Haiti desenvolve plataforma de telemedicina

A pandemia de Covid-19 obrigou muitos países da América Latina e do Caribe a acelerar a digitalização de diferentes setores, especialmente em saúde e educação, para os quais foram geradas iniciativas e intervenções específicas.

Nesse sentido, no Haiti, a Universidade de Quisqueya (UNIQ), e a empresa “LASWENYAY”, em aliança com a Sociedade Haitiana de Telemedicina lançou uma plataforma oficial de saúde e telemedicina. Isso permitirá que milhares de pessoas tenham acesso aos serviços de saúde por meio de um aplicativo móvel.

A iniciativa visa promover a implantação da telemedicina no mercado, para tornar o atendimento à saúde mais eficiente. O aplicativo também busca compensar o déficit de profissionais de saúde no Haiti, que conta com menos de 6 médicos para cada 10 mil habitantes.

A ferramenta visa atingir as áreas rurais do país que atualmente apresentam deficiências no setor da saúde. Para isso, são estabelecidos sistemas de teleconsulta e vigilância remota de pacientes. Em suma, a plataforma foi projetada para melhorar a acessibilidade da população ao sistema de saúde haitiano.

A ferramenta foi desenvolvida em um momento crucial para o mercado, pois permite aprimorar o atendimento em meio a uma pandemia. As autoridades daquele país esperam que a criação desta plataforma melhore o acesso aos cuidados de saúde, a qualidade do atendimento, reduza complicações e melhore a qualidade de vida da população.

A iniciativa possibilita abranger uma grande parcela da população, pois atinge qualquer pessoa com cobertura de serviços móveis, portanto, o acesso às tecnologias móveis tem potencial para democratizar a saúde por meio desse tipo de iniciativa.

Neste sentido, para que esta aplicação tenha um desempenho positivo é necessário desenvolver políticas que visem aumentar o acesso aos serviços móveis da população. Em particular através da banda larga móvel, onde tecnologias como o LTE (e no futuro a 5G) se apresentam como uma alternativa para conectar a população.

Isso requer que porções maiores do espectro de rádio sejam disponibilizadas para a indústria de banda larga móvel. Bem como a geração de uma agenda com futuras licitações de espectro que permita à indústria planejar com eficiência o desenvolvimento de novas redes de tecnologia.

Também é importante trabalhar na redução dos obstáculos burocráticos que existem no desenvolvimento de infraestrutura para redes. A geração de uma regulamentação única com abrangência nacional ou a homologação de estruturas locais é um passo positivo para acabar com a exclusão digital. No mesmo sentido, a geração de uma janela única para os procedimentos torna-se uma ferramenta fundamental para agilizar os processos de aprovação.

Também é necessário reduzir os encargos tributários existentes no setor, tanto para dispositivos de acesso quanto para componentes de rede. No caso dos terminais, a redução da alíquota se traduz em menores preços para os usuários, melhorando a penetração desses aparelhos.

A iniciativa levada a cabo pelo Haiti é de grande ajuda para ampliar o acesso à saúde, sanando uma importante deficiência do país. No entanto, é muito importante que as autoridades criem políticas que busquem ampliar o acesso à tecnologia e às telecomunicações para a população garantindo a melhora no número de pessoas que podem ter acesso à saúde.