Dominica trabalha pela inclusão digital de idosos

O avanço da digitalização nos diversos países da região leva as autoridades a se concentrarem nas camadas mais jovens da população. No entanto, é preciso a inclusão de idosos, visto que sua participação como consumidores costuma ter uma importante contribuição para a economia.

Nesse sentido, o Conselho Dominicano de Envelhecimento (DCOA) fez uma convocação pública para ajudar a incentivar os idosos no uso da tecnologia. A organização faz esforços frequentes neste sentido, desta vez sob o lema “Pessoas mais velhas que abraçam a era digital”.

A DCOA está trabalhando para determinar a capacidade de seus membros de usar tecnologias à medida que os idosos demonstram maior interesse em entrar no mundo digital. Da mesma forma, devido à pandemia de Covid-19, um grande número de idosos passou a usar assiduamente as redes sociais, o que ajudou no enfrentamento do isolamento.

Nesse sentido, a convocação da DCOA feita aos moradores da Dominica tem como objetivo estimular a inclusão digital de idosos. Em particular, incentivando-os a usar smartphones, aplicativos e redes sociais para que possam interagir mesmo em momentos difíceis como o da pandemia, onde o isolamento desse segmento da sociedade era necessário para sua sobrevivência.

Nesse sentido, é importante o trabalho realizado pela DCOA para a inclusão do idoso na era digital. Principalmente porque muitos benefícios ligados à saúde e ao setor bancário estão profundamente associados à conectividade, processo em que também se deve trabalhar de forma educativa para gerar segurança no seu uso.

Nesse sentido, é necessário que as autoridades trabalhem em diversos programas que permitam aos idosos uma melhor interação com a tecnologia. A telessaúde pode ser uma vantagem para solucionar problemas de controle por meio de consultas online. Em relação ao mobile banking, é importante que haja treinamento para que possam aproveitar sua utilização e dessa forma realizar transações bancárias a partir do smartphone.

No entanto, para que todas essas alternativas sejam realizadas de forma eficiente, políticas devem ser implementadas para aumentar o acesso da banda larga por parte da população. Em particular para o acesso aos serviços móveis, que por suas condições abrangem uma maior parte da população de forma mais barata e com elevadas velocidades de dados.

Assim, tecnologias como LTE e 5G apresentam-se como alternativas adequadas para a oferta de serviços de acesso que utilizam banda larga. Por este motivo, são necessárias políticas que visem aumentar o seu desenvolvimento no mercado, nomeadamente uma maior oferta de espectro radioeléctrico para serviços de banda larga móvel. Também é importante que as autoridades criem uma agenda com futuras licitações de espectro, que permita ao setor um planejamento eficiente na implantação de redes.

Da mesma forma, é necessário desenvolver políticas que reduzam os entraves burocráticos existentes na implantação de novas redes de telecomunicações, principalmente as móveis. A geração de uma diretriz única que reúna as diferentes demandas do Estado, bem como o conceito de janela única que permite às operadoras atender a todas as demandas das autoridades, são importantes para estimular a adoção de tecnologias.

Como se pode verificar, a iniciativa do DCOA é necessária para envolver os idosos na revolução digital. No entanto, deve vir acompanhada de outras estratégias que estimulem o acesso à banda larga móvel no mercado.