os critérios exigidos para o desenvolvimento de infraestrutura. Este tipo de medida permite à indústria contar com certa previsibilidade e pode planejar o desenvolvimento de futuras tecnologias.

Outra media necessária é a redução de impostos que pesam sobre a indústria de telecomunicações. Reduzir os impostos sobre os componentes de rede é uma estratégia necessária para que existam incentivos na indústria para desenvolver novas redes de acesso. Da mesma forma, é também importante que se drenem os impostos aos terminais de acesso, em particular porque desta forma os torna mais acessível e procura acessar uma maior quantidade da população.

Os planos de conectividade como Internet para Todos somam uma ferramenta poderosa para aumentar o acesso à tecnologia em áreas rurais e distantes dos grandes centros urbanos. Portanto, é importante que exista um trabalho conjunto com o setor privado, com medidas que tendem a estimular investimentos em novas tecnologias.

0 comments on “O Brasil planeja retomar o programa Internet para Todos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.