Escolas do Brasil implementam aplicativo para melhorar a comunicação com os estudantes

A inclusão das Tecnologias da Informação e da Comunicação na educação pode acontecer de diversas maneiras, entre elas destaca-se a produção de conteúdo que possibilita um acesso massivo e mais simples para muitos alunos.

No Brasil, mais de 11.000 estudantes de cinco escolas de Minas Gerais e da universidade Unipam, de Patos de Minas puderam contar com o ULLO. Trata-se de um aplicativo composto por um chatbot (robot de chat) que atua utilizando o Facebook Messenger. Criaram uma mascote virtual que ajuda os alunos com a tarefa da escola jogando, além de facilitar a comunicação com os docentes e autoridades do estabelecimento educativo.

O Ullo é um produto para escolas e universidades que, além de possuir módulos de computação cognitiva, também usa linguagem coloquial. O mascote possui 20 modelos e cores diferentes. Cada estudante matriculado na escola contará com o seu próprio mascote, que poderá ter um nome aleatório. Logo, ao conhecer o seu ULLO, ele passa a ser o seu intermediário quando necessário dialogar com o centro educativo.

O aplicativo está voltado para os alunos do ensino médio, ainda que também possa ser usado por estudantes da escola primária ou da universidade, de acordo com os critérios escolhidos por cada instituição. Por meio do ULLO, os docentes podem enviar tarefas para o aplicativo que contam com respostas de múltipla escolha para que os alunos respondam de maneira instantânea, e antes da próxima aula, o docente recebe um relatório com os resultados de seus alunos, o que permite um acompanhamento e tabulação, além de um reforço dos temas ainda não compreendidos. Sendo assim, o docente recebe um alerta logo após cada aula, estimulando que elabore uma nova atividade do aplicativo. Para isto, conta com sugestões e mais de 30 mil perguntas disponíveis, além da possibilidade de incluir perguntas de sua própria autoria.

Do ponto de vista do aluno, o ULLO apresenta-se como uma ferramenta de participação onde se lê conforme um perfil. O aplicativo usa cruzamento de dados com o Facebook, para entender as razões pelas quais os estudantes deixam de fazer suas tarefas de casa. Ainda assim, existem planos para integrar o ULLO com as APIs de vários outros serviços utilizados por jovens, como por exemplo o Spotify, para torna-las mais personalizadas. No caso de algum aluno trocar de escola, poderá continuar com seu perfil do ULLO se a nova escola também fizer uso dele, adaptando-o a qualquer das aulas que tenha nesta nova escola.

As autoridades dos centros educativos também podem acessar o aplicativo para enviar comunicados aos alunos. Isso também pode ser feito por coordenadores e outros profissionais que trabalhem na escola.

O aplicativo consolida-se assim como uma ferramenta interativa que busca melhorar a relação entre os estudantes, seus conteúdos e a escola. Sua implementação é importante porque gera uma aproximação mais amigável com os jovens, estimulando o conhecimento por meio de uma ferramenta que é conhecida e usada pelos alunos fora do âmbito educativo.

De todas as formas, para que este tipo de iniciativa tenha sucesso é necessário que exista coordenação entre o setor educativo e o das TIC.  Particularmente, no momento de potencializar a conectividade entre os habitantes e entre os alunos. Neste sentido, as políticas tendem a desenvolver a banda larga móvel e cobram especial relevância.

É importante que as autoridades brasileiras considerem oferecer maior disponibilidade de espectro radioelétrico para o desenvolvimento de banda larga sem fio, em particular se pretende aumentar a adoção deste tipo de aplicativo que tende a melhorar a qualidade educativa. A possibilidade de desenvolver tecnologias robustas e de alta velocidade de acesso como a LTE serve para que essas experiencias sejam levadas adiante de maneira mais efetiva.

As medidas que buscam reduzir a burocracia na colocação de redes de telecomunicações também são efetivas no momento de potencializar a adoção deste tipo de aplicativos voltados para a educação. A possibilidade das operadoras de realizar um rápido desenvolvimento de rede resulta em uma cobertura mais ampla e, portanto, em maior quantidade de pessoas com acesso à rede. Da mesma forma, reduzem os custos de instalação das redes, tornando mais acessível o serviço.

Todavia, o smartphone é um dos principais dispositivos de acesso para este tipo de medidas, e é importante que alcancem solidez. Neste sentido, a redução imposta sobre este tipo de terminais potencializa a quantidade de pessoas que podem acessá-la. A acessibilidade aos telefones inteligentes transforma-se em uma medida revolucionária no momento de focar no crescimento e na adoção deste tipo de aplicativos.

Como se pode observar, a utilização de aplicativos voltados para a educação pode melhorar o setor, agilizando determinados processos e tornando mais amigável a relação com o aluno. Da mesma forma, pode melhorar o desempenho dos docentes facilitando a correção e oferecendo ferramentas para aprimorar as aulas. Portando, é fundamental que estas iniciativas tenham sua correlação nas condições de conectividade dos alunos, para que sejam aproveitadas de maneira eficiente pelo sistema educativo.

Por fim, o sucesso deste tipo de aplicativos ajuda não somente a melhorar as condições educativas dos países, mas também potencializa o mercado TIC de conteúdos educativos, já que incentiva outros desenvolvedores a ingressar no setor, melhorando a qualidade dos conteúdos e dos aplicativos desenvolvidos por meio da concorrência.

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