O Brasil está desenvolvendo a plataforma digital para pagamentos

O desenvolvimento da economia digital é um trabalho constante que envolve os setores público e privado, permitindo potencializar os diferentes mercados verticais de um país. É importante que esses projetos sejam realizados nos setores com maior impacto nas economias, permitindo que os serviços digitais aumentem sua produtividade.

O Brasil está investindo em pagamentos eletrônicos por meio de contas bancárias e carteiras digitais, alguns desses processos podem ser realizados em dispositivos móveis ou acessórios como pulseiras ou anéis, possibilitando transações seguras em estabelecimentos locais. Embora a experiência ainda esteja em período de teste.

Nesse sentido, o Banco do Brasil (BB) e a empresa Giesecke+Devrient Currency Technology (G+D) assinaram um acordo de cooperação técnica que prevê o uso do Drex, uma versão digital desenvolvida pelo Banco Central para pagamentos offline (sem a necessidade de internet), tecnologia que já foi testada em países como Gana e Tailândia.

A G+D fornece soluções de segurança digital por meio de plataformas financeiras e tecnológicas monetárias, adequadas às diferentes necessidades de cada interessado. Esta empresa está desenvolvendo projetos globais de moeda digital para bancos centrais em todo o mundo.

No Brasil, a plataforma Drex será implementada, uma plataforma de uso offline que permite realizar transações em dinheiro, cartões e Pix. Se os testes forem bem-sucedidos, será possível desenvolver modelos para usar a moeda digital criptografada em transações cotidianas, como pequenas compras no comércio, pagamentos de serviços, transporte, entre outros. Com isso, busca-se a inclusão financeira e o fechamento da lacuna digital para pessoas que vivem em áreas com infraestrutura precária, garantindo o cumprimento do protocolo de segurança criado pela G+D.

Todas essas iniciativas devem ser complementadas com o desenvolvimento de tecnologias de banda larga móvel no mercado. Além de conectar um grande número de pessoas, permite o desenvolvimento de diferentes setores e expande os limites da atividade financeira para áreas rurais e distantes dos centros urbanos. Sendo assim, tecnologias como LTE e 5G oferecem a possibilidade de fornecer serviços de banda larga de alta velocidade e robustez de dados.

Também é imprescindível que as autoridades brasileiras desenvolvam políticas que possam oferecer à indústria de telecomunicações maiores parcelas de espectro radioelétrico, permitindo que construam suas redes com maior eficácia. Como se trata de um recurso limitado, é vital fazer um uso eficiente e eficaz das frequências disponíveis, garantindo o desdobramento ordenado das redes e evitando interferências para alcançar a infraestrutura necessária.

Por outro lado, é necessário disponibilizar às operadoras um calendário dos futuros leilões de espectro que permitam o planejamento mais ordenado e projetado de suas redes.

Por essa razão, também é necessário focar na redução das barreiras burocráticas que afetam o desenvolvimento de novas redes de telecomunicações. Deve-se criar uma única norma a nível nacional que agregue as demandas do Estado, assim como desenvolver o conceito de janela única para trâmites, ambas as medidas contribuem para a redução da burocracia.

Por fim, a iniciativa liderada pelo Banco do Brasil (BB) e pela empresa Giesecke+Devrient Currency Technology (G+D) é positiva para o fim da exclusão digital. No entanto, não se pode abandonar as iniciativas de conexão que possibilitam uma interação em tempo real com os diferentes atores envolvidos e, assim, obter melhores resultados.