Brasil combina parceria público-privada para enfrentar o COVID-19 com tecnologia

Os projetos que combinam o setor de saúde com iniciativas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) podem ser de grande ajuda para os países que terão que enfrentar as consequências de uma pandemia. Para potencializar essas oportunidades, a colaboração público-privada pode ser uma fonte de soluções de problemas durante a contingência sanitária.

Nesse contexto, no Brasil, foram empreendidas uma série de esforços, por parte das autoridades, acompanhados pelo setor de telecomunicações. Algumas soluções foram criadas para combater a disseminação do vírus COVID-19. É preciso levar em consideração que o Brasil foi o país da América Latina com o maior número de casos detectados até meados de março de 2020, com cerca de 346 confirmados.

Entre as ferramentas lançadas pelas autoridades para combater a crise está o desenvolvimento de um aplicativo direcionado a população ensinando como proceder: Coronavírus-SUS. Foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde do Brasil, onde são oferecidas informações, notícias e orientações sobre a doença.

O aplicativo não tem custo e pode ser baixado tanto para sistemas Android como iOS, tem faixa etária recomendada para maiores de 12 anos. No aplicativo o cidadão pode informar-se sobre tópicos como: sintomas, prevenção e que atitudes tomar caso suspeite estar infectado. Apresenta também um mapa apontando as unidades de saúde mais próximas. Outro benefício apresentado pelo aplicativo é uma seção de notícias sobre saúde com foco no COVID-19.

Após a instalação, o usuário pode realizar uma auto avaliação utilizando um questionário, integrado ao aplicativo, sobre sintomas. Dessa maneira pode confirmar ou descartar a suspeita de contaminação. Caso a suspeita seja apontada como positiva, o usuário pode realizar uma busca que apontará qual é a unidade de saúde mais próxima que poderá atende-lo.

Para complementar esses esforços do Ministério da Saúde, as operadoras brasileiras lançaram uma série de benefícios para os usuários. Um exemplo foi o esforço implementado pela Vivo, subsidiária da Telefónica, que anunciou a distribuição de um bônus à franquia 4G para clientes de banda larga móvel. Esta oferta terá a duração de dois a três meses e será implementada automaticamente. Essa mesma estratégia foi executada por quase todos as operadoras do mercado brasileiro.

Essas medidas são de grande ajuda para que a população possa contar com mais uma ferramenta para enfrentar os problemas decorrentes da pandemia. No entanto, é preciso que as autoridades aumentem os esforços de conectividade para que os usuários possam contar com conexões mais estáveis, que permitam um fluxo maior de informações.

Nesse sentido, é necessário uma maior disponibilização de espectro de rádio no mercado para atender a demanda de serviços de banda larga móvel. Embora o Brasil seja o país da América Latina que mais forneceu espectro para esses serviços, o desenvolvimento da 5G exigirá mais bandas baixas, médias e altas. A nova tecnologia móvel pode servir de impulso para a implementação de diferentes tecnologias associadas à telessaúde, que aumentam o grau de informação dos habitantes diante desses eventos catastróficos.

As ações conjuntas dos setores público e privado ajudam a população brasileira ao adicionar mais ferramentas no enfrentamento dessa pandemia. Pensando em eventos futuros que possam vir a ser similares, as autoridades devem trabalhar para aumentar as iniciativas de desenvolvimento da banda larga móvel, afim de fornecer mais recursos à saúde.