Costa Rica está capacitando as PMEs em transformação digital

O desenvolvimento de uma economia digital requer um trabalho constante e contínuo dos setores público e privado para impulsionar cada um dos mercados. A formação e capacitação da população são passos necessários para avançar na digitalização do país.

Nesse sentido, as PMEs passarão por um processo de formação intensiva em temas relacionados à sua transformação digital. Desde 2019, a HP Inc. e a Fundação ALIARSE têm impulsionado o programa Trans-fórmate, uma iniciativa público-privada que conta com a participação do Ministério da Ciência, Inovação, Tecnologia e Telecomunicações (MICITT), do Instituto Misto de Ajuda Social (IMAS) e do Ministério da Economia, Indústria e Comércio (MEIC) da Costa Rica. Este programa de formação apoia a competitividade das pequenas empresas e é executado através da plataforma HP LIFE, com 200 vagas disponíveis 100% gratuitas.

Assim, este programa beneficiou mais de 1100 micro, pequenas e médias empresas que tiveram acesso a formação de excelência e acompanhamento em sua transformação digital e eficiência dos processos, resultando em um aumento nas vendas por meio do conhecimento adquirido. A maioria dos beneficiários tem sido principalmente mulheres. 70% dos setores são de serviços e comércio, mas também inclui PMEs dos setores agrícola, artístico e turístico. É importante destacar que a virtualidade do processo permitiu alcançar todo o território nacional e mostrou resultados imediatos em suas melhorias administrativas, comerciais e financeiras.

O governo costarriquenho continuará capacitando a população em 2024, com a oportunidade sendo oferecida a 200 novas PMEs que atendam aos requisitos básicos, como ter acesso a um computador e à internet, além de possuir uma Micro, Pequena ou Média Empresa em funcionamento.

O modelo de intervenção do programa é 100% virtual e os participantes recebem acompanhamento, suporte técnico e tutoria personalizada, se necessário. O programa dura de fevereiro a outubro, com investimento de 10 horas semanais, sendo 3 delas para aula virtual com o professor (ao vivo), resultando em uma certificação para aqueles que completarem com sucesso o total de horas estipuladas. Esses cursos são proporcionados pelos parceiros para as PMEs participantes, com o objetivo de melhorar a alfabetização digital do país.

É fundamental ressaltar que a tecnologia é um recurso fundamental para as empresas em processo de crescimento, pois oferece vantagens competitivas para se posicionar melhor no mercado. Além disso, o curso aborda temas como visão estratégica do negócio, planejamento de custos, indicadores, previsão de vendas, plano de marketing digital, desenvolvimento de site, etc.; juntamente com 32 cursos da plataforma HP LIFE certificados pelo MICITT e dedicados à capacitação em ferramentas digitais que integram o conhecimento teórico com ferramentas digitais que facilitam todos os processos da empresa.

A geração de capital humano para o desenvolvimento da indústria de TIC é uma meta perseguida pela maioria dos países da região. Sendo uma estratégia positiva para o mercado na Costa Rica, preparando empresários para atender às demandas da indústria. No entanto, deve ser acompanhada por outras iniciativas que permitam avançar na digitalização da população, especialmente aquelas que oferecem maior acesso à banda larga no mercado. As tecnologias de banda larga móvel, por suas características, permitem fornecer serviços a uma parcela maior da população, principalmente em áreas rurais ou distantes dos grandes centros urbanos. O desenvolvimento das tecnologias LTE e 5G apresentam alternativas positivas, permitindo o acesso a altas velocidades e robustez de dados.

Para impulsionar esse crescimento, é necessário que as autoridades disponibilizem à indústria de telecomunicações maiores porções de espectro radioelétrico. Além disso, é importante gerar uma agenda com futuros leilões de espectro que permitam às operadoras planejar de forma eficiente a expansão de suas redes, atendendo à demanda. Também é necessário que as autoridades dos países desenvolvam uma regulamentação que reúna os diferentes requisitos do Estado, reduzindo as burocracias que afetam o setor. Da mesma forma, é necessário desenvolver o conceito de uma janela única para trâmites, para que os operadores tenham um único interlocutor e agilizem os processos implementados atualmente.