Brasil desenvolve plataforma digital para monitorar escolas e alunos primários

A implementação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na educação apresenta muitas variáveis. Entre elas, sua utilização para melhorar os controles dos diferentes planos estatais que são realizados com o objetivo de melhorar a alfabetização em cada um dos países.

No Brasil, diretores e gestores, secretarias de educação estaduais e municipais, assim como o próprio Ministério da Educação monitoram o desempenho dos estudantes das escolas que aderem ao programa “Mais Alfabetização”. O monitoramento é feito pela plataforma digital do programa, lançado no final de março. A ferramenta é um apoio técnico para as unidades escolares no processo de alfabetização dos alunos, regularmente matriculados nos dois primeiros anos de ensino fundamental.

A plataforma digital tem uma funcionalidade de registro de professores, dos assistentes de alfabetização e das crianças, além do lançamento dos resultados de avaliação de diagnósticos e da devolução de seus resultados.

O apoio técnico é realizado por meio da seleção de um assistente de alfabetização, a cargo das secretarias de educação, por um período de cinco ou dez horas semanais, para cada turno de primeiro e segundo ano. O aluno deve auxiliar o trabalho do professor, conforme seu planejamento para fins de aquisição de competência de leitura, escrita e matemáticas por parte dos estudantes.

Para as avaliações, os profissionais possuem formas de diagnósticos e treinamento, disponíveis no sistema de monitoramento, para serem aplicados aos alunos em períodos específicos. Seu objetivo é monitorar o desenvolvimento da aprendizagem nos dois primeiros anos do ensino fundamental.

Os candidatos a assistentes de alfabetização passam por um processo de seleção elaborado pelos municípios. Os que forem selecionados devem se dedicar exclusivamente às atividades de alfabetização, abaixo da supervisão do professor alfabetizador.

O apoio financeiro às escolas se dá por meio do envio dos custos através do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Para o MEC realizar a liberação dos valores, é necessário que as escolas estejam com os dados de registro e Educação completos (SIMEC) e sem pagamentos de contas pendentes.

Para o monitoramento, o MEC firmou um acordo com o Centro de Politicas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/ UFJF) para a construção do sistema do monitoramento do programa. A ferramenta permite o acompanhamento do Mais Alfabetização em cada escola e rede de ensino em tempo real, além de subsidiar a tomada de decisão pelos gestores de educação.

A partir deste monitoramento, tanto o MEC como as secretarias de educação e as escolas terão instrumentos diferenciados para que possam acompanhar e atuar. Quando forem identificadas escolas e ou municípios cujos resultados de alfabetização das crianças estão pouco satisfatórios, terão que destinar tratamento diferenciado para essas escolas com apoio, formação e orientação especifica.

A adesão ao Mais Alfabetização foi de 49 mil escolas, com atenção de 3,6 milhões de estudantes em 156 mil aulas do primeiro e segundo ano do ensino fundamental em todo o país. Em 2018, serão liberadas diferentes partilhas de dinheiro para as escolas de estados e municípios em todo o país. No segundo semestre do ano realizaram a liberação de outras partidas para apontar o monitoramento e avaliação do programa.

O programa Mais Alfabetização foi lançado com a intenção de reverter o estancamento na aprendizagem, revelada em 2016. Os resultados dessa revelação mostraram que 54,73% dos estudantes tinham mais de oito anos, a faixa etária de 90% dos avaliados permanecem em níveis de insuficiência de leitura. Na avaliação realizada em 2014, essa porcentagem era de 56,1%. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis de satisfação em leitura, com desempenho nos níveis adequados e desejáveis. Em 2014, esse percentual era de 43,8%.

Neste sentido, para que os controles realizados no programa tenham maior efetividade é necessário que as diferentes áreas educativas e do Ministério possam contar com uma adequada conectividade de banda larga, para que assim seus funcionários possam acessar a plataforma. Neste sentido, tecnologias de banda larga sem fio como a LTE apresentam-se como uma alternativa válida para esse objetivo.

Neste sentido, é necessário que as autoridades gerem condições para que aumente a adoção deste tipo de tecnologia. Em particular, pondo à disponibilidade espectro radioelétrico para serviços de telecomunicações sem fio. Também é necessário que se reduzam os impostos sobre os componentes de rede e os terminais de acesso para permitir um desenvolvimento mais rápido dos serviços e tornar-se mais acessível aos diferentes dispositivos.

Como pode-se observar, existe um esforço do Governo do Brasil para melhorar os controles sobre seus planos destinados a aumentar a alfabetização da população. No entanto, é importante que estejam acompanhados por uma maior conectividade para que se consiga maior efetividade em suas implementações.

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