O Brasil conta com um app para tratamento contra a malária

Os aplicativos móveis são as ferramentas que proporcionam acesso mais simplificado dentro do universo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Eles apresentam diversos benefícios para os seus usuários, que vão desde entretenimento com jogos e filmes, até os destinados a melhorar a vida das pessoas com informações sobre o tráfego ou sobre saúde.

Nestes casos, existem dois grandes grupos: o de prevenção, voltado para o controle e a orientação sobre comportamentos, tratamentos que auxiliam profissionais e pacientes nos cuidados de uma doença. Um exemplo é o aplicativo móvel “Malariatrat”, lançado pelo Governo do Estado do Amazonas no Brasil, e desenvolvido pelo PRODAM e pela Fundação de Vigilância em Saúde” (FVS).

Ele permite que os profissionais de saúde tenham acesso a todos os dados que possibilitam oferecer de forma adequada o tratamento para pacientes com malária, de acordo com o protocolo do Ministério de Saúde do Brasil. Além disso, o aplicativo também pode ser utilizado por técnicos dos laboratórios da FVS empregados por cada um dos Estados.

O app está disponível para download na Play Store para usuários que possuam dispositivos com sistema operacional Android com versões 4.0 ou superior. Uma vez baixado, pode ser utilizado de maneira off-line.

Entre as funções do aplicativo está a possibilidade de realizar o cálculo de medicamentos que devem ser receitados de acordo com o peso e a idade do paciente. Também permite selecionar qual é a medicina adequada segundo a variedade da malária. Assim mesmo, possui informações sobre outras doenças como Chagas, Tuberculose, formas de tratamentos e os medicamentos a serem receitados.

De acordo com o relatório da Secretaria do Estado de Saúde do Amazonas (Susam), em 2015 foram registrados 73.744 casos de malária no país. No primeiro trimestre do ano foram registrados 9.927 casos confirmados da doença, sendo 2.583 em Manaus, 2.354 em São Gabriel da Cachoeira, 427 em Guajará e 397 em Lábrea.

A malária é causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitido pela picada do mosquito infectado. Produz como principais sintomas febre alta, suador e calafrios, palidez, cansaço, falta de apetite e dores de cabeça, assim como dores em outras partes do corpo.  Estes manifestam-se na semana da picada do mosquito. O diagnóstico é prescrito com exame de sangue e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações como anemia, icterícia e mau funcionamento dos órgãos vitais.

Nesta estratégia de prevenção, sobressai evitar a picada do mosquito fazendo uso de repelentes, mosquiteiros e de roupas com mangas longas. Em particular, deve-se ter maior cuidado no período do final da tarde e início da noite. Também é necessário evitar lugares que possuam águas paradas, onde pode existir maior concentração de mosquitos, já que pode ser uma área de reprodução.

O aplicativo é de grande utilidade não apenas para o Brasil, mas também para países onde existe a luta constante contra a malária. A prevenção da doença faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que propôs o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e de acordo com o órgão, desde 1990 beneficiou mais de 6,2 milhões de pessoas que contraíram a doença. Entre os objetivos de Desenvolvimento Sustentável busca-se colocar fim às epidemias de malária e outras doenças contagiosas até 2030.

De qualquer forma, para que o Brasil possa ter uma maior efetividade na causa, é necessário que seu desenvolvimento esteja acompanhado de iniciativas que busquem massificar o acesso aos aplicativos móveis. Neste sentido, a disponibilidade de espectro radioelétrico para a oferta de serviços móveis é outra medida necessária. Nesta área, cabe reforçar, que a América Latina é líder desse mercado, no entanto, ainda pode evoluir e obter melhores resultados.

Outro grande grupo a considerar é a massificação dos smartphones. O dispositivo de acesso se transforma em uma ferramenta à ação. Assim, qualquer estratégia política que busque reduzir a carga imposta nestes termos é outra ajuda para massificar a utilização do aplicativo.

É importante destacar que, de acordo com a Anatel, para junho de 2016 o mercado móvel no Brasil contava com 253,4 milhões de acessos ativos, uma queda de 3,4 milhões de linhas em comparação com o final de 2015. Para estas baixas, as linhas de banda larga móvel aumentaram em mais três milhões durante os primeiros seis meses do ano para totalizar 183,5 milhões. Desse total, mais de 39 milhões de linhas pertenciam à LTE.

Como pode-se observar, as evoluções das linhas de banda larga móvel mantiveram-se no Brasil, no entanto é importante que as autoridades considerem as medidas necessárias para sustentar este crescimento. A adoção da tecnologia é importante não somente para que desenvolvam os aplicativos como o da malária, mas também para gerar outros aplicativos e campanhas preventivas voltados a todo o universo da saúde. Neste sentido, tornam-se importantes políticas geradas em torno da promoção desses apps.

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