Colômbia promove o comércio online para empresários e PMEs

A inclusão das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos diferentes setores da economia é essencial para que os diferentes países da região entrem na nova revolução digital. A possibilidade de digitalizar parte da economia é uma ferramenta que diversos estados precisam para o futuro.

Nesse sentido, o Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (MinTIC) da Colômbia implantou o programa “Quero vender online”, que incentiva empreendedores e PMEs a se aventurarem no comércio eletrônico. De acordo com dados oficiais, durante 2020 este setor cresceu 30% em relação a 2019 em vendas e aumentou 86% em transações de compras online.

O programa conta com mais de 3.500 beneficiários, que recebem apoio na implantação do comércio eletrônico no comércio local, que graças aos canais digitais passaram a aumentar sua renda, gerar empregos, obter maiores lucros e elevar seus negócios a outro patamar. Por este motivo, as PMEs estão trabalhando para se apropriarem no uso das ferramentas digitais e aproveitá-las ao máximo em meio a essa conjuntura econômica desencadeada pela pandemia.

Além do MinTIC, o programa contou com o apoio da Unión Temporal Cámara Colombiana de Comercio Electrónico e da Fundación Faceit, Linktic SAS e Grupo Cymetria. Seus beneficiários se cadastraram entre dezembro e fevereiro, depois trabalharam para oferecer aos inscritos treinamento, materiais, Pendrive e internet por dois meses para possibilitar a venda online.

Além disso, os participantes do programa receberam material de treinamento sobre marketing e pagamentos digitais. Também aprenderam sobre estratégias comerciais voltadas para o desenvolvimento das atividades do projeto, receberam um kit digital com cartão SIM pré-pago com dados para execução e participação do projeto, além de workshops virtuais para fortalecer habilidades em comércio eletrônico e acompanhamento em sessões de grupo.

De acordo com o MinTIC, o comércio eletrônico transcende seu papel de canal complementar de vendas, e se tornou quase a única alternativa para sustentar pessoas e famílias, ganhando espaço entre as formas de comércio mais comuns presentes atualmente  na Colômbia.

Para que este tipo de iniciativas tenha uma recepção mais adequada, é necessário que grande parte da população tenha acesso à banda larga, em particular a banda larga móvel fornecida pelas redes LTE e 5G que devido suas características apresenta-se como alternativa de acesso para parcelas maiores da população e permite a implementação do comércio eletrônico através de diferentes aplicações.

Para atingir esses objetivos, é necessário que as autoridades disponibilizem espectro de radiofrequências suficiente para as operadoras de telefonia móvel. As redes 5G utilizarão bandas baixa, média e alta para atender diferentes tipos de serviços e usuários, o que torna fundamental a existência de uma agenda de espectro que permite às operadoras planejar a transformação de suas redes.

O planejamento de espectro deve ser complementado por regras que incentivem a instalação de infraestrutura de rede. Em geral, recomenda-se que existam políticas que busquem reduzir os entraves burocráticos nos processos de autorização de infraestrutura. Entre as melhores práticas estão a adoção de um padrão nacional de infraestrutura, ou regras padronizadas entre os governos locais, bem como a política de trâmite único para procedimentos burocráticos.

As políticas levadas a cabo pelas autoridades colombianas são positivas para estimular o comércio eletrônico. No entanto, para que este tipo de iniciativa avance de forma significativa, é necessário investir em políticas que aumentem a adoção da banda larga móvel.