Faixa de 3,5 GHz será fundamental para o desenvolvimento da 5G na América Latina

Os países que habilitarem o uso do espectro entre 3,3 e 3,8 GHz para serviços móveis irão contribuir durante os próximos anos para o desenvolvimento de banda larga móvel melhorada e conectividade fixa-sem fio de alta capacidade com 5G.

São Paulo, 06 de Outubro de 2020 – A alocação de mais espectro radioelétrico para serviços móveis na América Latina e no Caribe é essencial para fomentar o desenvolvimento da conectividade móvel, pois expandiria as faixas das “avenidas” que conduzem o tráfego móvel que está aumentando. A banda de 3,5 GHz (3,3 – 3,8 GHz) será uma faixa fundamental para este propósito, pois tem sido identificada a nível internacional como uma banda apta para o desenvolvimento da 5G.

A faixa de 3,5 GHz tem sido incluída em “leilões 5G” recentes na Ásia, Europa e América do Norte. Na América Latina, o Brasil e o Chile planejam licitar as sobras entre 2020 e 2021, enquanto que em Porto Rico se alocou a capacidade em 2020. A identificação quase global da banda de 3,5 GHz irá gerar um mercado mundial para os dispositivos móveis 5G que suportam a banda de 3,5 GHz e fomentará economias de escala para que existam terminais acessíveis. A banda de 3,5 GHz dará capacidade à indústria móvel para desenvolver 5G além de sua fase inicial, que “apoia” elementos de infraestrutura de rede 4G para operar.

Um fator que pode acelerar o uso da banda de 3,5 GHz na América Latina é que, dependendo do país, algumas operadoras já contam com este espectro. Esta banda alocou vários mercados durante as décadas de 1990 e 2000 para sistemas de acesso fixo sem fio que finalmente não tiveram o desenvolvimento esperado.

Nem todas estas alocações pré-existentes são para serviços móveis, contudo os governos devem organizar a banda de 3,5 GHz e expedir as autorizações requeridas de modo que possa ser utilizada para estes serviços (incluindo aplicações fixas-sem fio) por licenciadores pré-existentes que possam desenvolver 5G, contudo também para permitir a alocação do resto do espectro mediante licitações transparentes e equitativas que fomentem acesso a esta porção estratégica do espectro.

Uso temporal de espectro radioelétrico
O distanciamento social durante a pandemia de COVID-19 contribuiu para o aumento do tráfego de dados móveis em vários países da região. No Panamá, Peru, Porto Rico e Trindade e Tobago os governos permitiram o uso temporal de espectro como medida para ampliar a capacidade das redes celulares durante a crise sanitária que mostrou a importância de alocar espectro suficiente em uma região na qual o acesso à Internet é habilitado, principalmente por tecnologias móveis.

É necessário que se licitem blocos disponíveis dentro de bandas que já estão em uso por redes 4G, contudo também é importante que se planeje o uso do espectro para redes móveis de quinta geração.

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