Ministério da Educação da Bolívia prepara plataformas para aulas virtuais

A educação a distância foi uma das respostas dadas por diversos sistemas educacionais latino-americanos a partir de 2020 à necessidade de estabelecer o distanciamento social devido à pandemia provocada pela Covid-19. Nesse contexto, várias autoridades apelaram às aulas virtuais para dar continuidade às atividades pedagógicas.

Nesse sentido, o Ministério da Educação da Bolívia implantou uma plataforma virtual para o início das aulas no dia 1º de fevereiro. Foi implantado um ambiente multiplataforma que inclui aulas transmitidas pela internet, televisão e rádio que contam com o suporte de textos oficiais, que busca garantir que os alunos mantenham o ensino a distância.

Desta forma, as autoridades buscam que os textos oficiais sejam um suporte à plataforma educacional e aos programas de rádio e televisão para manter a continuidade pedagógica no país. A geração de um plano que inclua os dois apoios é essencial para poder manter a educação ativa na Bolívia.

Tanto os textos educativos, como a plataforma de acesso que foi atualizada e melhorada para apoiar alunos e professores, serão de acesso gratuito. Para entrar, os alunos devem usar o código do Registro Único de Estudantes (RUDE) já os professores devem usar o número da carteira de identidade.

Com essas ações, a Bolívia avança com uma estratégia nacional que busca garantir a educação, implementando ferramentas que já funcionaram em um grande número de países da região. Em particular, as aulas online foram uma das modalidades mais difundidas mundialmente para manter a frequência escolar de milhares de jovens.

Porém, essa estratégia trouxe outro desafio para as autoridades: a conectividade dos alunos. Por isso, a geração de conteúdo por meio de mídias como rádio e televisão é uma ótima ferramenta para garantir o acesso a uma parcela maior de alunos, melhorando as oportunidades educacionais no país. Mas essas mídias têm uma desvantagem: sua incapacidade de interação. Por serem direcionais, cumprem apenas a parte da ministração das aulas, o que dificulta a correção e avaliação pelos alunos.

Em contrapartida, as plataformas educacionais online têm a possibilidade de oferecer feedback tanto para professores como para alunos. A oportunidade de verificar se eles acompanham e assimilam os conteúdos estabelecidos no currículo é fundamental para o setor. Para isso, é imprescindível que as autoridades se empenhem em implementá-los, além de fortalecer o acesso à Internet por parte da população.

Nesse sentido, o trabalho realizado pelas autoridades  ao aumentar a oferta de acesso à banda larga é muito importante. Em particular através de tecnologias de banda larga móvel, como LTE e 5G, que permitem que os serviços sejam implantados em áreas rurais e distantes dos centros urbanos de forma mais rápida e eficiente.

A geração de uma política que conceda uma maior quantidade de espectro radioelétrico às operadoras de telecomunicações é uma medida a ser considerada pelas autoridades. Também é necessário gerar agendas com futuras licitações de espectro que permitam ao setor ter previsibilidade para um melhor planejamento do desenvolvimento de novas redes de telecomunicações.

No mesmo sentido, é necessário reduzir os entraves burocráticos existentes no mercado de implantação de redes de telecomunicações. A geração de um trâmite único para procedimentos é essencial para que as operadoras acelerem os processos de desenvolvimento de rede. É necessário também que haja um padrão que reúna as demandas pertinentes à implantação da infraestrutura.

Como se pode ver, a estratégia realizada pelo Ministério da Educação da Bolívia é importante para dar continuidade à educação. No entanto, essas medidas devem vir acompanhadas por um desenvolvimento eficiente de banda larga móvel que permita que os alunos mais velhos se conectem.