Imagem: Pixabay.

Colômbia terá 50% da força de trabalho digital em 2020

De acordo com o Ministério de Tecnologia da Informação e Comunicação (MinTIC) da Colômbia, para o ano de 2020, 50% da força de trabalho do país será digital. O MinTIC realizou um estudo com o objetivo de identificar as necessidades da comunidade de tele trabalho autônomo do país, com especial ênfase em Bogotá, Medelín, Cali e Barranquilla.

O informe contou com uma base de mais de 25 mil pessoas e 1.500 empresas, onde se buscou identificar a tendência na oferta e demanda de serviços independentes (“freelance”) e tele trabalho. Entre os pontos que ressalta o estudo, sobressai que seis em cada dez trabalhadores digitais têm diploma universitário. Além do mais, três em cada dez pessoas trabalham como “freelance”, os demais dividem seu tempo entre relação de dependência e talento digital.

Do ponto de vista do perfil do trabalhador digital, o estudo ressalta que a maior parte especializou-se em áreas de TIC e em geral são menores de 25 anos. Também destaca que 50% levou mais de 3 meses para conseguir seu primeiro projeto, com renda média de U$ 500, no entanto 70% explicou que aumentou a renda em 66%. No caso das mulheres, participaram mais na área de serviços, e os homens nas áreas de programação/web/desenvolvedores e sistema. Tanto que seis de cada dez profissionais que respondem pelas empresas trabalham tempo integral.

Por outro lado, o estudo destaca que sete de cada dez empresas são empreendedoras e independentes, enquanto que quase dez são proprietários ou sócios das microempresas. Do ponto de vista das empresas, economizam as que contratam profissionais online. Entre as vantagens, se destacam: realizar contratos especiais para projetos específicos, reduzir custos operacionais, acesso a profissionais qualificados e contratar profissionais em qualquer lugar do mundo.

O mercado da Colômbia de tele trabalho se encontra regulado por meio da Lei 1221 de 2008. O artigo o define como uma forma de organização de trabalho, que consiste em desempenho de atividades remuneradas, prestação de serviços a terceiros, utilizando como suporte as TIC para o contato entre o trabalhador e a empresa, sem requerer a presença física do trabalhador no local específico.

A norma estabelece três modalidades, que respondem aos espaços de execução do trabalho, as tarefas a serem executadas, e o perfil do trabalhador. A primeira delas é o tele trabalho autônomo: que utiliza as TIC para o desenvolvimento de suas tarefas, executando-o no local escolhido por ele. A segunda é o tele trabalho adicional: possui um contrato de trabalho que determina as tarefas nos diferentes dias da semana entre a empresa e um local de fora dela utilizando as TIC para dar complemento. E a terceira é o tele trabalho móvel: que utiliza dispositivos móveis para executar suas tarefas e não tem um local físico definido para o trabalho.

A iniciativa de promover a atividade está a cargo do MinTIC e do Ministério do Trabalho. Seu objetivo é promover esta modalidade de trabalho como instrumento para incrementar a produtividade de entidades públicas e privadas. Além disso, se busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, contribuir para uma modalidade mais sustentável, promover o uso efetivo das TIC e gerar emprego e auto emprego. Para conquistar esses objetivos, o MinTIC desenvolveu o Portal de tele trabalho. Sua função é ser um ponto de acesso integral de informação e serviços relacionados com a iniciativa de tele trabalho.

Desde a implementação de lei de tele trabalho, o número de trabalhadores na Colômbia aumentou em 26%, de 31.533 trabalhadores para um total de 39.767 pessoas no final de 2014. Ainda assim, de acordo com o Portal de Teletrabalho da Colômbia, o mercado contava para este ano com 1.083 tele trabalhadores no setor público. Bogotá, com 30.355 era a cidade com mais trabalhadores nesta modalidade, seguida por Medellín com 4.574 e com Cali com 3.719.

Considerando a discriminação por item, o serviço liderou o mercado com 18.665 tele trabalhadores ao final de 2014. Segundo o comércio (14.081), seguida da indústria (4576).

Para levar adiante este tipo de experimento, é fundamental que a população conte com uma boa conectividade. No caso da Colômbia, até dezembro de 2014, 84% dos tele trabalhadores afirmou já ter usado serviço de banda larga fixa. Enquanto apenas 19% do total já usou a banda larga móvel.

Este último dado é importante considerar, principalmente porque o mercado colombiano conta com cinco redes LTE ativas. Segundo dados da Pyramid Research, de abril de 2015, fornecidos pela 4G Americas, o mercado colombiano contava com 1,2 milhões de acessos LTE, de um total de 54,2 milhões de linhas. A consultoria prevê que para 2019 o mercado conte com 12,5 milhões de acessos LTE, ou seja, 19% do total de linhas previstas para este ano.

Sendo assim, os serviços de banda larga sem fio representa uma importante possibilidade de inclusão para os serviços de tele trabalho. Em particular LTE pela sua capacidade de transportar grande velocidade de dados. Esta tecnologia permite o acesso à zonas fora das atuais redes cabeadas do mercado, possibilitando dessa maneira a inclusão de tele trabalhadores em zonas rurais.

0 comments on “Colômbia terá 50% da força de trabalho digital em 2020

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *