Mais espectro e investimentos em redes são temas dominantes no Fórum Virtual de Regulamentação de 2021

#CoberturaEspecial – Organizado pela 5G Americas e pela Telesemana.com, o 3º Fórum Virtual de Regulamentação 2021, contou com a participação de reguladores, órgãos governamentais e diferentes entidades do setor da América Latina. Durante os painéis, destacou-se a importância de maior disponibilidade de espectro, juntamente com a necessidade de mais investimentos e espectro em redes de telecomunicações para o desenvolvimento da 5G.

Outros temas discutidos no encontro foram relacionados às oportunidades que o acesso à banda larga abre para as economias dos diferentes países da região, bem como para a qualidade de vida de seus cidadãos. Foram discutidos também a 5G e sua capacidade de elevar a entrada de diferentes mercados na nova economia digital.

Entre os principais palestrantes que compuseram as duas sessões estão: Pamela Gidi, Subsecretária de Telecomunicações (Chile); Iván Mantilla, Vice-Ministro de Conectividade, Ministério de TIC (Colômbia); Julissa Cruz, Diretora Geral, Indotel (República Dominicana); Mario Fromow, Comissário, IFT (México); Lidia Fromm Cea, Diretora Executiva, Projeto Mesoamérica e Fabián Hernández, CEO Movistar Colômbia. Além disso, o fórum contou com painéis de reguladores reconhecidos, como Paola Bonilla, Comissária, CRC (Colômbia); Agostinho Linares, Gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão, Anatel (Brasil); Alejandro Navarrete, Chefe da Unidade de Espectro Radioelétrico, IFT (México); Glenn Fallas, Diretor de Qualidade e Espectro, Sutel (Costa Rica); Giovanni King, Presidente de Konsulta Nashonal, Governo de Curaçao (Curaçau); José Aguilar, Diretor Geral de Política e Regulação em Comunicações, MTC (Peru); Taís Niffinegger, Diretora de Relações Internacionais da Anatel (Brasil), entre outros. Participaram também Letícia Pautasio, editora-chefe do TeleSemana.com e José Otero, vice-presidente para a América Latina e Caribe da 5G Americas, como anfitriões.

As principais contribuições apontadas no evento pelos palestrantes foram:

  • “5G é uma mudança de paradigma. É a plataforma de transformação digital que tornará mais eficiente todos os setores da economia ”, destacou José Otero, vice-presidente para América Latina e Caribe da 5G Americas. Ele explicou que “também é importante ver quanto espectro de rádio foi alocado na região para a 5G. Se quisermos 5G, precisamos aumentar a quantidade de espectro alocado nas bandas baixas, médias e altas ”.
  • “Queremos transformar o Chile em um Hub Digital por meio de três pilares: melhorar a conectividade internacional; apoiar nosso país com uma ‘rodovia digital’ nacional; e a implantação da 5G ”, explicou Pamela Gidi, Subsecretária de Telecomunicações (Chile). Acrescentou que, para isso, procuram “estimular o investimento privado, facilitando os processos de concessão, exigindo menos burocracia e encurtando os prazos de tramitação”. E destacou a realização de quatro concursos 5G simultâneos e independentes nas bandas de 700 MHz, AWS, 3,5 GHz e 26 GHz.
  • “A política pública da 5G aborda três grandes desafios; regulamentação, gestão e alocação de espectro, políticas em outros setores como comércio, saúde, educação, promoção, gestão de risco de desastres ”, comentou Iván Mantilla, Vice-Ministro de Conectividade, Ministério de TIC (Colômbia). Destacou que “No que diz respeito à regulação, estamos trabalhando em toda a revisão do ambiente regulatório que possa impedir ou atrasar o desenvolvimento da 5G” e deu como exemplo a realização de um projeto piloto de alocação de espectro onde datas importantes são divulgadas para a indústria colombiana.
  • “Estamos trabalhando para criar um ambiente propício à entrada de novas operadoras na República Dominicana, porque no final das contas a maior concorrência se traduz em melhores serviços para os dominicanos”, disse Julissa Cruz, Gerente Geral, Indotel (República Dominicana). Destacou o desenvolvimento do Plano Nacional de Banda Larga, bem como a construção da Rede Nacional de Fibra Óptica, a utilização de bandas milimétricas e o desenvolvimento da Neste último ponto ele ressaltou que esperam que “os benefícios da 5G possam começar a ser percebidos pelos usuários até o ano de 2022”.
  • “Desenvolvimento de infraestrutura, capacitação, governo digital, segurança digital e economia digital foram definidos como uma diretriz estratégica. A agenda digital mesoamericana tem essa priorização de temas estratégicos para os países”, explica Lidia Fromm Cea, diretora executiva do Projeto Mesoamérica. Ele explicou que “o objetivo estratégico para a área mesoamericana é aumentar a conectividade digital por meio de duas formas: criando infraestrutura e promovendo políticas públicas que visem reduzir os custos finais da Internet de banda larga, garantindo maior acesso às TIC para os cidadãos com o objetivo de reduzir a brecha digital ”.
  • “O IFT identificou mais de 11.190 MHz que podem ser usados ​​para 5G”, explicou Mario Fromow, Comissário, IFT (México), acrescentando que “o México é um dos países que limpou totalmente o espectro em 600 MHz”. Explicou que, como regulador, eles “identificaram para possível uso de 5G: 70 MHz em 600 MHz, 90 MHz em 700 MHz, 180 MHz em 2,6 GHz, 300 MHz em 3,5 GHz, 2.850 MHz em 26 GHz, 3.000 MHz em 38 GHz, 1.500 MHz em 42 GHz, 1.000 MHz em 48 GHz e 2.200 MHz em 51 GHz ”. Destacou também a importância de prover um ecossistema 5G, por isso estão trabalhando para cumprir esse objetivo. Explicou que “existe um desafio muito importante, e a única maneira de solucioná-lo é investindo nessas tecnologias, que serão absorvidas com outras como, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Realidade Aumentada e Blockchain. Estas serão a base para novos serviços e aplicações para diversos setores da economia e da sociedade atual ”.
  • Em referência à pandemia, Fabián Hernández, CEO da Movistar Colômbia, observou que “Todos os setores foram forçados a trabalhar na aceleração da digitalização. Não se trata apenas de como aumentar a competitividade, mas de uma questão de sobrevivência e geração de valor social e econômico diante dos desafios do país e de toda a região ”. E acrescentou que “a digitalização é uma grande oportunidade para reconstruir a sociedade e reativar economias”. Por isso, frisou a necessidade de trabalhar “para que a digitalização seja inclusiva”.

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