Brasil trabalha para levar conectividade ao campo

O trabalho que os diferentes países da América Latina e do Caribe realizam para aumentar a digitalização de suas economias requer esforços das autoridades. A oportunidade de melhorar a produção dos diversos setores por meio da tecnologia faz parte de uma meta que a maioria dos países da região almejam alcançar.

Neste sentido, o Banco do Brasil assinou um memorando de entendimento com a Conectar Agro -associação de empresas de tecnologia que buscam conectar o setor rural do Brasil- para levar a conectividade ao campo. Desta maneira, busca-se transformar a economia de um dos principais setores produtivos desse país.

A partir do acordo, visa-se levar mais conhecimento e informação às pessoas do campo, assim como uma maior conectividade. O objetivo do acordo entre a associação e o banco é beneficiar milhões de pessoas, elevando a educação e a competitividade das áreas rurais. Também busca-se conectar escolas, negócios e pessoas que residem nessa zona.

A Conecta Agro foi fundada como associação em 2019 e desde esse momento trabalha para conectar o setor agro com Internet de banda larga. Entre seus feitos está prover acesso à banda larga para mais de 7 milhões de hectares. O objetivo da associação é que, no final de 2022, sejam 13 milhões de hectares com acesso à Internet. 

O desenvolvimento da conectividade de banda larga permite uma grande evolução produtiva ao setor agrícola e pecuário. Estes avanços vão desde a possibilidade de obter melhor informação sobre os preços dos produtos para planejar os tempos de plantio, colheita e comercialização, até a automatização de muitas das atividades tanto para a agricultura, como para a pecuária.

Em outras palavras, a aplicação da tecnologia tende a otimizar as oportunidades no setor, aumentando a produtividade em diferentes aspectos. Aos benefícios mencionados, se somam outros como sistemas de irrigação automatizados, controle de animais a partir da inclusão de chips, e outros benefícios que permitem economizar tempo e recursos não renováveis.

Além dos sistemas de software e dos dispositivos, é importante que estes setores tenham acesso à banda larga sem fio, para, assim, poderem alcançar da melhor maneira a cobertura dos campos. Dessa forma, por meio de tecnologias como a LTE e a 5G associadas à Internet das Cosas (IoT), pode-se haver melhorias na produtividade do setor.

Para isso, é fundamental que as autoridades do Brasil trabalhem no desenvolvimento do acesso à banda larga no mercado, criando políticas que estimulem a indústria a investir nestes serviços. Entre elas, sobressai-se a possibilidade de colocar à disposição das operadoras móveis maiores proporções de espectro radioeléctrico, assim como a geração de uma agenda com futuras licitações de espectro que permitam planejar de forma eficiente seus investimentos.

No mesmo sentido, é necessário que as autoridades busquem iniciativas que reduzam as travas burocráticas que existem no mercado no momento de instalar redes de telecomunicações. Particularmente com a elaboração de uma única lei que aglutine as demandas das diferentes instâncias do Estado. Também é crucial a criação de uma janela única de trâmites que permita que as operadoras se comuniquem com um único interlocutor para, dessa maneira, simplificar estes processos.

Como se pode perceber, a iniciativa do Banco do Brasil de potencializar o acesso à banda larga em zonas rurais para melhorar a produtividade do sector agropecuário é uma medida positiva. Porém, tem que estar acompanhada por outras iniciativas que permitam o desenvolvimento de serviços de banda larga móvel no mercado.