Equador desenvolve plataforma virtual para produtores agropecuários

A agricultura conta com uma grande quantidade de benefícios com o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Desde a evolução do solo, até previsões climáticas, passando por diferentes maquinários que operam de maneira automática, a tecnologia faz parte da vida cotidiana dos agricultores.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (MAGAP) do Equador, em conjunto com a Superintendência de Controle de Poder de Mercado (SCPM), desenvolveram a plataforma virtual “Supertienda Ecuador”, que tem como objetivo fortalecer os empreendimentos de pequenos e médios produtores das províncias de Chimborazo, Tungurahua, Cotopaxi e Orellana, através da coordenação da Zona 3.

A Supertienda é um portal de compra e venda de produtos e serviços que permite aos cidadãos acessar de maneira rápida informações sobre o mercado nacional e seus produtos. Ou seja, trata-se de um mercado virtual que permite aos agricultores expor seus produtos chegando de maneira mais rápida a uma quantidade de pessoas.

Para isto, o primeiro passo de ambos os órgãos governamentais será capacitar os diferentes trabalhadores agropecuários no uso da plataforma virtual. Esta fase vai durar um mês e será destinada à técnicos, produtores, empresários e representantes de associações e organizações. Além disso, também foram realizados cursos sobre boas práticas empresariais, com foco no setor de supermercados e/ou semelhantes, e seus fornecedores.

Em uma primeira etapa capacitaram em média 25 técnicos das províncias que constitui a área 3. Logo, iniciou-se a capacitação dos outros 100 produtores dessas mesmas províncias. Dessa maneira, busca-se fechar o circuito que vai desde a produção até a comercialização do setor.

Estes treinamentos são gratuitos e permitem que os empreendedores em artesanato, corte e costura, roupa esportiva, pastelaria, padaria, cama, mesa e banho entre outros, adquiram conhecimento para promover e vender seus produtos alavancando o ecossistema das TIC.

Para poder publicar no portal, os cidadãos devem contar com uma mostra dos produtos que desejam comercializar para serem fotografados e assim contar com imagens publicitárias. Assim, não é necessário que os produtores estejam registrados no Registro Único de Contribuintes (RUC) ou RISE.

A inclusão de uma plataforma virtual como a que se desenvolve no Equador, é uma medida positiva para o setor agrícola, agricultura e pecuária, permitindo a inclusão digital dos pequenos produtores para que possam acessar de forma simples e oferecer seus produtos no mercado, aproveitando as tecnologias digitais. Assim, funciona como uma fonte de consulta permanente para saber os preços que manejam seus competidores, melhorando dessa forma suas possibilidades no momento de comercializar seus produtos.

Neste último aspecto, o portal também é uma ferramenta positiva para que os produtores possam manejar o tempo da chegada ao mercado, em particular porque permite otimizar o momento em que transforma sua mercadoria, já que pode ocorrer de estarem distantes e o transporte geralmente é caro. Nesta situação, ao conhecer o momento em que melhor se paga pelos produtos, os produtores podem melhorar seus lucros aproveitando o tempo que é vendido ao melhor preço.

A disponibilidade do portal é também um incentivo para aumentar o uso das tecnologias entre os produtores. Em termos gerais, quem tem uma atividade menor, conta também com índice de adoção de tecnologia mais baixo. Este tipo de iniciativa funciona também como uma porta de entrada para a modernização do setor.

De todas as formas, para que o portal tenha um desempenho positivo no mercado é necessário que se realizem políticas que tendem a massificar os acessos de banda larga. Particularmente os da banda larga móvel e sem fio que, por suas condições, tornam-se alternativas mais eficientes em termos de recuperação de investimento para áreas rurais, onde desenvolvem-se atividades assim.

Neste sentido, é fundamental que o Estado considere uma maior disponibilidade de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel. Desta maneira, pode-se potencializar o acesso aos usuários para facilitar o acesso deste bem escasso para as operadoras do mercado. Assim, é importante que reduzam as barreiras burocráticas no momento de desenvolver as redes de telecomunicações.

Por outro lado, é também fundamental que se considerem que os smartphones são dispositivos de acesso massivo que atualmente permitem a conectividade em portais como este. Neste sentido, é importante que reduzam as cargas impostas que pesam sobre este tipo de dispositivo. As estratégias que podem massificar estes terminais são de suma importância para melhorar o acesso do setor.

A implementação de um portal destinado aos setores produtivos primários é uma iniciativa muito positiva para o Equador. No entanto, deve ser acompanhada por políticas que tendem a massificar a banda larga, em particular móvel e sem fio, para que se faça um esforço efetivo da parte do Estado.

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