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Estudantes do Brasil preferem acessar a Banda Larga pelo Celular

A pesquisa TIC de Educação é realizada no Brasil desde 2010 e busca valorizar a infraestrutura de tecnologia da Informação e comunicação (TIC) nas escolas públicas e privadas das áreas urbanas, para aplica-las em processos educacionais. O estudo está alinhado com a metodologia proposta nas recomendações do Info Dev do Banco Mundial, estudo Sites 2006 (Second Informatión Technology in Educatión Study) e da International Association for the Evaluation of Educational Achievement (IEEA). Além disso, conta com o apoio institucional do Ministério da Educação, da Unesco, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (UNDIME) e de especialistas vinculados às organizações não governamentais e de importantes centros acadêmicos.

De acordo com os dados da pesquisa TIC Educação 2014, 87% dos estudantes do Brasil contam com escolas públicas urbanas. Desse total, 79% acessam à Internet por meio de telefones celulares, mas apenas 41% o fazem utilizando a rede escolar, apesar da rede escolar ser o segundo meio mais utilizado para o acesso à Internet, depois da própria casa do estudante.

O estudo considera que são usuários de Internet aqueles que acessam a rede pelo menos três vezes na semana. Para apurar os dados, foram entrevistados 930 alunos por meio de questionários aplicados nas escolas, entre setembro de 2014 e março de 2015. Foram entrevistados 930 gestores, 881 coordenadores pedagógicos, 1.770 professores e 9.532 alunos.

Com relação à adoção dos aparelhos móveis para o acesso à Internet no Brasil, pode-se considerar que o mercado contava em outubro de 2015 com 273,79 milhões de linhas, conforme dados da Anatel. Desse total, 165,2 milhões pertenciam a dispositivos de banda larga móvel de terceira geração, e 20,4 milhões utilizavam LTE. Ou seja, mais da metade das linhas de telefonia móvel do mercado brasileiro contava com capacidade de utilizar banda larga móvel.
Por outro lado, na TIC Educação 2014 foi destaque o fato de que os professores do Brasil têm interesse em utilizar recursos digitais em sala de aula, embora reforcem o fato de que nem sempre existe infraestrutura e ou treinamento para o uso de Internet com propósitos pedagógicos. Para 30% dos docentes das escolas públicas, o principal lugar de uso das TIC é na sala de aula e é usado para realizar atividades com os alunos.

A pesquisa também ressalta que 93% das escolas de áreas urbanas contam com acesso à Internet. No caso das escolas públicas, este indicador alcança 92%, enquanto que as escolas particulares representam 97%. Com relação ao equipamento disponível nas escolas, a proporção de instituições com computadores móveis também se mostrou maior, chegando a 79% das escolas públicas, versus 73% registrados em 2013. Já o número de estabelecimentos com Tablets chegou a 29%, versus 11% em 2013.

Todavia, uma das principais barreiras a ser superada é a velocidade de conexão que possuem os centros educativos. Para 2014, 41% das escolas públicas com conexão à Internet contavam com a principal conexão de rede até 2Mbps de velocidade, enquanto que em 2013 essas instituições representavam 50% do total. Esse índice é mais animador nas escolas particulares, onde 81% das conexões superam os 2Mbps de velocidade.

A maior parte dos professores de escolas públicas (67%) declarou que aprendeu a usar computador e Internet por conta própria, ainda que 57% declarou que em algum momento fez algum curso de formação específico sobre as TIC. Entre os que realizaram cursos, 74% pagaram por eles e 29% aproveitaram capacitações gratuitas oferecidas pela Secretaria de Educação. Não se distingue o percentual dos docentes que realizaram cursos em ambas as modalidades.
Outro dado que reflete a pesquisa é que, entre os professores, houve aumento do uso de dispositivos móveis para acesso à Internet. Conhecido como BYOD (do inglês Bring Your Own Device) o fenômeno expandiu-se entre os professores de escolas públicas, onde 64% utiliza seu próprio dispositivo móvel para conectar-se às redes, frente a 36% que o fazia em 2013.

Por outro lado, os resultados da pesquisa mostram que o uso de recursos educacionais digitais para preparar as aulas ou afazeres em conjunto com os alunos é uma atividade muito difundida entre os professores. Segundo o estudo, trata-se de um indicativo de que existe um interesse crescente pelo uso das TIC nas práticas pedagógicas. 82% dos professores de escolas públicas produziram conteúdos para suas aulas por meio de novas tecnologias. Eles consideram que o uso da Internet para publicar ou compartilhar conteúdos próprios com os alunos é feito por 28% dos professores de instituições públicas: um aumento de sete pontos percentuais em comparação com a edição de 2013.

O trabalho realizado na pesquisa TIC Educação 2014, possibilita delimitar um cenário de acesso e de uso das TIC por professores e alunos de escolas públicas e privadas dos ensinos fundamental e médio no Brasil. É importante destacar que o trabalho de condução das pesquisas de TIC da CETIC.BR é acompanhado por um grupo de especialistas, cuja contribuição consiste na etapa de planejamento e análises que oferecem maior legitimidade ao processo e aplicam a transparência.

A pesquisa TIC Educação é realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.BR) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC. BR).

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