Brasil debate as possibilidades de desenvolvimento da 5G

Cobertura Especial #5GLatAm – Os encontros das diferentes indústrias que compõem a Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) permitem trocar ideia, conhecer os planos e progressos realizados pelos diferentes atores. Este diálogo permite melhorar as condições para a implementação de novas tecnologias móveis nos diferentes mercados.

Um passo importante a este respeito deu-se no 5G & LTE Latin America (#5GLatAm) que aconteceu no Rio de Janeiro, em 25 e 26 de abril de 2018. Durante os painéis da manhã do primeiro dia aconteceu um debate sobre as oportunidades que o Brasil apresenta para o desenvolvimento da 5G e os desafios que esse mercado deve enfrentar com os diferentes atores da indústria

No primeiro painel, Agostinho Linhares, Gerente de Espectro, Orbita e Radiofusão da Anatel, reforçou que existem bandas de espectro radioelétrico identificadas para o desenvolvimento da 5G. Neste sentido, fez especial menção às bandas que se localizam entre a 3,4 GHz e a 3,6 GHz. Assim, reconheceu as bandas de espectro radioelétrico de 1,5 GHz e 2,3 GHz como candidatas ao desenvolvimento da 5G.

Linhares destacou também que as licitações que foram anteriormente realizadas pela agência reguladora careciam da obrigação de desenvolver uma tecnologia especifica, pelo qual estão abertas a qualquer operadora reutilizar a porção de espectro que já possui (refarming). E reforçou que existe uma série de bandas que não estão identificadas para um uso determinado no Brasil e poderiam ser aproveitadas pelas operadoras.

Em coincidência com o representante da Anatel, Marcos da Rocha Vassati, que é Executive Manager Strategic Planning and Competitive Analisys da TIM Brasil, destacou a importância da banda de 3,5 GHz para o desenvolvimento da 5G no Brasil. O executivo falou sobre o potencial que o país possui no momento de desenvolver serviços 5G. Destacou que a nova tecnologia pode melhorar a competitividade do país, potenciando mercados verticais como as cidades digitais e a telessaúde.

Enfatizou ainda que, além disso, a 5G tem potencial de incentivar os serviços de banda larga fixa, embora no mercado tenham penetração de 42%, mais de 60% das conexões estão abaixo dos 12 Mbps. Neste sentido, durante sua primeira etapa de implementação, a tecnologia possibilitará ao mercado potencializar o acesso às residências.

Em referência às oportunidades da nova tecnologia, no que diz respeito à serviços móveis, da Rocha Vassat destacou que o consumidor brasileiro é propenso a adotar novas tecnologias. Reforçou que o desenvolvimento da 4G potencializou pelas redes sociais e diferentes aplicativos inovadores e tende a melhorar a qualidade de vida dos habitantes.

Tanto que a relação dos mercados verticais que se potencializaram com o salto da 3G para a 4G, o executivo destacou dois exemplos particulares: o e-commerce, onde se incorporam de maneira exitosa os aplicativos móveis; e o sistema financeiro, onde mais de 60% das transações foram realizadas por meio de Internet e 34% utilizam serviços de banda larga móvel.

Neste sentido, reforçou que com os desenvolvimentos da 5G, diferentes implementações que já contam com o sucesso da LTE, têm a oportunidade de potencializar seu crescimento. Em particular, o executivo fez referência ao e-governo, o governo eletrônico, onde se alcançaram avanços significativos para melhorar as condições de vida dos habitantes do Brasil.

O executivo também destacou as oportunidades que terão com a Internet das Coisas (IoT), destacou que atualmente possui aplicativos importantes no que diz respeito a diferentes mercados verticais como cidades inteligentes, saúde, o setor rural e industrial. Ele também ressaltou que em face de futuras implantações 5G combinadas com IoT, elas terão grandes vantagens para os mercados de recursos humanos, inovação em ciência e tecnologia, segurança e infraestrutura.

A manhã se completou com o painel “Discutir o papel das redes fixas, móveis e satelitais atuais e sua existência com o futuro ecossistema 5G”, do qual participaram: José Alves dos Santos Junior, Consultor Especialista em Tecnologias da Oi, J.R. Cristovão, Diretor Geral da UNISAT e Representante para América Latina da GVF; Mário Brasil, Gerente de Vendas da Intelsat e Carlos Xavier, Diretor Geral da Advantech, e contou com a moderação de Ari Lopes, Analista principal da Ovum Brasil.

Em concreto, os participantes concordaram que os serviços satelitais são essenciais para o desenvolvimento dos serviços de banda larga no Brasil. Em particular porque as condições geográficas desse país impedem que se ofereça acesso de maneira terrestre para a maioria dos povoados rurais e distantes dos centros urbanos. Reforçou também que os satélites foram um grande aporte ao desenvolvimento da 3G e da 4G nesse país, e que espera que sejam fundamentais para quando se desenvolva a 5G.

A troca de ideias realizada na manhã do #5GLatAm teve como foco que o Brasil foi enriquecedor do ponto de vista das oportunidades da nova geração de serviços móveis. Restará o tempo necessário para que estas intenções se transformem em realidades que permitam melhorar as condições de vida dos habitantes desse país.

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