Colaboração público-privada é fundamental na ajuda humanitária

Especial MWC 2018 A incorporação de tecnologias móveis para melhorar as condições de vida dos habitantes avança em vários setores da sociedade, e em diferentes mercados a nível global. Dentro dos benefícios, destaca-se a oportunidade de oferecer ajuda humanitária aos povoados de diversos países por meio da colaboração entre os setores público e privado.

A possibilidade de ajudar pessoas que necessitam de colaboração por parte de outras nações, aproveitando as vantagens das tecnologias móveis, é um dos temas tratados na última edição do Mobile World Congress (MWC) no que diz respeito ao uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) para o desenvolvimento. Em particular, destaca-se uma iniciativa realizada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID na sigla em inglês) do Reino Unido.

O MWC 2018 é o evento onde reforçam as tendências da indústria móvel, trata-se da feira de tecnologias móveis mais importante do mundo, que aconteceu em Barcelona de 26 de fevereiro à 1 de março.  Nela, entre outros temas importantes que se referem ao setor, conheceu-se também o desenvolvimento de estratégias destinadas ao uso das tecnologias móveis para facilitar a ajuda humanitária.

Neste sentido, a DFID desenvolveu o Mobile for Humanitarian Innovation (M4H) em conjunto com a GSMA. Trata-se de um programa que busca o trabalho colaborativo com as operadoras móveis para enfrentar os desafios humanitários ao redor do mundo. Neste sentido, busca oferecer ajuda que vai desde a atenção até trabalho em áreas de desastres naturais.

Do DFID espera-se que o acesso às redes móveis sirva para transformar a maneira em que se oferece ajuda humanitária, em particular aproveitando o acesso à informação e a conexão com as famílias danificadas. Dessa maneira, por meio do M4H busca-se encontrar novas formas de ajudar os países em desenvolvimento a destacar seus problemas, em particular por meio de serviços como dinheiro móvel, energia móvel, resiliência climática e segurança alimentar.

Assim, a DFID explicou que em Nepal uma organização sem fins lucrativos utiliza tecnologia e desenho para transformar a forma de realizar ajuda humanitária. Eles estão testando a impressão em 3D de suprimentos médicos e outros suprimentos que salvam vidas e melhoram a vida dos cidadãos afetados por catástrofes naturais.

Através do uso da tecnologia, foi possível fornecer diferentes suprimentos médicos, como grampos de cordão umbilical. Enquanto que em casos de reconstrução foram implantados até componentes para tubos, para poder melhorar o abastecimento de água.

Os fundos fornecidos pelo DFID têm permitido provar este enfoque no Haiti e em Nepal, e também tem expandido seus trabalhos para a Síria. Por meio de uma metodologia similar, realizaram trabalhos de resposta recente aos furacões Irma e Maria no Caribe.

No entanto, para que este tipo de iniciativa tenha uma resposta positiva nos mercados é necessário que se procure incentivar o acesso à tecnologia em cada um dos países beneficiados. Em outras palavras, é necessária a conectividade nos mercados danificados para que os países que oferecem ajuda possam se inteirar de forma rápida das necessidades a serem remediadas.  Neste sentido, as tecnologias móveis contam com maiores possibilidades de conectar os cidadãos.

Para isto, procura gerar políticas para melhorar o desenvolvimento dos serviços móveis nos mercados, em particular no desenvolvimento de banda larga móvel por meio de facilitar o acesso ao espectro radioelétrico para as operadoras do mercado. Também é relevante a geração de uma agenda de entrega de espectro que permita à indústria planejar a construção de suas redes.

Neste sentido, é importante que as autoridades flexibilizem os trâmites e exigências burocráticas para a construção de redes de telecomunicações coordenando as diferentes áreas de governo locais para reduzir as etapas burocráticas no momento de desenvolver uma rede, principalmente quando se tratam de antenas de redes móveis.

Também é necessário reduzir impostos aplicados aos equipamentos para as redes e dispositivos de acesso. No primeiro caso, trata-se de uma medida que possibilitará às operadoras aumentar a cobertura do mercado. Tanto que terminais mais acessíveis possibilitam aumentar a penetração na população, melhorando assim o acesso à informação e a possibilidade de comunicação com os responsáveis pela ajuda humanitária.

A iniciativa de ajuda humanitária realizada pela DFID incorporando as tecnologias móveis é de grande ajuda aos muitos países no mundo. No entanto, para que seja efetiva é importante que as diferentes administrações de cada um dos países realizem os trabalhos necessários para potencializar a banda larga móvel.

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