O Brasil implanta um portal de Internet para controlar o desmatamento do Amazonas

A aplicação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) alcançam diferentes setores que vão desde a criação de emprego, a oportunidade de melhorar a educação ou serviços de saúde até o acesso à informação sobre diferentes questões do país. Este último ponto é muito importante quando têm a finalidade de empoderar os cidadãos para conhecer o estado das riquezas naturais do país.

Neste sentido, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP) do Brasil apresentou um novo portal de divulgação com os dados sobre o desmatamento do Amazonas Legal. A ferramenta denominada TerraBrasilis permite otimizar o modelo de visualização dos dados coletados para o Projeto de Monitoramento Florestal Amazônico Brasileiro por satélite (Prodes), possibilitando uma navegação mais amigável e moderna.

A principal inovação foi o desenvolvimento de um painel interativo de visualização da informação. Neste, os usuários podem interagir com diversos gráficos que mostram os aspectos essenciais para analisar a taxa de desmatamento em toda a área observada ou por regiões: municípios, estados, unidades de conservação, entre outras alternativas. Os dados estão disponíveis para que se possa realizar gráficos e análises próprias.

Esta modalidade permite aos gestores públicos, jornalistas, estudantes, pesquisadores e ao público geral, ter melhor acesso aos dados sobre este tema. Estes estão atualizados e apresentados de forma simplificada. Adicionalmente, ao estar na web, seu acesso está disponível de maneira simples para qualquer cidadão interessado no desmatamento da região.

Outra das mudanças que possui é a nova apresentação dos mapas anuais de desmatamento. Baseados na tecnologia de serviços web geográficos, eles permitem maior interação com o usuário com a área de visualização das letras. Além disso, a utilização desses dados pode ser feita em outros ambientes digitais.

As inovações atendem as diretrizes da infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo a publicação de dados geográficos produzidos pelas instituições públicas de forma aberta e baseada nos princípios de interoperabilidade entre plataformas digitais.

Dentro da plataforma, integra-se o trabalho das divisões de processamento de imagens, geração de imagens e sensores remotos. Nela recebem e catalogam imagens de observação da terra, desenvolvem pesquisas e tecnologias em sensores remotos e geoinformática e entregam grande valor para toda a sociedade brasileira.

Prover esta informação é de grande valia para os diferentes atores da sociedade do Brasil, em particular para aquelas instituições interessadas no cuidado e meio ambiente desse país, já que lhes permite monitorar de que maneira se realiza o desmatamento do território. Assim, do ponto de vista do governo, a disponibilidade dos dados é uma medida que tende a reforçar a confiança dos cidadãos, permitindo também sua colaboração na geração de informação e conteúdo para uso comum.

Ou seja, o portal transforma-se em uma ferramenta que permite aos diferentes setores da sociedade utilizar a informação para desenvolver suas atividades. Além dos mencionados órgãos interessados na ecologia, a aplicação é de suma utilidade para o desenvolvimento de diferentes estudos, como podem ser as universidades e diferentes centros de pesquisa que existem no país.

Para que a inciativa se estenda para a maioria da população é necessário que as autoridades realizem esforços para potencializar a conectividade da população. Então, que se adotem políticas que tendem a aumentar o acesso à internet na maioria dos habitantes, para que os cidadãos possam acessar os dados que são fornecidos na plataforma. Neste sentido, as tecnologias de acesso sem fio, em particular a LTE, se apresentam como uma boa opção para alcançar uma maior quantidade de usuários.

A disponibilidade de espectro radioelétrico destaca-se dentro das medidas necessárias para promover o acesso à internet; em particular no que se refere à banda larga sem fio. Neste sentido, além de realizar licitações, é importante que as autoridades entreguem o espectro “limpo”, e, portanto, que não se encontre em utilização por outras tecnologias no momento que está disponível para as operadoras de telecomunicações.

Também é necessário que se facilite a construção de redes de telecomunicações, em particular a partir de melhores condições para o desenvolvimento de antenas de acesso à banda larga sem fio, mas também facilitando a instalação de fibra óptica. Outra medida importante é a redução dos impostos sobre os componentes de redes de telecomunicações e os terminais de acesso. A primeira medida é importante no momento de aumentar a cobertura das redes, enquanto que o segundo é essencial para melhorar a penetração, já que torna os dispositivos mais acessíveis para a população.

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