Nicarágua desenvolve ferramentas que estimulam a inovação participativa na agricultura

A incorporação de novas tecnologias pode ocorrer de diferentes formas em diferentes setores, desde projetos Estatais, passando por iniciativas privadas até o trabalho de entidades autárquicas ou organizações internacionais. Na agricultura, as TIC podem melhorar as condições de produção de diversas maneiras e a transmissão desse conhecimento de forma colaborativa pode impulsionar ainda mais o setor.

Na Nicarágua, através da estratégia “Aprender, empreender, inovar, trabalhar e prosperar”, as autoridades locais, em colaboração com a FAO, realizaram várias conferências e workshops com o Instituto Nicaraguense de Tecnologia Agropecuária (INTA), o Instituto Nacional Florestal (INAFOR) e a Universidade Nacional Agrária (UNA). O objetivo é trocar informações e conhecimento que permitem elaborar estratégias de informação e comunicação para as famílias rurais.

Nestes encontros, os produtores buscam inovar em suas práticas rurais e utilizar tecnologias que permitam aumentar sua produção. Outros objetivos das conferências incluem contribuir para aumentar a disponibilidade de alimentos no país e aproveitar o desenvolvimento do setor para combater a fome e a pobreza.

A iniciativa proposta pela FAO conta com experiências de outros projetos em diferentes partes do mundo, onde teve uma aceitação e evolução na promoção da agricultura e do desenvolvimento rural. Isto comprovou a eficácia desses projetos para maximizar o impacto das iniciativas de desenvolvimento, incentivar o diálogo entre as diversas partes interessadas, estimular a tomada de decisões e a ação coletiva. Essa iniciativa não inclui apenas métodos e técnicas de comunicação horizontal, mas também o uso de meios de comunicação e TIC para facilitar o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e famílias que participam do setor.

Para o INTA, esta prática é um bom exercício para reconhecer os pontos fracos e fortes da comunicação. A partir das conferências, o órgão procurará aumentar o número de estratégias que viabilizam a Comunicação para o Desenvolvimento. A instituição está definindo diferentes critérios para institucionalizar a comunicação direcionada ao desenvolvimento de acordo com os objetivos do país, focando nas TIC.

O Escritório de Comunicação para o Desenvolvimento da Unidade de Promoção Institucional (OPCA) da FAO também assegurou que as instituições nacionais que participam destes workshops terão ferramentas para identificar seus pontos fortes e melhorar ou criar um novo sistema de comunicação que acompanha a pesquisa, a inovação participativa, o empreendedorismo e a troca de informações e conhecimento através do modelo de comunicação para o desenvolvimento.

Essas reuniões também estão focadas na comunicação para o progresso do setor e aumentar a utilização das TIC, analisando os diferentes componentes de comunicação interna das instituições, implementando um modelo de comunicação para atender às necessidades dos agricultores. As reuniões também devem institucionalizar e estruturar estas práticas para desenvolver soluções de comunicação alinhadas com as prioridades institucionais.

Para o desenvolvimento adequado destas iniciativas no mercado, além da predisposição do setor rural, é importante adotar uma política ativa para aumentar a conectividade entre os cidadãos. Em outras palavras, as iniciativas de comunicação e uso das TIC na agricultura precisam da participação dos atores do setor privado para alcançar as famílias que seriam beneficiadas.

A banda larga sem fio, especialmente a LTE, é a tecnologia mais adequada para implementar a conectividade em setores rurais, devido às suas características de abranger áreas mais extensas com velocidades e capacidades de transmissão de dados robustas. É importante que as autoridades criem as condições necessárias para a implantação do LTE no mercado.

Entre as medidas mais importantes a serem tomadas pela administração nacional está a disponibilidade de espectro de rádio para a implantação de serviços de banda larga móvel, especialmente por que oferecer a oportunidade de alcançar áreas distantes dos grandes centros urbanos, oferecendo altas velocidades de conexão.

Também é necessário reduzir os obstáculos burocráticos para a instalação de redes de telecomunicações, buscando aumentar a cobertura dos serviços,  É importante que os diferentes atores do setor tenham regras claras para o desenvolvimento de sua infraestrutura, a fim de corretamente planejar a implementação.

Também seria importante reduzir os encargos tributários que existem sobre os componentes de rede e dispositivos de acesso. No primeiro caso, a redução tributária serviria para reduzir o custo de instalação das redes, e no segundo caso, os terminais seriam mais acessíveis, melhorando o acesso que os cidadãos teriam a essa tecnologia.

As iniciativas realizadas pela FAO e pelas autoridades da Nicarágua estão melhorando muito as condições de produção dos pequenos agricultores. Porém, essas iniciativas devem ser acompanhadas de políticas que aumentem a conectividade e o desenvolvimento da banda larga sem fio para melhorar o acesso a este setor.

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