Equador facilita o acesso à educação com bacharelado à distancia

A inclusão das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na educação possuem diferentes arestas que vão desde planos de alcance nacional de entrega de dispositivos e conectividade nas escolas, até aplicações desenhadas por empreendedores que buscam facilitar o repasse e estudo de materiais. Nesse universo, a educação a distância é uma arma fundamental para melhorar a alfabetização das populações.

Neste sentido, o Ministério de Telecomunicações e da Sociedade da Informação (MINTEL) anunciou que realizará adiante um novo ciclo eleito para Graduação à Distância – Virtual, nos Infocentros comunitários. A oferta está aberta para toda a comunidade, que também pode utilizar um dos 854 Infocentros Comunitários nos Distritos Educativos acessando o portal: http://juntos.educacion.gob.ec.

Esta iniciativa é um esforço conjunto do Ministério de Educação com o MINTEL. Tem por finalidade permitir que as pessoas maiores de 18 anos culminem seus estudos secundários, aproveitando as TIC. Desta forma, os candidatos devem ter idade superior a essa idade, apresentar o seu documento de identificação, ter um atraso educacional de três ou mais anos de idade (dentro ou fora do sistema educacional) e ter passado a 10ª Educação Básica Geral (3ª Curso Básico de Ciclo na estrutura anterior do sistema de ensino).

As classes virtuais possibilitam flexibilidade de horários aos alunos, permitindo melhorar o tempo de culminação do ciclo educacional entre cinco e dez meses para cada um dos cursos de bacharelado. Tanto o programa quanto os textos para estudo são gratuitos; bem como os materiais educativos virtuais; todos eles disponíveis na plataforma web.

Desta maneira as autoridades educativas do Equador destacam que o programa possui uma importância com grande qualidade para apoiar as pessoas que por diversas circunstancias não terminaram seus estudos na etapa correspondente. O objetivo do programa é aumentar a quantidade de jovens e adultos dentro do sistema educativo, aumentando as opções de formação e por consequência sua adoção no governo.

Os alunos podem acessar a plataforma de suas próprias casas, enquanto que para aqueles habitantes que não contam com recursos para contratar um plano de internet, podem fazer isso por meio dos diferentes infocentros localizados ao longo do país. O programa conta com três cursos progressivos: 1º, 2º e 3º cursos de Bacharelado. Assim, a duração total dos 3 cursos varia de 15 a 30 meses de acordo com cada um dos estudantes.

No final de março, o plano contava com 5.555 alunos inscritos nesta iniciativa. De acordo com a informação do MINTEL a maioria destes inscritos encontram-se em áreas rurais, o que representa uma oportunidade para estes setores. Do órgão, também se ressaltou que a modalidade oferece facilidades aos alunos em adaptar seus horários particulares aos tempos de aprendizagem.

A iniciativa oferece aos estudantes um título totalmente avaliado pelo Ministério de Educação e serve para optar por qualquer carreira universitária no país. Assim, sua implementação é parte da campanha Todos ABC, Alfabetização, Educação Básica e Bacharelado “Monseñor Leonidas Proaño”, incentivados pelo MinEduc e o MINTEL.

A possibilidade de terminar os estudos secundários por meio do ensino virtual é de grande ajuda para a alfabetização da população. No entanto, sua implementação deve ir acompanhada por um trabalho das autoridades que busca aumentar a conectividade. Ou seja, é importante que os cidadãos que queiram terminar o secundário tenham facilidade para acessar a internet.

Nesse sentido, considera-se que a maior parte dos inscritos esteja presente em áreas rurais, é importante que o governo mude em termos de conectividade por meio de banda larga sem fio. Em particular com tecnologias robustas como a LTE, que por suas características permitem oferecer grandes velocidades de acesso.

Para isto é importante que as autoridades coloquem à disposição da indústria de telecomunicações a maior quantidade de espectro radioelétrico, de maneira que permita desenvolver serviços LTE no mercado. Do mesmo modo, é necessário que se trabalhe na redução dos impostos sobre os componentes de redes e dispositivos de acesso, em particular esta última medida, que se torna mais acessível aos terminais e possibilita maior acesso da população.

Por sua vez, é necessário que se flexibilizem as exigências burocráticas que existem sobre a construção de redes de telecomunicações. Desta forma torna mais previsível o planejamento da construção de infraestrutura, permitindo às operadoras alcançar assim uma maior quantidade da população com o serviço.

Como pode-se observar, a iniciativa de acessar o bacharelado de forma virtual transforma-se em uma ferramenta importante para aumentar a alfabetização da população. No entanto, esta iniciativa precisa estar acompanhada por um aumento da conectividade no mercado, para que alcance maior eficiência.

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