Brasil busca promover IoT em segurança pública

As novas tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) permitem aos governos melhorar diferentes facetas de seus setores. A possibilidade de acessar a informação de maneira mais veloz e eficiente é determinante no momento de tomar decisões, particularmente em setores críticos como pode ser o da segurança.

Neste sentido, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) busca criar um polo de inovação em Internet das Coisas (IoT) voltado para a segurança pública. Este contará com o apoio da Ericsson, e estará localizado em São José dos Campos. O anúncio teve como marco o Mobile World Congress 2017 em Barcelona, a feira mais importante do setor de telecomunicações móveis do mundo, que aconteceu entre 27 de fevereiro e 2 de março.

Além disso, contará com o respaldo do prefeito do município pelo Parque de Tecnologia para o desenvolvimento de software para as cidades inteligentes, o que formará um ecossistema que deve incluir outras empresas parceiras, além de empresas emergentes, operadoras de telecomunicações e setor acadêmico, representado por pesquisadores, alunos, universidades e institutos de pesquisa.

A plataforma de trabalho é tida como uma oportunidade de crescimento na inclusão de IoT no setor de segurança pública. Em particular, para potencializar a tecnologia como um instrumento para o desenvolvimento do país e do mundo, já que, se implantado estaria destinado a fortalecer os mecanismos de segurança no país e, como consequência, melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O foco da plataforma busca aproveitar os dados gerados por sensores, câmaras, automóveis, diferentes artefatos de uso público (como semáforos) e outros dispositivos que permitem às autoridades acessar uma maior quantidade de informação por meio da IoT. O objetivo é aproveitar esses dados com o fim de melhorar a qualidade de vida dos habitantes do Brasil.

A iniciativa possibilitará ao governo do Brasil acessar subsídios em busca de fortalecer a segurança pública. Dessa forma, com a implantação desta plataforma, o MCTIC pretende convocar desenvolvedores para criar aplicativos na área de segurança. Também buscará a participação de funcionários públicos para que possam conhecer as novas ferramentas.

O primeiro polo será realizado em São José dos Campos, onde já foi iniciado anteriormente um projeto de Cidade Inteligente, ativo há cinco anos. Desta maneira, já existe um sistema de controle e monitoramento com 500 câmeras, integração de smart software e 205 quilômetros de cabos ópticos.  Este tipo de sensores será acompanhado por novos que visam a detecção de disparos climáticos, bem como a introdução de uma rede de Wi-Fi pública e sistema de iluminação pública com iniciativa inteligente. Esta última também foi realizada com a colaboração de Ericsson.

Dessa forma, estes dispositivos oferecem informação para poder desenvolver aplicativos e sistemas que melhorem a segurança dos cidadãos. Neste sentido, é importante que a cidade conte com redes de banda larga sem fio robustas que possibilitem uma grande transmissão de dados, para isto é fundamental que o governo do Brasil facilite o desenvolvimento deste tipo de redes no mercado, reduzindo os processos burocráticos para sua instalação.

Da mesma forma, as políticas que tendem a potencializar o crescimento de tecnologias como a LTE são de grande ajuda para este tipo de iniciativas. Neste contexto, a disponibilidade de espectro radioelétrico para serviços de banda larga sem fio mostra-se como uma estratégia de governo necessária para potencializar o acesso de diferentes dispositivos conectados. Ou seja, uma maior quantidade de espectro disponível será necessária para que a indústria confronte uma maior quantidade de dispositivos conectados.

Os incentivos impostos para dispositivos e linhas móveis fazem parte de políticas que permitem aumentar sua adoção. Em outras palavras, tornam-se mais acessíveis para os usuários e ampliam seu crescimento, melhorando as possibilidades deste tipo de iniciativas. É importante reforçar que quanto mais dispositivos conectados existem, maior a quantidade de informação que contam estes aplicativos, melhorando assim suas performances.

De acordo com a agência reguladora do Brasil, a Anatel, o país encerrou 2016 com mais de 244 milhões de linhas móveis. Deste total, 196 milhões pertenciam à serviços de banda larga móvel, das quais mais de 60 milhões de linhas eram LTE. É importante destacar que no total do Brasil existiam cerca de 12,6 milhões de linhas M2M, que estariam entre as destinadas para este tipo de projeto. A adoção a nível nacional de tecnologias de banda larga sem fio e M2M geraram um cenário propício para este tipo de iniciativas, ainda que necessário que se siga trabalhando em seu incentivo.

A incorporação de uma iniciativa de IoT possibilitará utilizar os múltiplos dispositivos conectados para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, a partir de melhoras nas condições de segurança. A adoção da tecnologia permitirá às autoridades acessarem maior quantidade de dados no momento de tomar decisões, diminuindo assim, as margens de erro e melhorando as condições de segurança.

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