Cibersegurança e o impacto das novas tecnologias

A segurança cibernética tornou-se uma prioridade para governos em todo o mundo; a proteção dos ativos que interagem através da Internet é essencial para o funcionamento vital e a estabilidade de uma nação e do seu povo.

No dia 28 de novembro, José Otero vice-presidente da 5G Américas, em sua participação no painel  “Martes de Ciberseguridad en Ciberlac, El impacto de las nuevas tecnologías en la ciberseguridad” (Terça da Ciberlac, O Impacto das novas tecnologias na cibersegurança), evento realizado pela Red Ciberlac e pelo BID, destacou que a Cibersegurança é um questão que deve ter importância e relevância nas políticas públicas de cada país.

Ele afirmou que, atualmente, existem aproximadamente um milhão de dispositivos conectados por km2, o que aumenta a possibilidade de ataques. Ele indicou que outro problema é a dificuldade em garantir implantações massivas de IoT, somando-se a isso o impulso acelerado para estratégias de transformação digital, uma vez que a maioria desses dispositivos carece de protocolos de segurança. Deve-se ter cuidado para proteger todo o ecossistema, incluindo sistemas e dispositivos.

Otero indicou que deve haver colaboração entre a indústria, o governo e especialistas da área para que o controle seja assertivo. Assegurou que deve ser integrado com segmentação de rede, monitoramento contínua e inteligência de ameaças e auditorias de segurança, entre outros, de forma a mitigar riscos, como Phishing, fraude telefônica, infiltração presencial, ataques pretextos e engenharia social online, entre outros. outra das práticas mais recorrentes utilizadas pelos cibercriminosos.

Ele afirmou que a maioria dos novos dispositivos não vem com sistemas de segurança cibernética, cada um deles representa um risco potencial. A engenharia social é um tema que não pode ser esquecido em termos de perigos, independentemente de todos os avanços técnicos que tenhamos para nos defender de possíveis ameaças.

Especificou que as considerações de segurança para redes 5G devem incluir criptografia de ponta a ponta, protocolo de comunicação, mecanismos de autenticação de dispositivos, responsabilidade compartilhada no ecossistema 5G e colaboração para enfrentar ameaças emergentes. Tudo isto leva à mitigação de riscos através do estabelecimento de estratégias e tecnologias onde se realizam segmentação de redes, monitoramento contínuo e inteligência de ameaças, auditorias e atualizações regulares de segurança, parcerias público-privadas devem ser feitas para melhorar medidas e complementar o compartilhamento de informação para antecipar ameaças.