Instituições Públicas de ensino no Brasil iniciam atividades remotas

Manter o ano letivo é um dos desafios que as autoridades da região devem enfrentar durante a pandemia de Covid-19. Para atingir esse objetivo, é necessário realizar planos que facilitem o acesso à tecnologia para alunos e professores.

Pensando nisso, o Ministério da Educação do Brasil implantou um programa que visa reduzir as restrições ao atendimento presencial impostas pela pandemia para superar o desafio na implementação de atividades remotas pelas instituições de ensino.

Na rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, segundo o portal de monitoramento, 13 das 42 instituições de ensino já operam remotamente. A expectativa é que esse número seja ampliado quando os outros 15 estabelecimentos retomarem as atividades. E ainda, outros 5 centros educacionais planejam retomar as atividades nos próximos meses, embora isso dependa da definição de seus gestores.

Para apoiar a estruturação dessas atividades não presenciais, o Ministério da Educação destinou cerca de 20 milhões de reais (US $ 3,70 milhões) para atender aquelas instituições de ensino da Rede Federal que solicitaram o apoio, e que ao todo foram 13. Esses recursos estão em fase de descentralização e atenderão demandas como aquisição de equipamentos de conectividade remota, ampliação das atividades em educação a distância, inclusão digital, etc.

A garantia de acesso de alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica é uma das prioridades da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério. A iniciativa busca disponibilizar internet de qualidade para 173 mil alunos que pertençam a famílias com renda inferior a de um salário mínimo. Os processos licitatórios, realizados com o apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, já estão em fase de conclusão. A expectativa é que as contratações sejam viabilizadas.

Paralelamente, a agência vai disponibilizar equipamentos de informática usados ​​para esses mesmos alunos, mas em bom estado e com configuração compatível com as atividades de aprendizagem. Inicialmente, 1.000 alunos serão atendidos em cinco institutos federais, com desktop e monitores.

Além disso, o apoio aos estudantes de setores vulneráveis ​​continuará regularmente durante a pandemia em toda a rede federal.Esta ação orçamentária corresponde à frequência de alunos, 51% do valor total disponível já foi utilizado. Além desse recurso, o Programa Bolsa Permanência conta com 4.771 bolsas pagas entre março e julho de 2020. Esses recursos são destinados aos alunos de pós-graduação em situação de vulnerabilidade, principalmente indígenas.

A qualificação profissional a distância, tem como objetivo ampliar a oferta profissional e tecnológica no período da pandemia, foi priorizado o fomento à qualificação profissional a distância do programa Novos Caminhos. Com isso, ao longo de 2020, foram oferecidas 185.720 vagas, a partir de investimentos diretos em 40 instituições públicas de ensino. Os cursos são totalmente gratuitos e realizados remotamente, permitindo o acesso de pessoas de todo o Brasil.

A possibilidade de manter os alunos conectados é um esforço que deve ser feito por diferentes autoridades para garantir a formação durante a pandemia. Este tipo de iniciativa deve ser articulada com os diversos Ministérios, para que os serviços de conectividade possam ajudar os alunos a melhorar o acesso às aulas.

Nesse sentido, são importantes os esforços que as autoridades brasileiras realizam para promover o acesso à banda larga. Tecnologias sem fio, como LTE e 5G, permitem um acesso robusto e estável, possibilitando uma penetração mais econômica aos cidadãos distantes dos grandes centros urbanos. Para isso, é necessário facilitar o acesso a um maior número de espectro radioelétrico para o setor de telecomunicações.

Nesse sentido, a iniciativa do Ministério da Educação do Brasil é muito positiva para a continuidade pedagógica. No entanto, recomenda-se que as autoridades também procurem desenvolver serviços de banda larga móvel para potencializar seus resultados.