Honduras avança na implementação do Histórico Clínico Eletrônico

A introdução da Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) tem muitas ramificações dentro do setor da saúde. Desde a introdução de ferramentas para realizar diagnósticos por imagem até a conectividade dos centros de saúde, passando por aplicações que permitem o controle das informações de pacientes; no qual destaca-se o “Histórico Clínico Eletrônico (HCE).”

No hospital Mario Catarino Rivas, de Honduras, lançou-se um projeto que busca implementar o HCE. O objetivo é melhorar as condições de atendimento dos mais de 700 pacientes diários dentro desse centro de saúde. Em especial visa a melhora do tempo de atendimento aos cidadãos, que contarão com um cartão eletrônico onde se pode resgatar seus dados mais importantes.

O projeto almeja que os dados clínicos que atualmente são registrados em papel passem a ser feitos por meio eletrônico. Nele, são registrados dados básicos como data de nascimento, lugar onde mora, número de telefone e pessoa responsável. Com essa iniciativa conseguiram reduzir o tempo de atenção administrativa dos pacientes.

O trabalho do departamento de admissão do hospital computou mais de um milhão de cadastros por meio eletrônico, que antes eram feitos no papel. Essa mudança não só aumentou a velocidade como também aumentou a precisão das informações recebidas pelos médicos no momento da consulta.

Inicialmente, o projeto abrange a área de consulta externa para as especialidades oferecidas no centro de assistência, elas são: parto, ortopedia, cirurgia, pediatria e medicina interna. Com seu cartão eletrônico os pacientes podem agilizar sua participação e pedido de atendimento dentro do hospital.

A HCE é uma iniciativa muito interessante em qualquer sistema de saúde, o segmento com dados do paciente que está em desenvolvimento em Honduras pode evoluir para usos mais interessantes. Dentre outras coisas permite englobar as diferentes enfermidades que adquiriu cada um dos cidadãos, como foi o tratamento e até os diagnósticos feitos por imagem.

Dessa forma, é importante que este tipo de medida termine incorporando outros hospitais e centros de saúde do país, para assim criar uma rede de HCE que abranja todo o setor. A informação é um ativo fundamental no momento de salvar vidas e uma forma de o corpo médico atuar da maneira mais rápida. O aumento do número de habitantes que possuem o cartão eletrônico de saúde é uma oportunidade para que os diferentes centros médicos possam conhecer seus históricos clínicos e atuar de forma eficaz.

Com os hospitais conectados, os médicos podem acessar as informações dos pacientes para uma emergência, além de obter informações sobre os procedimentos que surtiram um maior efeito em uma emergência particular. Ao decidir compartilhar as informações entre os diferentes centros médicos de saúde faz com que ocorra a melhora nas práticas médicas, aumentando também as condições de atendimento do setor.

Para se alcançar a conectividade de todos os centros de saúde, a banda larga sem fio apresenta-se como uma ótima oportunidade. Em particular tecnologias robustas como a LTE, que permitem a transmissão de grandes volumes de dados em alta velocidade com baixa latência. Além de permitirem o alcance de forma mais rápida que as tecnologias que usam cabo.

Para que essa tecnologia se consolide, é necessário que exista um trabalho conjunto entre o setor de saúde e de TIC para o desenvolvimento desses benefícios. Em particular, é importante que existam políticas que busquem aumentar a disponibilidade de espectros radioelétricos para serviço de banda larga sem fio. O desenvolvimento de uma agenda com futuras licitações é importante para que a indústria de telecomunicações possa planejar de maneira eficiente a exploração de sua rede.

Da mesma forma, é importante a flexibilização das exigências de implantação das redes de telecomunicação. A criação de uma normativa que permita facilitar a instalação de antenas é necessária para que a indústria alcance uma maior cobertura de forma mais veloz, evitando dessa maneira entraves burocráticos que impedem que a conectividade chegue a população.

Por outro lado, a questão fiscal também deve ser levada em consideração pelas autoridades em primeiro lugar, a redução das cargas tributárias aos componentes da rede, que reduzem o custo de sua implementação e diminuem o tempo para oferta dos serviços. Mas também nos dispositivos de acesso, tornando-os mais acessíveis e permitindo uma maior penetração na população.

Como pode ser visto, a implementação de uma política HCE é uma medida inovadora para o setor hondurenho da saúde. Embora deva ampliar a abrangência dos centros de assistência e aumentar o trabalho colaborativo com o setor de TIC para melhorar as condições e aumentar as chances de sucesso.

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