ISP regionais do Brasil estão comprometidos em acabar com a exclusão digital

Cobertura Especial – as operadoras de Internet de alcance regional do Brasil mostraram seu compromisso em diminuir a exclusão digital durante o Futurecom 2016. Estes players confirmam uma importante tarefa na cobertura de acesso em áreas distantes dos grandes centros urbanos, permitindo um maior alcance do serviço.

Durante o painel “ISP contribuindo para a Universalização da Banda Larga e dos serviços em pequenas e médias localidades”, debateu-se sobre as necessidades e oportunidades que existem neste país para poder aumentar a cobertura e penetração da banda larga. O debate foi coordenado por Caio Bonilla, Sócio Diretor do Futurion Análise, e entre outros participaram: Basílio Perez, Presidente do Conselho da Abrint; Eduardo Marques da Costa Jacomassi, Assessor de Gerência de Universalização da Anatel; e Eduardo Parajo, Presidente da Abranet.

Segundo Perez, durante o último ano a base de clientes que adquiriram banda larga fixa mediante fibra cresceu 28%. No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) explicou que este crescimento esteve voltado para os setores de maior renda, enquanto que os níveis socioeconômicos C e D em porcentagem de penetração ainda são baixos.  Esta situação também observa-se nas cidades distantes dos grandes centros urbanos e nas vilas afastadas.

Coincidentemente, Parajo assegurou que existi uma grande evolução das pequenas operadoras de Internet. O presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), destacou que estes atores tiveram um crescimento entre 20% e 30% em acessos. Ainda reforçou que não somente trata-se de desenvolver redes, é importante trabalhar para a inclusão das pessoas. Neste sentido, reforçou que estas operadoras realizaram grandes esforços para ensinar os usuários a utilizar a internet.

Por sua vez, Parajo reforçou que também é necessário apoiar o crescimento que existe na Internet com outras iniciativas. O executivo destacou que é fundamental desenvolver conteúdo de todo tipo, assim como também aplicativos. Reforçou a importância de aproveitar este aumento de acessos para potencializar outros setores da economia, como também para melhorar a qualidade de vida dos habitantes de cidades mais distantes no Brasil.

Concordando com os outros painelistas, Marques da Costa Jacomassi, Assessor da Anatel, destacou que é necessário trabalhar dia a dia para massificar a Banda Larga. Em seu papel de regulador de mercado expressou a necessidade de facilitar para as pequenas operadoras as diferentes necessidades burocráticas para que possam ser mais ágeis e alcançar maiores coberturas do mercado. E ressaltou que como regulador é importante conhecer onde, como e de que maneira se confirma a infraestrutura das operadoras de menor porte para evitar a duplicidade de investimentos.

Esta ideia foi bem recebida pela Abranet e Abrint e ambos concordaram que pode ser positivo para o setor este tipo de iniciativa. Destacaram a importância da redução da burocracia para aumentar o crescimento da banda larga no mercado.

O desenvolvimento de redes fixas, em particular as de fibra, fazem parte de uma iniciativa importante para todo o ecossistema de telecomunicações. Em particular, porque estas redes possibilitam o backhaul dos serviços móveis, permitindo às redes  móveis manter uma melhor oferta de serviços. Em outras palavras, o desenvolvimento de fibra em um mercado é tão importante para o desenvolvimento da banda larga como o desenvolvimento de sua própria rede.

Na ocasião, o desenvolvimento de fibra nos municípios rurais e nas zonas urbanas marginalizadas confirmam uma importante iniciativa para aumentar a conectividade no Brasil. Seu desenvolvimento não somente tem um impacto positivo nas conexões fixas, mas também geram a oportunidade de melhorar as condições de velocidade da banda larga móvel.

Sendo assim, além deste esforços, deve-se considerar o desenvolvimento de conteúdos destinados à este serviço. Não somente no que respeita o entretenimento e vídeo, mas também em outras alternativas como educação, saúde e o acesso ao governo aberto. O desenvolvimento de serviços de banda larga deve confirmar uma oportunidade para que os habitantes destes mercados possam melhorar suas condições de vida, alavancando outros setores da economia e da sociedade.

As associações que representam os ISP de menor tamanho do Brasil terminaram por reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento dos serviços de banda larga, como também com a geração de diferentes conteúdos que tendem a melhorar a qualidade de vida da sociedade. Estas iniciativas são positivas tanto para o ecossistema de telecomunicações e para o fim da exclusão digital, como para a evolução de outros setores da economia, que se beneficiam da conectividade.

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