Brasil entrega computadores para escolas, centros de inclusão digital e assentamentos rurais

A inclusão digital exige que as autoridades dos países criem diferentes programas que permitam à população ter melhor acesso à tecnologia. Dentre essas políticas, a entrega de dispositivos aos setores vulneráveis ​​torna-se uma vantagem para reduzir as lacunas existentes.

O Ministério das Comunicações do Brasil (MCom)  já entregou mais de 5.200 computadores para escolas, centros de inclusão digital e assentamentos rurais. Esses dispositivos anteriormente eram utilizados pelo Ministério, não são novos,  e agora serão destinados para setores que precisam ampliar sua inclusão digital.

Na área escolar, estima-se que quase 1.100 alunos serão beneficiados com a entrega das máquinas. Do total de aparelhos entregues, cerca de 60 serão destinados para escolas do ensino fundamental que atendem crianças do ensino fundamental ao médio, em diferentes municípios de São Miguel do Gostoso, Serra Caiada e Taipu.

Enquanto isso, outros 40 computadores serão entregues para três assentamentos rurais nas cidades de São Bento do Norte, Bodó e Ceará-Mirim, que irão beneficiar 260 famílias. Além disso, este apoio será prestado a um telecentro na cidade de Marcelino Vieira.

Entre as escolas beneficiadas, cinco contam com banda larga gratuita via satélite do programa Wi-Fi Brasil do Ministério das Comunicações. A iniciativa já implantou 10 mil pontos de conexão em escolas públicas de todo o país, buscando, dessa forma, levar inclusão digital e conectividade aos cidadãos, com o intuito de reduzir a exclusão digital.

Desde o início do programa, mais de 5.200 computadores foram entregues por autoridades do Ministério das Comunicações para escolas públicas, bibliotecas, Centros de Referência em Assistência Social, prefeituras e outros pontos de inclusão digital. Dessa forma, cerca de 124 municípios em cerca de 21 estados receberam essas doações. A expectativa do Ministério é que o número chegue a mais de 21 mil computadores entregues até o final de 2022.

A obra de recuperação dos equipamentos para entrega a setores vulneráveis ​​foi realizada por jovens profissionais dos chamados Centros de Remodelação de Computadores ou CRCs, que também são parte dos setores de baixa renda. Esses jovens foram formados em cursos frequentados por mais de 13 mil pessoas. Esses CRCs estão atualmente localizados nos estados de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

A iniciativa busca, assim, atingir uma parcela maior de jovens que não possuem dispositivo de acesso no Brasil. No entanto, esse benefício deve ser potencializado com políticas que buscam aumentar o acesso à banda larga no país. Nesse sentido, as tecnologias de banda larga móvel como a LTE e, no futuro, a 5G, permitirão levar a oferta do serviço para áreas distantes dos grandes centros urbanos, para populações vulneráveis ​​e para o meio rural.

É necessário que as autoridades brasileiras implementem políticas para aumentar a adoção dessas tecnologias. Em particular, aquelas iniciativas que visam aumentar o acesso à banda larga móvel por parte da população, como a maior disponibilização de espectro radioelétrico para a indústria de telecomunicações, bem como a geração de uma agenda com futuras licitações que permitam previsibilidade de investimento às operadoras.

Nesse sentido, a redução de entraves burocráticos também é necessária para o planejamento da indústria na implantação de novas redes de telecomunicações. Tanto a existência de trâmites de abrangência nacional únicos que reúnam as demandas dos diversos níveis do Estado, quanto uma diretriz única a fim de atender a todos os procedimentos necessários são medidas a serem consideradas pelas autoridades.

Como pode ser visto, a iniciativa de entregar dispositivos aos setores mais vulneráveis ​​é necessária para diminuir a exclusão digital. No entanto, é preciso também realizar um trabalho para aumentar a conectividade desses locais para melhorar os resultados do programa.