Brasil desenvolve incubadora para tecnologias de Saúde

Os projetos realizados pelos governos no setor da saúde relacionados às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) são constituídos por diferentes iniciativas que podem ser desde um plano nacional, até a criação de aplicações para detectar doenças. A geração de estratégias que buscam aumentar o uso da tecnologia é muito positiva para os países.

Neste sentido, o Ministério de Ciência, Tecnologias e Inovações (MCTIC) criou, junto ao Ministério de saúde, a iniciativa Inova HFA. Trata-se de um programa que testará e avaliará as tecnologias inovadoras para o uso na saúde. O objetivo é implementar estas tecnologias no sistema de saúde do Brasil.

Inicialmente, o projeto espera que o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, seja a incubadora e a aceleradora desses projetos. Este hospital, junto com o MCTI já implantou a robô Laura, que utilizando inteligência artificial para monitorar pacientes internados e emite alertas para a equipe médica. A robô começou a funcionar em março, a partir de um acordo com o Ministério de Defesa e do Instituto Laura Fressato, que criou a tecnologia, e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa.

Além do projeto Laura, a iniciativa busca desenvolver outros sistemas e ferramentas que podem melhorar a atenção aos pacientes, ajudar no trabalho dos médicos e profissionais da saúde. O MCTIC considera que as TIC são primordiais no setor de saúde, por isso este tipo de iniciativa busca aumentar a participação das tecnologias no setor.

O incentivo à inovação no setor de saúde faz parte de um esforço e cooperação entre o governo, o setor privado e as universidades. O objetivo de longo prazo é a criação de um hospital inteligente.

O desenvolvimento de iniciativas que buscam aumentar o uso de novas tecnologias no setor de saúde, é de grande importância para melhorar as condições de atenção junto à população. No entanto, é necessário que se desenvolvam estratégia para que estas iniciativas proliferem em diferentes âmbitos. Neste sentido, os serviços de banda larga móvel permitem desenvolver uma grande número de iniciativas para melhorar a quantidade de atenção sanitária à população.

Tecnologias como a LTE e a 5G permitem uma conectividade robusta e de grande velocidade, que possibilitam o desenvolvimento de serviços sobre tecnologias como a IoT para, a partir desta combinação, potencializar uma série de projetos que permitem automatizar a atenção sanitária. A oportunidade de que diferentes dispositivos médicos podem se comunicar entre si e advertir os profissionais de saúde sobre alertas do estado e dos pacientes é um avanço rumo a um hospital inteligente.

Para isto, é necessário que exista uma política que busque potencializar os serviços móveis de forma planejada. Entre essas medidas é importante a quantidade de espectro radioelétrico colocado à disposição dos serviços de banda larga móvel. Destaca-se que a 5G precisará de bandas altas, médias e baixas para desenvolver seu ecossistema. Assim, é necessário que se estabeleça uma agenda com futuras licitações de espectro que possibilitem a indústria planejar de forma mais eficiente a construção de suas redes.

Na mesma linha, torna-se necessário que se reduza a burocracia que existe no momento de petições de autorização para instalação de redes de telecomunicações. A criação de uma normativa única que aglutine as demandas dos diferentes níveis do estado, somado à criação de uma janela única de apresentação de trâmites, torna-se necessária para facilitar o desenvolvimento das redes.

Em suma, a iniciativa Inova HFA torna-se uma ferramenta para melhorar as condições de atenção do setor de saúde. No entanto, deve estar acompanhada de uma política que tende a ampliar o desenvolvimento de banda larga no mercado.