O Brasil desempenha um papel estratégico na 5G

As políticas realizadas pelos diferentes governos da América Latina no momento de reduzir a exclusão digital não devem se limitar apenas aos planos de conectividade, e também precisam ser parte de programas ou acordos que permitam posições dentro da comunidade global das nações quando se trata de tecnologia. Em outras palavras, é importante participar de discussões sobre futuras opções para conectividade.

Neste sentido, o Brasil firmou um acordo de cooperação tecnológica com a União Europeia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e China para o desenvolvimento da tecnologia 5G. Diante desta colaboração, a nível global por parte do Brasil estará o Projeto 5G Brasil, que é composto por 18 entidades representativas de empresas e centros de pesquisa locais, e onde também participa o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). A assinatura do acordo foi realizada durante o Third Global 5G Event, que aconteceu em Tokio, no Japão.

Desta maneira, o Brasil transforma-se no sexto país a participar da tomada de decisões sobre o funcionamento da 5G no mundo. Para isto, fará parte da pesquisa sobre padronização e implementação da nova geração de tecnologias móveis. O objetivo do MCTIC é que o país ingresse entre os líderes de desenvolvimento da nova geração de serviços móveis.

Cada uma das nações que participam do grupo, além da União Europeia, possui uma associação que é encarregada de discutir o desenvolvimento e promover a 5G. Essas associações, entre as quais agora se inclui uma do Brasil, realizaram acordos multilaterais para o desenvolvimento da tecnologia. Além de realizar pesquisas de forma conjunta, Fóruns de padronização e eventos anuais para compartilhar informação.

Assim, a participação do Brasil é uma consequência de ações anteriores para o desenvolvimento da tecnologia 5G neste país. O governo já havia firmado acordos de cooperação com a União Europeia e com a Coreia do Sul com o objetivo de intercambiar informação e experiências sobre este tipo de tecnologia. Para poder participar deste tipo de acordo, em fevereiro deste ano formalizou-se a criação do Projeto 5G Brasil para fomentar a construção do ecossistema da nova geração de serviços móveis.

A participação deste tipo de discussão é de grande importância para o avanço do mercado TIC. Em particular para o aumento da conectividade, já que marca um interesse do governo em ter uma política de liderança no que se refere às novas tecnologias móveis. Neste mesmo caminho, o MCTIC lançou uma nova consulta para apoiar o desenvolvimento do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), que está em processo de construção pelo próprio governo. O objetivo é gerar um mapa de empresas e instituições científicas e tecnológicas que ofereçam soluções, produtos e serviços de IoT no Brasil.

As empresas interessadas em participar deste mapa devem fornecer informações como quantidade de empregados, produtos criados e qual setor vertical estão destinados às aplicações. Entretanto, as instituições de pesquisas deverão mostrar suas bases de dados com suas qualificações em tecnologias aplicáveis para a IoT, o número de projetos realizados e a quantidade de pesquisadores que se destinam à pesquisa e ao desenvolvimento.

Para o MCTIC o objetivo é construir um atlas de IoT no Brasil, identificando tudo o que já está sendo realizado neste campo e, também, o que falta ser realizado. Além disso, essa ferramenta vai facilitar o intercâmbio de informação e a formação de acordos entre as empresas e os órgãos de pesquisa, o que será essencial para o desenvolvimento do setor. Assim, os dados estarão destinados a apoiar o Plano Nacional de IoT.

O estudo será coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo MCTIC. Este constará de três fases: diagnóstico e aspiração do Brasil pela IoT, definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber investimentos necessários para o desenvolvimento da IoT; e formulação de ações que permitem acelerar a implementação do mercado de IoT no país.

Como acontece com a inclusão no grupo de países que trabalham na pesquisa e desenvolvimento da 5G, a iniciativa no Brasil é de grande importância para estar à frente das novas tecnologias. No entanto, estas iniciativas devem ser acompanhadas por outras que busquem potencializar a conectividade atual do mercado, ou seja, que também é necessário que exista uma estratégia estatal a curto e médio prazo que permita a conectividade dos habitantes.

Neste sentido, a identificação e a disponibilidade de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel são de grande importância para o mercado. Da mesma forma que a geração de uma agenda de futuras licitações de espectro que permitam à indústria contar com a previsibilidade necessária para planejar seus investimentos no mercado. Ambas as políticas são necessárias para estimular os investimentos e potencializar a conectividade no mercado.

Como se pode apreciar, o Governo do Brasil conta com excelentes iniciativas de longo prazo no que se refere às novas tecnologias que incidiram nos serviços de banda larga sem fio. No entanto, é fundamental que estas políticas estejam acompanhadas por outras que se destinem a atender a conectividade atual do mercado, para assim alcançar uma estratégia integral sobre a evolução do mercado.

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