El Salvador desenvolve plataforma de Segurança Alimentar e Nutricional

A combinação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) com a Saúde apresenta diversas possibilidades e alternativas para gerar programas de alcance nacional ou focar esforços em iniciativas mais simples ou específicas. Entre estas opções, estão as plataformas informativas.

No caso de El Salvador, estas plataformas estiveram voltadas para a alimentação e nutrição. Por meio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONASAN) e da Secretaria Geral de Sistema e da Integração Centro-americana (SICA) desenvolveu-se uma plataforma informativa chamada de Observatório Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ONSAN).

A plataforma oferecerá informação nacional, departamental e municipal sobre os indicadores políticos, pesquisas e tudo o que se refere à segurança alimentar e nutricional. Neste observatório concentram-se 60 indicadores que funcionam para melhorar diferentes políticas públicas sobre estas questões.

Assim, a criação da ONSAN tem como objetivo atender às necessidades de maior propagação da informação e do conhecimento sobre a segurança alimentar e nutricional (SAN), além de promover cenários de formação de recursos humanos, processos de pesquisa e tomada de decisões para todos os níveis envolvidos. A plataforma também permitirá monitorar e avaliar o desenvolvimento das ações contempladas na Política Nacional da SAN, no Plano Estratégico e Operacional do CONASAN, e a Estratégia de Coordenação Intersetorial, entre outras, nos cenários nacionais, departamentais e municipais.

Na plataforma será coletada informação abrangente, que estará disponível de maneira permanente e atualizada. Estes dados possibilitarão gerar conhecimento, propiciar o debate e incidir nas políticas públicas vinculadas com a SAN. A ONSAN é composta pelos: Sistema de Informação para a Vigilância, Monitoramento e Pesquisa da Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN); Mapeamento de pessoas e ações da SAN; Centros de Documentação e Exibição na SAN (CEDESAN); Bases de dados, Fóruns especializados de análises da SAN e Informação de Conjuntura da SAN e Aula Virtual.

Isto permite que exista retroalimentação a partir da informação estatística que provém de entidades públicas vinculadas com a SAN, tais como: o Ministério da Saúde (MINSAL); o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG); Departamento de Estatística e Censos (DIGESTYC); Ministério do Trabalho e Previdência Social (MITRAB); e o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (MARN), entre outros, e mais de 66 indicadores identificados até a data da matéria para monitorar a SAN.

Entre outras opções, a plataforma possibilita contar com uma Aula Virtual cujo acesso está disponível em linha e tem como objetivo contribuir com a gestão de conhecimento da SAN e a formação do recurso humano neste tema. Cada um dos componentes conta com informação específica para mudar seus objetivos e funções. Assim, estão ligados os sistemas de informação municipal e regional; e outras instituições e organizações regionais vinculadas com a SAN. Estes órgãos são oferecidos como apoio técnico e financeiro por meio de instituições nacionais e internacionais das quais destacam-se as Nações Unidas, PRESIAN e PROGRESAN-SICA.

Para que iniciativas como esta tenham um desempenho positivo é importante que exista conectividade no mercado. A possibilidade de contar com uma maior quantidade de municípios e departamentos conectados à internet é fundamental para que a ONSAN alcance a retroalimentação necessária de cada uma das dependências. Ou seja, a conectividade garante que a plataforma possa manter-se atualizada de maneira rápida e simples.

Por outro lado, é importante que exista um acesso simples por diferentes meios para os interessados nos dados publicados. Ou seja, também se alcança um grande valor em oferecer conectividade para a população para ampliar o uso da plataforma, em particular para aqueles grupos interessados no desenvolvimento de aplicativos a partir dos dados administrados, já que potencializa as opções de telessaúde no país.

Para que estas iniciativas tenham um desempenho positivo é necessário que as autoridades do governo tenham uma visão global que inclua as tecnologias da informação e da comunicação. Em particular, se requer que considerem estratégias destinadas a melhorar as condições da conectividade no mercado. A banda larga móvel transforma-se assim em uma ferramenta fundamental para aumentar a quantidade de habitantes conectados, em particular para aquelas  tecnologias mais robustas e que permitem maiores velocidades de acesso como a LTE.

Neste sentido, é importante que se viabilize o acesso do espectro radioelétrico com a finalidade de potencializar o crescimento da banda larga móvel e que se reduzam os processos burocráticos para colocar redes de telecomunicações e a carga imposta que pesa sobre os diferentes terminais de acesso. Estas medidas são apenas parte das necessidades para ampliar os serviços de banda larga móvel no mercado.

A criação de uma plataforma que busque aglutinar informação nutricional e alimentar é um bom primeiro passo em termos de saúde alimentar em El Salvador. No entanto, é importante que esteja acompanhado por políticas que busquem potencializar o acesso à banda larga móvel no país para poder aproveitar de maneira mais eficiente os benefícios deste tipo de iniciativas.

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