Mais da metade das províncias argentinas registram ao menos uma iniciativa em IoT

O desenvolvimento de uma economia digital exige o aumento das opções de acesso à banda larga no mercado, de maneira que não estejam conectadas só as pessoas, mas também aos objetos. A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é uma das tecnologias que espera-se que impulsione a transição para uma nova economia global.

Coletar dados e utilizá-los para melhorar as condições de desenvolvimento das tecnologias é um dos passos necessários por parte dos diferentes países. Nesse sentido, o Escritório Nacional de Internet das Coisas da Argentina, que está coordenado pela Subsecretaria de Tecnologias da Informação e as Comunicações, que, por sua vez, pertence à Secretaria de Inovação Pública e à Subsecretaria de Economia do Conhecimento, que, por fim, são responsabilidade do Ministério de Desenvolvimento Produtivo, apresentou os resultados da primeira Enquete Nacional de IoT.

O levantamento sobre o ecossistema IoT na Argentina obteve 154 respostas de diferentes entidades, o que permite verificar que o setor conta com a participação de diversos atores como órgãos públicos, empresas, universidades, escolas secundárias, municípios e cooperativas. Em outras palavras, o país tem um ambiente que possibilita um futuro em que há a digitalização de sua economia.

A pesquisa revela que as zonas da Argentina onde se detectam um interesse maior pela elaboração de projetos IoT estão estreitamente relacionadas com as regiões do país com um maior índice de desenvolvimento produtivo. Ou seja, elas estão situadas nas províncias de Buenos Aires, Cidade de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Mendoza, que juntas concentram 86,4% dos projetos, praticamente nove de cada dez iniciativas vinculadas com IoT na Argentina.

O levantamento também traz um foco na cadeia de valor da indústria, destacando que os diferentes componentes desse ecossistema evoluem de maneira homogênea no que refere à captura dos dados -conectividade e sensores- e ao processamento deles para transformá-los em informação -software e plataformas-. Na análise dos mercados verticais aos quais se destinam estes desenvolvimentos se sobressaem a Indústria e a Agricultura, além das iniciativas focadas nas Cidades Inteligentes.

Outros dados relevantes que foram coletados demonstram que em 15 dos 24 distritos que compõem o país há registros de projetos IoT, dentre eles a província de Buenos Aires é a que tem a maior amostra. Por outro lado, as regiões Noroeste e Nordeste são as que possuem menor participação.

Além disso, destaca-se que 42% dos projetos são produtos concebidos e comercializados e pelo menos 8 de cada 10 iniciativas estão vinculadas com conectividade e software. Se essa análise for feita considerando o mercado vertical, 70% dos projetos estão vinculados às Cidades Inteligentes. Assim como 20% dos empreendimentos IoT contam com financiamento do setor público.

O objetivo da Enquete Nacional de IoT foi conhecer a situação de empreendimentos vinculados ao ecossistema de Internet das Coisas. A partir dali, as autoridades buscaram criar políticas públicas que tenham impacto social e promovam a utilização de novas tecnologias para impulsionar o desenvolvimento econômico.

Entre essas políticas são de importância singular aquelas destinadas à instalação de serviços de banda larga móvel. Especialmente serviços 5G que, por suas características, permitem contar com uma grande quantidade de dispositivos conectados de maneira simultânea. Ainda assim, para isso se concretizar é fundamental que as autoridades permitam às operadoras utilizarem maiores porções de espectro radioeléctrico destinadas a estes serviços, assim como ter uma agenda de futuras licitações que lhes possibilite planejar estas instalações.

Como pode-se perceber, contar com um mapeamento de serviços IoT é importante para que as autoridades da Argentina possam criar as políticas necessárias para incentivar a economia digital. Em particular, iniciativas que busquem potencializar o desenvolvimento de tecnologias como a 5G que acompanhem o crescimento de IoT.