Costa Rica entrega dispositivos de acesso para estudantes de baixa renda

Os países da América Latina e do Caribe estão trabalhando para entrar na nova economia digital com diferentes iniciativas que buscam aumentar o acesso à tecnologia da população. Entre esses tipos de políticas estão aquelas voltadas para os mais jovens do setor educacional.

Nesse sentido, a Superintendência de Telecomunicações (SUTEL) da Costa Rica realiza um processo de isenção fiscal e revisão de 86.812 computadores que serão destinados a estudantes de baixa renda em todo o país. É composto por 78.116 laptops e 8.696 tablets adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Telecomunicações (FONATEL).

O objetivo da SUTEL é fornecer esses dispositivos a alunos de escolas e faculdades com recursos limitados. No total, cerca de 3.523 escolas e faculdades distribuídas por todo o país; de acordo com a lista previamente definida pelo Ministério da Educação da Costa Rica.

Este é o maior investimento histórico em computadores e tablets destinado ao setor educacional na história da Costa Rica. Estes serão entregues aos diretores dos centros educacionais, que se encarregarão de escolher os alunos que serão beneficiados com esses dispositivos.

Cada um dos computadores e tablets adquiridos tem os requisitos técnicos, previamente definidos pelo MPE:

–        Uma garantia estendida de 3 anos e suporte contratado.

–        Um centro de serviço para relatórios de danos ou roubos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

–        Serviço de reparação ou revisões no local (cobertura em todo o país).

–        Licença “absoluta” para localização geográfica, controle parental, controle de uso, entre outros.

A entrega de dispositivos de acesso a estudantes é uma das práticas mais difundidas na América Latina e representa uma iniciativa positiva para jovens que de outra forma não teriam um primeiro acesso à tecnologia. No entanto, esse trabalho deve ser acompanhado por outra série de políticas que busquem melhorar a adoção dos alunos.

Em primeiro lugar, é importante criar uma política de apoio aos alunos que têm acesso à tecnologia. Recomenda-se a geração de um programa educacional que permita otimizar o uso de computadores. Da mesma forma, diferentes conteúdos educacionais específicos devem ser gerados para que possam ser utilizados nos dispositivos entregues.

Por outro lado, é necessário que as autoridades gerem políticas que busquem aumentar a conectividade para que os alunos possam usufruir do acesso em casa. Nesse sentido, o desenvolvimento de tecnologias como LTE e 5G tornam-se essenciais para atingir áreas rurais e áreas distantes dos centros urbanos.

Para atingir este objetivo, é necessário aumentar o acesso ao espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel. Assim como a criação de uma agenda que permita às operadoras conhecer os futuros leilões de espectro, e assim planejar de forma eficiente a implantação de novas redes de telecomunicações.

No mesmo sentido, importa reduzir os entraves fiscais que pesam na implantação de novas redes de telecomunicações. As melhores práticas internacionais mostram que é importante desenvolver regulamentações que reúnam as demandas dos diferentes órgãos do Estado. Assim como uma política única para procedimentos deste tipo, que facilitaria para as operadoras.

Em resumo, o fornecimento de dispositivos de acesso a estudantes de baixa renda pode se tornar uma política revolucionária na Costa Rica, aumentando as oportunidades para desenvolver uma economia digital. No entanto, deve ser acompanhada de outras estratégias que possibilitem aumentar o desenvolvimento dos serviços de banda larga móvel no mercado.