Harmonização e disponibilidade de espectro importante para a América Latina

Cobertura especial Futurecom 2018 – O espectro radioelétrico é um bem indispensável para o funcionamento da banda larga móvel dentro da América Latina, por isso é importante que as autoridades dos diferentes mercados trabalhem para que esteja disponível na indústria. Este tipo de medida não apenas é importante para potencializar a indústria, mas também para que exista uma maior inclusão das tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no desenvolvimento da sociedade.

O debate sobre o espectro radioelétrico, em particular para os futuros lançamentos da 5G, foi central no painel “Ondas no Éter” – disponibilidade e harmonização para a gestão de um recurso escasso e estratégico”, que aconteceu no Futurecom 2018, em São Paulo, Brasil. Com a coordenação de Jose Otero, Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe, do painel participaram: Agostinho Linhares da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil; Gabriel Lombide da Unidade Reguladora de Serviços de Comunicações (URSEC) do Uruguai; Francisco Soares da Qualcomm, Bruno Alvarenga Martins Ribeiro da Huawei, Sandro Tavares da Nokia, Luis Otávio Prates da Embratel StarOne, e Silmar Palmeira da TIM Brasil.

Em primeiro lugar, Linhares destacou que o regulador do Brasil está trabalhando em tudo ao que se refere ao espectro IMT-2020, que será onde se desenvolverá a 5G. Destacou que existe um trabalho em identificar as bandas de espectro baixas, médias e altas que melhor se adaptem ao salto tecnológico, assim como também a importância de aproveitar as escalas globais que geram a utilização de determinadas bandas de espectro.

Em concordância, Lombide reforçou que o regulador de um mercado de pequena escala, no Uruguai espera decisões dos mercados maiores para então poder aproveitar as escalas. Destacou que o país está em uma etapa de estudo no qual, no momento, não se descarta nenhuma das bandas de espectro.

Por sua vez, Soares se mostrou concordante sobre a importância de incluir bandas baixas, médias e altas entre as necessárias para o desenvolvimento da 5G. E reforçou que o desenvolvimento de infraestrutura é critico para o salto tecnológico que está chegando. Neste sentido, Tavares destacou que a 5G terá diferentes grupos de serviços para a população, e cada um deles demandará uma banda de espectro, em particular para que o funcionamento seja excelente, postura com a qual também coincidiu Martins Ribeiro.

Para Prates, a 5G representará uma mudança na forma de vida dos cidadãos, permitindo conectividade em todo tempo e lugar. Neste sentido, igual a Palmeira, coincidiu na importância da disponibilidade de espectro para que a tecnologia possa ter um desenvolvimento saudável.

Por sua vez, do ponto de vista regulatório as principais coincidências do painel estiveram relacionadas com a necessidade da estimulo em investimento de infraestrutura, as medidas incentivam a concorrência e a utilização de bandas de espectro licenciadas e não licenciadas. Estes foram pontos chaves em comum do encontro dos diferentes participantes do painel.

Tanto no que diz respeito à harmonização e disponibilidade de espectro, como nos pontos regulatórios antes mencionados, estas coincidências da indústria são positivas para o novo cenário tecnológico. Tratam-se de pontos fundamentais para que exista uma correta evolução até a 5G, potencializando assim os serviços de banda larga móvel em cada um dos mercados.

Estas estratégias terminam redundado em maior conectividade e, portanto, melhor chegada das TIC à população potencializando dessa forma novas oportunidades para os mercados verticais. Ou seja, melhores condições de acesso ao espectro radioelétrico podem redundar em maiores oportunidades para que se desenvolvam estratégias relacionadas à Telessaúde, Tele educação, e-Agricultura, Inclusão financeira, etc.

A proliferação de tecnologias como a 5G, que permite maiores velocidades, tempos de latências mais baixos e maiores capacidades de transmissão de dados, torna-se uma ferramenta necessária para aplicações destinadas a melhorar as condições produtivas de diferentes setores verticais. Daí um fator positivo que os diferentes atores da indústria tenham coincidências no avanço até um horizonte comum que permita o desenvolvimento da 5G.

Assim, os participantes destacaram que a 5G será um potencializador de Internet das Coisas (IoT), a conectividade de diferentes dispositivos podem ser dinamizadores para os diferentes verticais, melhorando suas condições produtivas a partir de uma maior quantidade de informação e análise de maneira mais rápida por meio de Big Data e Analítica de Dados (Data Analytics).

As principais mensagens que surgem do painel evidenciam que a indústria de telecomunicações móveis mantém certos pontos de contato necessários para potencializar o desenvolvimento das novas tecnologias. Trata-se de um ponto de partida positivo no momento de pensar estas tecnologias como ferramentas necessárias para melhorar as condições de vida dos habitantes.

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