Honduras trabalha na inclusão de meninas nas TIC

A incorporação de diferentes setores nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é um passo necessário naqueles mercados que buscam reduzir a Exclusão Digital. Assim, são necessárias diferentes iniciativas que os governos da América Latina possam realizar diante da incorporação de uma maior quantidade de pessoas no uso da tecnologia.

Neste sentido, a Comisión Nacional de Telecomunicaciones (CONATEL) de Honduras desenvolveu junto à organização Epic Queen um evento de capacitação no “Dia Internacional das Meninas nas TIC 2017”, e é o sexto ano consecutivo do encontro neste país. Durante o evento realizou-se uma capacitação para as tutoras do programa CodeParty.

O dia Internacional das Meninas nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) foi criado em 2010 pela Unión Internacional de Telecomunicaciones (UIT). Durante o último encontro, participaram mais de 100 meninas de colégios técnicos da cidade de Tegucigalpa. Epic Queen é uma organização mexicana sem fins lucrativos, cuja missão é diminuir a exclusão de gênero na área da tecnologia. Tanto que o Code Party é um evento que busca potencializar as crianças entre 6 e 11 anos, e as jovens de 12 a 16 anos, que descobrem e aprendem a alcançar suas metas utilizando as TIC.

Para isto, incentiva essas jovens a imaginar, descrever e inventar tudo o que puder por meio da tecnologia, tendo como objetivo que desenvolva suas capacidades de lógica matemática. Nos eventos, apresentam diferentes casos de sucesso de mulheres no setor da tecnologia, para que sirvam de modelo para as crianças que forem participar. O objetivo é que cada uma das meninas se coloque como produtora de tecnologia em lugar de consumidora, por isso busca que aprendam programação por meio de blocos, scratch, robótica, drones, 3D printing, realidade virtual e mais.

Assim, nos anos anteriores foram desenvolvidos eventos que promoveram diferentes aproximações das meninas às TIC. Durante 2012, cerca de 20 adolescentes puderam conhecer as instalações da CONATEL onde outras mulheres profissionais do órgão lhes explicaram noções básicas das telecomunicações. Um ano depois, 100 meninas entre 14 e 18 anos participaram de um concurso onde deveriam realizar um ensaio chamado de “A Tecnologia e Eu”.

Em 2014 aconteceu uma conferência onde convidaram 100 estudantes de Institutos técnicos para escutar testemunhos inspirados para se aventurar em carreiras técnicas e tecnológicas; além de contar com a oportunidade de ver a oferta acadêmica do setor. Para o ano seguinte, voltou a ser realizado um concurso com mais de 300 meninas para elaborar um vídeo onde puderam demonstrar como as TIC influenciam em seu modo de vida. Tanto que em 2016, realizaram encontros de mulheres com destaque na área das TIC para um total de 100 meninas convidadas.

Estes eventos são parte de um trabalho conjunto do setor público, em particular por meio da intervenção da CONATEL e do setor privado, representado por operadoras, fabricantes, empresas do setor e organizações não governamentais. Por meio deles, foi possível que cerca de 600 meninas de Honduras realizassem uma primeira aproximação e abordagem de telecomunicações e TIC a partir de outra abordagem.

Estes eventos são de grande importância para aumentar a presença das mulheres nas TIC. Apontando não apenas sua inclusão como consumidoras, mas também incentivando sua participação do ponto de vista de sua condição de produtoras de conteúdo, potencializando dessa maneira o aumento das mulheres dentro do setor.

No entanto, para que este tipo de inciativa tenha uma resposta positiva na sociedade é necessário que estejam acompanhadas de uma maior conectividade para a população. Ou ainda, os esforços por incluir a maioria das mulheres têm que ter uma correlação com o resto das políticas TIC que são realizadas no resto do país.

Assim, faz-se necessário estratégias governamentais que tem aumento da conectividade. Em particular, as políticas de alocação de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel, já que por suas características tecnológicas como a LTE possibilitam desenvolver serviços de maneira rápida, cobrindo grandes espaços geográficos. Ou seja, que permitem aumentar a conectividade da população, fundamentalmente em áreas rurais ou por fora dos grandes centros urbanos.

Neste contexto, as reduções de travas burocráticas para a implantação de redes de telecomunicações também geram uma oportunidade interessante para aumentar o acesso à Internet de um país. Assim como a redução imposta dos terminais de acesso, que se traduzem em aumento da acessibilidade dos dispositivos e, por consequência maiores penetrações de serviços.

Em resumo, as estratégias que buscam aumentar a aproximação das mulheres ao mundo TIC são de grande importância para reduzir a exclusão digital. No entanto, devem vir acompanhadas de políticas que busquem aumentar as facilidades de desenvolvimento de redes, para assim aumentar suas possibilidades de sucesso.

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