Infraestrutura e Espectro Radioelétrico para potencializar as TIC para o Desenvolvimento

Cobertura Especial – Uma das maneiras que existem para desenvolver a indústria das telecomunicações é por meio do debate e troca de ideias. Esta prática foi levada em conta durante os quatro dias do evento Futurecom 2016, na cidade de São Paulo, Brasil, na qual a 5G Americas participou dos debates e também realizou o 5G Americas Wireless Technology Summit.

O encontro contou com diferentes debates que buscaram a inclusão da maior diversidade de vozes que diariamente seguem as alternativas da indústria. Nos diferentes painéis participaram jornalistas, analistas e reguladores, quem representaram seus diferentes pontos de vista e escutaram outros pontos de vista a que foram expostos por outros representantes da indústria.

O destaque do evento foi protagonizado pelos representantes dos órgãos reguladores. Este painel foi composto pelos Subsecretario de Telecomunicações do Chile, Pedro Huichalaf Roa; Manuel Emilio Ruíz, Presidente do Conselho da Superintendência de Telecomunicações (SUTEL) da Costa Rica; e Gabriel Contreras, Presidente Comissionado do Instituto Federal de Telecomunicações (IFT) do México.

Na ocasião debateu-se acerca da importância de incentivar o desenvolvimento de infraestrutura de telecomunicações, tanto sem fio como cabeada, para contar com a capacidade necessária para atender os requerimentos de conectividade presentes e futuros. Observou-se que o desenvolvimento como a fibra óptica e as redes de backhaul e a disponibilidade de bandas de espectro radioelétrico harmonizadas a nível regional serão determinantes para poder responder à demanda de conectividade e tráfego de dados em futuro a curto prazo.

No painel, também participou como moderador o Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe, José Otero, que destacou os avanços destes países em matéria de telecomunicações. Exemplificou que no Chile existe a primeira rede de LTE-Advanced da região utilizando a banda de 700 MHz APT (Ásia Pacífico). O México foi o primeiro país latino-americano a realizar o apagão analógico da televisão; e a Costa Rica, um país pequeno que enfrenta muitas dificuldades para desenvolver infraestrutura dentro de seu território, conta, no entanto, com uma importante penetração do serviço de banda larga móvel.

Ainda assim, os painelistas reforçaram a importância para o avanço do setor de incentivar a infraestrutura, como os projetos do Chile para analisar a facilidade de um acordo internacional com o continente asiático através de um cabo submarino pelo Pacífico, e da transcendência de ampliar a capilaridade das redes de acesso troncais, especialmente nas zonas rurais.

Neste contexto, é importante destacar que os esforços realizados pelos reguladores são fundamentais para que as TIC possam melhorar as condições de vida dos habitantes de cada um dos países da América Latina. Neste sentido, a conectividade funciona como o motor que possibilita o desenvolvimento e a melhora de outros setores verticais, aumentando as facilidades e a produtividade para os habitantes de cada um dos países.

No debate observou-se que enquanto não for facilitado o desenvolvimento de infraestrutura, as diferentes localidades não vão contar com a conectividade que requerem, e que para isto é muito importante o desenvolvimento de infraestrutura com um foco multisetorial. Neste sentido existiu consenso na conversa sobre a importância de entender o espectro radioelétrico como um bem nacional de uso público que vai ser destinado com finalidade para o benefício das pessoas, onde via telecomunicações geram o princípio de igualdade e democracia, dado que as pessoas que têm acesso ao conhecimento têm melhores condições e qualidade de vida e oportunidades que uma pessoa que não está conectada.

Assim, concluiu-se que é importante que o espectro radioelétrico seja abordado pelos diferentes países como uma questão global ou regional, e que o acordo entre as nações latino-americanas são fundamentais para reduzir a exclusão digital não somente na região, mas também desta com outras regiões do mundo.

Vale ressaltar que o fim da exclusão digital é um avanço significativo para mudar outras formas de exclusão que existem na América Latina. A força igualadora da digitalização garante também melhor acesso à informação daqueles estados que incorporam o Governo Aberto, assim como melhores possibilidades de atenção nos centros de saúde.

O debate entre os reguladores foi o principal painel do 5G Americas Wireless Technology Summit realizado durante o Futurecom 2016. No entanto, também esteve presente a imprensa especializada que debateu sobre o futuro da indústria e o papel que estes jornalistas cumprem no setor, assim como também a visão de reconhecidos(as) analistas da região e uma perspectiva do painel sobre mulheres no universo TIC.

Os debates e evolução de ideias que foram realizadas ao longo do Futurecom 2016 confirmaram um enriquecimento de nível para quem pode desfrutar das discussões. A importância do aproveitamento das TIC para potencializar o desenvolvimento dos diferentes setores econômicos e sociais foi reconhecida pela maioria do público, que consideraram indispensável a conectividade e o crescimento do ecossistema de telecomunicações e tecnologia para melhorar a qualidade de vida dos habitantes de cada um dos países.

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