Estudantes concluem o segundo grau com educação a distância no Equador

O processo de digitalização de um país exige um trabalho desde as bases, por isso todos os tipos de investimento no setor educacional são válidos. Preparar as novas gerações para o uso da conectividade e das novas tecnologias é um desafio enfrentado pela maioria dos países da América Latina e o Caribe.

Nesse sentido, mais de 30 jovens e adultos que perderam alguns anos no processo educacional tiveram a oportunidade de concluir os seus estudos em Manta, na província de Manabí do Equador. Eles cumpriram a carga horária e assistiram as disciplinas que faltavam por meio da educação a Distância-Virtual, que é um programa de educação extraordinária promovido pelo Ministério da Educação para garantir o acesso e a permanência no sistema educacional para todos os equatorianos.

Esses 30 alunos fazem parte dos 159 que conseguiram seu diploma nas províncias de Manabí e Santo Domingo de los Tsáchilas por meio desta oferta extraordinária. Desde a criação desta modalidade, quase 1.000 alunos atingiram esta meta nessa zona do país.

A modalidade a Distância-Virtual destina-se a jovens e adultos maiores de 18 anos com um hiato educacional igual ou superior a 3 anos, que, por diversas circunstâncias, não tenham conseguido concluir os estudos nas idades correspondentes. O programa em questão tem abrangência nacional e internacional (incluindo Estados Unidos, Espanha, Bélgica, Hungria, Itália e Reino Unido).

A iniciativa contempla o subnível de Educação Geral Básica Superior e o nível de Segundo Grau, com duração de 5 meses para cada série ou curso. Além disso, contém um processo de aprendizagem autônoma baseado em meios tecnológicos, com o acompanhamento virtual de um tutor ou através de um guia e com instrumentos pedagógicos de apoio.

Desta forma, o projeto tem dois objetivos: por um lado, permitir que os alunos concluam o seu processo educativo, assim como possibilitar que eles comecem a desenvolver as habilidades interpessoais da digitalização. Portanto, ele caracteriza um passo fundamental para que haja avanços da digitalização na sociedade e na economia.

No entanto, é necessário que as autoridades equatorianas reforcem o trabalho para facilitar o acesso à banda larga na população. Principalmente nos serviços de banda larga móvel que, por suas características, permitem chegar a cidades distantes dos grandes centros urbanos ou áreas rurais. Tecnologias como a LTE e a 5G permitem transportar altas velocidades e acesso a dados robustos.

Para atingir esses objetivos, é necessário que as autoridades disponibilizem porções maiores do espectro radioelétrico para o setor de telecomunicações. Tecnologias como a 5G exigirão bandas baixas, médias e altas para atingir todo o seu potencial. Também é crucial que haja a geração de uma agenda com futuras licitações para faixas de espectro que permita às operadoras planejar com eficiência a implantação da infraestrutura.

No mesmo sentido, é preciso reduzir os entraves burocráticos que pesam na implantação das redes de telecomunicações. É necessário que haja uma norma única nacional que reúna as diferentes demandas do Estado, e permita ao setor um melhor entendimento dos requisitos necessários. Da mesma forma, deve ser desenvolvido o conceito de janela única de trâmites que possibilite às operadoras ter um único interlocutor estatal para a apresentação dos diferentes requerimentos.

Como pode-se observar, a iniciativa do Ministério da Educação do Equador é benéfica, não só do ponto de vista da formação da população, mas também torna-se uma ferramenta muito positiva para avançar na digitalização. Porém, para que ela tenha melhores resultados, é necessário que as autoridades trabalhem para aumentar o acesso à banda larga móvel no mercado.