Ministério da Saúde do Brasil implanta plataforma única de dados para produção científica

Entre os setores que passaram por fortes processos de digitalização nos últimos anos está a Saúde. Em parte como resultado da Pandemia de Covid-19, que acelerou os processos de incorporação de tecnologias de informação e comunicação (TIC), bem como um processo que visa buscar a melhora das condições de atendimento aos cidadãos.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde brasileiro implantou o “Projeto Inova Dados” que busca reunir em uma única plataforma de dados toda a produção científica dos estudos financiados por esta carteira. Ao aprimorar a gestão da informação científica, é possível atender com maior precisão as demandas e necessidades, além de estimular o desenvolvimento científico e tecnológico na tomada de decisões no sistema de saúde.

O desenvolvimento desta iniciativa prevê a realização de um Hackathon, com uma etapa virtual e presencial, um programa de aceleração e um Demo Day. Durante esse processo, os concorrentes serão estimulados a criar estruturas de programação que unifiquem o caminho da informação científica produzida pelo Ministério da Saúde: coleta, processamento, armazenamento, análise e divulgação.

O projeto é baseado em um convênio entre o Ministério da Saúde e a Campus Party, que visa encontrar alternativas eficazes e tecnológicas que possam auxiliar no atendimento das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta do programa busca desenvolver protótipos de um laboratório de dados para torná-lo mais acessível a quem trabalha criando conhecimento científico.

O SUS, responsável pela área de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde, é uma ferramenta essencial para o sistema de saúde brasileiro, pois oferece diferentes alternativas e soluções para problemas cotidianos. Da mesma forma, foi muito útil poder enfrentar a pandemia de Covid-19 com recursos do país.

Para que essas informações sejam compartilhadas por todas as organizações que participam do SUS, é necessário que as instituições participantes do sistema possuam boa conectividade de banda larga, para que possam compartilhar esses dados de forma eficiente em tempo real. Neste sentido, os serviços de banda larga móvel apresentam-se como os mais adequados para potencializar essas iniciativas.

É importante que as autoridades brasileiras trabalhem para implantar políticas que estimulem o desenvolvimento e a adoção de serviços de banda larga móvel. Particularmente através de tecnologias como LTE e 5G que, por suas características, permitem o acesso a dados rubustos e em alta velocidade.

Entre as melhores práticas, nesse sentido, destaca-se a oferta de maiores porções do espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel. Assim como a importância de gerar uma agenda com futuras licitações ou leilões que permitam às operadoras planejar com eficiência a implantação de novas redes de banda larga móvel.

É importante reduzir os entraves burocráticos que pesam sobre a indústria no desenvolvimento de redes de telecomunicações móveis. A geração de regulamentações capazes de condensar as diferentes demandas dos níveis do Estado é uma medida que está entre as melhores práticas internacionais. Da mesma forma, é importante levar a cabo o conceito de balcão único, que permite às operadoras agilizar os seus procedimentos, apresentando-os a um único interlocutor estatal.

Como se vê, a iniciativa do SUS realizada pelo Ministério da Saúde brasileiro é importante para melhorar a comunicação e preparar o sistema de saúde para emergências e contingências. No entanto, deve ser acompanhada de outras políticas que busquem ampliar o acesso à banda larga no mercado.