Brasil levará projeto “Internet para Todos” para o Mato Grosso

Uma das maneiras de reduzir a exclusão digital nos mercados é o impulso por parte dos planos de conectividade desenvolvido pelos governos. A possibilidade de aumentar o acesso à Internet em áreas remotas é uma ferramenta importante que geralmente é realizada por diferentes administrações da região.

No Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) implanta o programa “Internet para Todos”. Esse projeto anunciou que o Mato Grosso será o primeiro estado do Centro Oeste do país a receber esta iniciativa, que tem como objetivo levar conectividade para 40 mil localidades que não contam com acesso à rede.

Dessa forma, o ministério entregou 400 equipamentos para 40 municípios que foram doados pelo Centro de Recuperação de Computadores (CRC) de Valparaíso (Goiás). Além disso, foi inaugurada a Estrada do Circuito Itinerante da Ciência de Mato Grosso, uma ação de inclusão digital e divulgação da ciência e do desenvolvimento pelo governo estadual, com apoio do ministério, confirmada por uma unidade móvel que percorrerá 19 cidades expondo experiências de biologia, física, informática, matemática e química.

O projeto “Internet para Todos” será implantado a partir de janeiro e tem como objetivo tornar-se um dos maiores programas de inclusão social do país. Para isto, é necessário que as autoridades municipais e estaduais identifiquem quais são as comunidades que carecem de conectividade e informem ao MCTIC. Uma vez informada, o projeto trará conectividade para as autoridades locais de maneira gratuita, e para os habitantes locais com uma tarifa menor das oferecidas pelas operadoras.

O programa também busca ser uma revolução de conhecimento a partir do acesso à Internet dos habitantes, que é considerado pela iniciativa como um direito fundamental dos cidadãos. A iniciativa utilizará conexão satelital por do SDGC, que está em orbita desde maio deste ano, e por meio do programa governo eletrônico – serviço de atenção ao cidadão (GESAC), que oferece conectividade gratuita para telecentros, escolas, hospitais e postos de saúde, além de aldeias indígenas e postos de fronteira.

Assim, por meio do SGDC, o MCTIC busca levar internet para escolas públicas federais, estaduais e municipais (em 2017 chegavam próximas de 7 mil). Além disso, em saúde busca conectar mil equipamentos em comunidades indígenas do país. Porém, por meio do Ministério de Defesa, o satélite é utilizado para monitorar 100% das fronteiras.

Assim, a opção de ter conectividade permitirá potencializar o setor agrário, uma das principais fontes de riqueza e trabalho do setor. A partir de diferentes benefícios que permitem estar informados sobre o clima, até conhecer os preços do mercado e, em particular, por meio da possibilidade de implementar internet das Coisas (IoT) para conectar diferentes dispositivos e potencializar a produção.

No entanto, para que tecnologias como esta sejam mais efetivas, é importante que se desenvolva também acesso sem fio. Por suas condições, tecnologias de banda larga móvel como a LTE permitem velocidades de acesso robustas, com baixo tempo de latência, que são fundamentais para o funcionamento excelente destes dispositivos.

Assim, é necessário que estas políticas de conectividade estejam acompanhadas por outras estratégias por parte de administrações que busquem aumentar o desenvolvimento de serviços de banda larga sem fio no mercado. Em outras palavras, é necessário desenvolver políticas que incentivem os investimentos do setor das telecomunicações, em particular no que se refere à banda larga móvel.

Para isto, é importante que se coloque à disposição deste setor maior quantidade de espectro radioelétrico. Embora o Brasil seja o mercado com maior quantidade de espectro alocado na região para serviços móveis, é necessário também que esteja “limpo” (ou seja que não seja utilizado para outros serviços) para que as operadoras possam desenvolver sua oferta de maneira rápida. Em outras palavras, o espectro licitado deve estar disponível para oferecer serviços de banda larga móvel quando outorgado para as empresas de telecomunicações.

Assim, é importante que se flexibilizem as normas para construção de redes de telecomunicações, de tal forma que estas possam desenvolver-se de forma rápida para alcançar grandes coberturas. A possibilidade de contar com normas claras é fundamental para que a indústria possa planejar de maneira mais eficiente o desenvolvimento de sua rede.

Por sua vez, é importante que se reduzam os impostos sobre os diferentes elementos que confirmam o setor de telecomunicações. Em primeiro lugar, sobre os componentes de redes, já que permitirá às operadoras afrontar de melhor maneira o desenvolvimento de sua infraestrutura. Mas também é necessário que se reduzam o preço dos terminais de acesso, para que possam ser mais acessíveis ao público.

Em resumo, a iniciativa internet para todos transforma-se em uma grande oportunidade para aumentar o alcance da rede em áreas onde não chegam as redes fixas. No entanto, é importante que também se considere o aporte que o setor privado, em particular por meio da banda larga móvel possa ter para este programa, para poder aumentar as opções de conectividade para a população.

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